Corredores de ônibus devem ter mais recursos em 2017, mas investimentos totais serão 34% menores

Malha de corredores de ônibus é tímida para asa necessidades de São Paulo, com pouco mais de 130 quilômetros.

Previsão é de que a arrecadação do município em 2017 caia 5,9%

ADAMO BAZANI

Os recursos na cidade de São Paulo para intervenções na área de transportes, como corredores de ônibus, manutenção de faixas para ônibus, ciclovias e troca de semáforos, devem ter aumento de 11,7% em 2017, em comparação ao previsto para todo ano de 2016.

É o que consta na proposta de orçamento para 2017, enviada na última sexta-feira pelo prefeito Fernando Haddad à Câmara Municipal.

As obras e manutenção em transportes devem contar com R$ 2,66 bilhões no próximo ano, já a previsão para 2016, foi de R$ 2,38 bilhões.

Entretanto, a proposta do orçamento mostra um cenário pessimista para o ano de 2017.

De uma maneira geral, todos os investimentos na cidade terão queda de 34% no ano que vem em relação a 2016.

Para este ano, Haddad reservou para investimentos da prefeitura, R$ 8,7 bilhões. No ano que vem, serão R$ 5,76 bilhões, o menor valor dos últimos seis anos, já corrigido pela inflação.

Vale ressaltar que dos R$ 8,7 bilhões projetados para este ano, até a primeira quinzena de setembro, apenas R$ 2,2 bilhões foram aplicados de maneira concreta – valores liquidados.

No ano que vem, a Prefeitura de São Paulo deve arrecadar menos, segundo a proposta orçamentária.

A previsão é arrecadar R$ 54,7 bilhões, uma queda de 5,9% na comparação com arrecadação prevista para este ano, de R$ 57,9 bilhões, em valores corrigidos.

No entanto, também é importante ressaltar que por causa da crise econômica, a prefeitura teve de rever para este ano as projeções e estima que no acumulado até o fim de dezembro, deva arrecadar R$ 49 bilhões, bem abaixo dos R$ 57,9 bilhões previstos no orçamento para este ano enviado em 2015.

Somente nos seis primeiros meses deste ano, a arrecadação em impostos e tributos, como IPTU e ISS, além das transferências feitas pelos governos estadual e Federal, ficaram 6,8% menores do que o apurado em 2015 no mesmo período.

No texto de justificativa enviado por Haddad à Câmara Municipal, o prefeito diz que uma das metas da LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017 é continuar buscando recursos do Governo Federal.

A proposta “dá continuidade à busca pela transferência de recursos federais em maiores volumes, a fim de incrementar o montante destinado aos investimentos necessários para a melhoria da qualidade de vida da população paulistana, em que pese o cenário de arrefecimento da atividade econômica, resultando na queda de arrecadação de tributos em âmbito federal, estadual e municipal”.

A pasta da Saúde terá queda de 1,2% no Orçamento de 2017, com R$ 8 bilhões.

A Secretaria de Educação sofrerá uma da queda de 6,8% nos recursos, passando da previsão atual de R$ 11,7 bilhões para R$ 10,9 bilhões.

A Secretaria de Habitação, que faz obras como casas populares terá redução de 15% no orçamento e a Secretaria de Infraestrutura Urbana, que atua em obras viárias e antienchentes, é uma das pastas com a maior queda nos recursos-  41%

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

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  1. Quero ver se vai sair corredor novo, isso sim.

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