Mobilidade nas Olimpíadas teve a pior avaliação pela imprensa internacional

BRT lotou em alguns horários nas Olimpíadas. Foto de Leitor / Agência O Globo

Problemas de mobilidade superaram avaliação negativa em relação à segurança, segundo pesquisa do Ministério do Turismo

ADAMO BAZANI

A mobilidade urbana foi o item que teve a pior avaliação por parte da Imprensa internacional nas Olimpíadas de 2016.

É o que revela levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe, encomendado pelo Ministério do Turismo e que foi revelado nesta quinta-feira 29 de setembro de 2016.

A pesquisa foi realizada entre 06 e 23 de agosto e ouviu 435 profissionais de imprensa internacional. Também foram levantadas as matérias dos principais órgãos de informação a respeito dos jogos e da infraestrutura.

Segundo a pesquisa, no item infraestrutura, a mobilidade urbana foi o quesito que teve o maior número de avaliações negativas: 34,5% seguida de outro aspecto relacionado aos deslocamentos: sinalização de trânsito e turística, com 32,2% das impressões negativas.

Para esse resultado, os profissionais de imprensa levaram em conta o transporte público e também o trânsito. Entre os problemas estiveram o horário reduzido da Linha 4 do metrô e a lotação em alguns horários no sistema de corredores de ônibus BRT.

Em relação à infraestrutura, o ponto que teve melhor avaliação se refere aos aeroportos, com 94,2% de aprovação já o ponto positivo que mais recebeu destaque foi hospitalidade e alegria do Povo com 41,4%. As impressões negativas sobre a mobilidade ultrapassaram até mesmo a falta de segurança.

Acompanhe:

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PREÇOS:

Em relação aos preços, os transportes públicos mostram percepção diferente e foi o item com maior aprovação: transporte público (84,2%), atrativos turísticos (82,4%) e telefonia e internet (78,1%).

Em nota, o Ministro do Turismo, Alberto Alves, disse que considerou os resultados gerais positivos.

 “Ter resultados tão positivos junto a esse público formador de opinião é muito importante. Por características intrínsecas à profissão, os jornalistas são mais críticos e exigentes. Conseguimos mostrar que o Brasil está preparado e que podemos sediar grandes eventos e bem receber os turistas”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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