TCE questiona mais de 60 pontos de obras do monotrilho no Morumbi

Foto: Sergio Mazzi
Foto: Sergio Mazzi

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Valor das construções saltaram de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações.

RENATO LOBO

O Tribunal de Contas Estadual – TCE fez uma série de questionamentos ao Metrô sobre as obras do monotrilho da Linha 17-Ouro, no que diz respeito aos atrasos nas construções e até na escolha do modal.

Assinado pelo Conselheiro Antônio Roque Citadini, o documento questiona também a rapidez que obra deveria ter ocorrido. “Os atos praticados na execução dos serviços descaracterizaram o objeto (sistema de transporte por monotrilho), cujas características são a rapidez da instalação, baixa quantidade de desapropriação e menor interferência na rotina urbana”, diz o relator.

Em outro ponto, Citadini afirma que o Governo do Estado “entrou em uma aventura”“Os elementos existentes no processo demonstram que a Companhia do Metropolitano de São Paulo embarcou em uma aventura, quando decidiu construir a Linha 17 – Ouro“, afirma.

O TCE questiona também o aumento nos valores de construção, que na avaliação do TCE saltou de R$ 1,7 bilhão para R$ 3,17 bilhões, sem incluir as estações. A companhia terá o prazo de 30 dias para encaminhar suas respostas.

Secretário rebate

Durante uma entrevista à rádio CBN, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que o custo das oito estações do monotrilho não constava no contrato principal, e foi licitado posteriormente. Segundo ele, as obras deverão ficar em torno de R$ 300 milhões o quilômetro, o que é um “valor mais do que compatível internacionalmente com os monotrilho no mundo”, nas palavras do titular da pasta.

O titular da pasta afirma que o novo cronograma da conta de que o monotrilho do Morumbi inicie a operação assistida em 2018, com previsão de operação plena em 2019.

Em um tom mais duro, Pelissioni ainda criticou nas entrelinhas a forma com que a imprensa trata as obras. “Infelizmente as vezes os órgãos das imprensa tratam o metrô como a parte da crise toda”, diz o secretário referente a problemas enfrentados pelas construtoras com a operação Lava-jato, da polícia federal.

Renato Lobo, técnico em Transportes Sobre Pneus e Trânsito Urbano

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    O prejuízo e o tempo perdido, ninguém recupera mais, já era.

    Todos os órgãos públicos têm de se unir e colocar essa obra para ser concluída ou
    IMPLODIDA.

    Não há mais nenhuma argumentação que justifique o descaso.

    O que importa é a solução.

    MUUUUUUUUUUUUUDA BRASILLLLLLLLLLLLLLL !

    Att,

    Paulo Gil

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