Corredores de ônibus estão entre prioridades que vão contar com R$ 1 bi a mais no Orçamento de São Paulo para 2017

Publicado em: 16 de junho de 2016

onibus

Corredores de ônibus reorganizariam serviços em toda a cidade, como na região do Terminal Parque Dom Pedro II, um dos mais movimentados na cidade. Foto/UOL

Já os subsídios não podem subir mais que IPCA

ADAMO BAZANI

Considerados um dos pontos fracos da política de mobilidade da gestão Haddad por não terem avançado de maneira significativa, os corredores exclusivos para ônibus estão entre as prioridades da prefeitura no acréscimo de R$ 1 bilhão previsto para orçamento de 2017.

A informação é da Câmara Municipal de São Paulo.

Nesta quinta-feira 15, de junho de 2016, os vereadores, em sessão plenária, votaram o substitutivo da Comissão de Finanças e Orçamento ao Projeto de Lei (PL) 178/2016, enviado à Casa pelo Executivo, que trata das diretrizes orçamentárias (LDO) para o exercício de 2017.

A proposta aumenta em R$ 1 bilhão o Orçamento para o ano que vem que passa de R$ 50,3 bi para 51,3 bi.

De acordo com nota da Câmara, recebida pelo Blog Ponto de Ônibus, este dinheiro a mais vai ser destinado a investimentos.

“Entre as prioridades para investimentos na cidade, apontados no texto aprovado e que foram mantidas pelo relator, estão ações de combate a enchentes, requalificação dos corredores de ônibus, obras da Operação Urbana Água Espraiada, bem como construção e ampliação dos CEU´s (Centros Educacionais Unificados).”

Na mesma nota, o vereador relator Ricardo Nunes informou que seria necessário o aumento na previsão de investimentos.

“A gente vinha nos três últimos anos com uma média de R$ 7 bilhões na LDO [investimentos] e agora o prefeito mandou com R$ 2,9 bilhões, ou seja, uma queda muito acentuada e se você considerar que no ano passado nós tivemos R$ 4,5 bilhões de investimento, não tem porque ter R$ 2,9 bi para 2017, então nós estamos propondo que seja em torno de R$ 4 bilhões”

O texto ainda deve passar por segunda votação.

Na primeira previsão da LDO, os corredores de ônibus receberiam entorno de R$ 350 milhões.

Com problemas em caixa, as metas e Fernando Haddad estão cada vez mais distantes de ser cumpridas.

Durante a campanha eleitoral, Haddad prometeu entregar completamente prontos, 150 quilômetros de corredores de ônibus. No primeiro trimestre da gestão, a meta foi maior ainda: 173,4 quilômetros de corredores até dezembro de 2016.

Estão em andamento hoje na cidade as obras de apenas 65 quilômetros e foram entregues em torno de 30 quilômetros entre novos espaços e reformas.

Com os R$ 350 milhões previstos para 2017, é possível fazer somente entre 20 e 30 quilômetros de corredores, dependendo da estrutura exigida. Para 2016, a previsão era de R$ 1,5 bilhão.

Corredores BRT – Bus Rapid Transit, que são mais elaborados, com estações que possuem piso na mesma altura do assoalho do ônibus, pistas de concreto e pontos de ultrapassagem entre os veículos de transporte coletivo, têm o quilômetro avaliado em R$ 30 milhões, em média.

Já o quilômetro de corredores comuns pode ser feito com valores variando entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões.

Além de problemas financeiros, a Prefeitura de São Paulo também enfrenta dificuldades para aprovação dos projetos de corredores. Licitações foram barradas pelo TCU – Tribunal de Contas da União e TCM – Tribunal de Contas do Município, que alegaram problemas como sobrepreço e erros nos projetos.

SUBSÍDIOS:

Outro aspecto do texto aprovado é que a correção dos subsídios concedidos pela prefeitura, o que inclui os subsídios para o transporte coletivo, não pode ser de percentual superior ao IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo do ano anterior ao exercício.

Os vereadores têm até o dia 21 de junho para apresentar emendas e a votação definitiva deve ocorrer até o final do mês, segundo a Câmara.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Essa verba tem de ser utilizada para terminar a linha 4 Amarela do metro e os “Aerotrens”.

    Mais corredor em Sampa e discutivel, vai fazer aonde ?

    Seja la onde for, boa parte desta verba vai ser utilizada em desapropriacoes.

    O buzao ja era, se eu tivesseo poder da caneta eu varia varias linha curtas de “Aerotrem”, formando uma grande rede de transporte publico, ai sim.

    Mas o que interessa e gastar essa dinherama toda que vai ser paga pelos contribuintes.

    Att,

    Paulo Gil

    1. Igor disse:

      Paulo, por favor. Uma coisa não tem nada a ver com outra.
      Primeiro porque isso é verba municipal. Não tem nada a ver com obra ferroviária que é do Estado.
      Segundo porque este valor a mais pode ajudar em corredores necessários sim mas não faz nem cócega no custo de um monotrilho, metro ou vlt
      Terceiro porque o monotrilho que você chama de aerotrem até agora é deslumbramento. É mais viável corredor de ônibus integrado a mais metrô.
      Com respeito mas quando você fala que ônibus já era, precisa rever muito sua forma de pensar e comentar
      Igor Soares
      Anaista de ITS

    2. Paulo Gil não concordo, pois as verbas são pra corredores parados, e não para novos praticamente, as obras do corredor Radial Leste 1 e 2, estão paradas, precisando de verbas, tem os corredores da ZS, e o Aricanduva, todos faltam verbas, e o transporte sobre trilhos e prioridade do estado, a prefeitura mal tem dinheiro pra ela.

  2. Paulo Gil disse:

    Igor e Rodrigo Santos, boa tarde.

    Vou explicar melhor.

    Não sou contra corredor de buzão ou BRT; porém na atual situação em que Sampa se encontra; qualquer verba que seja, tem de ser utilizada com aproveitamento de 101%.

    Na prática, entendo não haver verba Federal, Estadual ou Municipal, as verbas em quase que na sua totalidade, são oriundas de TODOS os contribuintes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas; devido ao pagamento de impostos, tributos, taxas, tarifas, ou qualquer outro nome que seja batizado.

    Cabe lembrar também que as estatais estão dando prejuízos bilionários.

    Como observado pelo Rodrigo, que as verbas são para corredores PARADOS; lembro que o “Aerotrem” também está PARADO; mesmo sendo um “deslumbramento’, afinal o “deslumbramento” já foi iniciado, certo ou errado.

    Não podemos é continuar nos erros e muito menos cometer novos erros.

    É bom lembrar que o Brasil possui dimensões continentais e esta característica é aplicável também a cada bairro de cada estado (principalmente nas regiões metropolitanas das grandes capitais), bem como as condições topográficas, climáticas, culturais e demográficas estas muito adversas entre si; lembrando que o crescente número de edifícios residenciais tem alterado a densidade demográfica com a “velocidade da luz”; desequilibrando qualquer modal de transporte coletivo num curto espaço de tempo.

    Um BRT é ótimo hoje; amanhã pode ficar saturado, deficitário ou obsoleto.

    Porém, na atual circunstância, a mobilidade tem de ser implantada em função do “ MENOR tempo de deslocamento do cidadão”.

    Ou seja, quanto tempo o cidadão leva para se deslocar do ponto A ao ponto B ???????????

    Não importa quantos modais o cidadão vai utilizar, mas qual itinerário e quais modais utilizar para se deslocar no MENOR tempo possível do ponto A ao ponto B.

    Pergunto a vocês e aos demais leitores:

    Se o cidadão da região metropolitana de uma grande capital tiver duas opções de deslocamento de sua residência até centro de sua cidade; sendo:

    Opção 1) Buzão com BRT, com tempo de deslocamento de 1 hora.
    Opção 2) Micros ou Micrões com “Sistema Vapt Vupt” ou “Aerotrem” mais os trilhos (Trem, METRO, VLT ou Aerotrem diretão), com tempo de deslocamento de 45 minutos.

    Qual opção o cidadão irá utilizar, 1 ou 2 ???

    Com certeza a opção-2, pois esta tem o “MENOR tempo de deslocamento”.

    Claro que haverá que prefira a opção 1, mas creio que uma minoria.

    É com esse raciocínio que eu postei meu comentário, por isso em linhas gerais digo que o buzão, já era; principalmente no sistema Penha – Lapa, zig zag caranguejado, 21/21; até hoje utilizado.

    Há muitos outros, mas dou dois exemplos, linhas 477-P e 809-H.
    Confiram nos links ou na prática.

    http://itinerarios.extapps.sptrans.com.br/PlanOperWeb/detalheLinha.asp?TpDiaID=0&CdPjOID=101404

    http://itinerarios.extapps.sptrans.com.br/PlanOperWeb/detalheLinha.asp?TpDiaID=0&CdPjOID=99651

    As regiões metropolitanas das grandes capitais têm de ser geridas de forma macro, não podendo mais ser administradas de forma seccionada; ou seja, competências ou abrangências Federal, Estadual ou Municipal.

    Tem de haver uma força conjunta na resolução de Problemas e Obras de Grande Porte, como o transporte coletivo / mobilidade urbana, (inclui-se ai também saúde e educação).

    Assim sendo, considerando-se que hoje temos os “Aerotrens” PARADOS e os Corredores PARADOS (embora estes eu não sei em qual fase se encontram) a solução é fazer com que estes sejam colocados em funcionamento por ordem de rapidez.

    Qual destas obras paradas, ficará pronta o mais rápido possível ???

    Seja qual for, é esta que deve ser executada, independente de qual classificação administrativa estejam as verbas, Federal, Estadual ou Municipal

    Não adianta aplicar um milhão ali e outro milhão acola e ficar tudo “quase pronto”; é melhor somar todas as verbas e aplicar naquela que poderá ser colocada em operação em prol do cidadão o mais rápido possível, seja BRT ou “Aerotrem” (no caso de Sampa).

    Só assim as obras de mobilidade estarão servindo aos cidadãos, caso contrário só teremos “obras em andamento” ou “deslumbramentos”.

    Por isso entendo que a verba é única, ou seja, é originária de todos contribuintes; independentemente de qual esfera ela esteja classificada administrativamente.

    Se Federal, Estadual ou Municipal é só uma mera questão administrativa e olha que administração das antigas.

    Claro que o ideal era concluir todas as obras já iniciadas, mas todos sabemos que o momento não permite isso; assim mais um motivo para usar as verbas de forma unificada para a solução dos problemas e não para a criação de mais problemas.

    Hoje temos de ter à disposição dos cidadãos uma rede de transporte coletivo igual a “teia de aranha”.

    Abaixo exemplos de rede de transporte público, “preferencialmente trilhos via aérea” (igual Metro Azul da Armênia a Santana); aqui em Sampa, que eu imagino:

    – Metro Azul – Ana Rosa – Parque do Ibirapuera.
    – Metro Verde Vila Madalena – CPTM Cidade Universitária.
    – CPTM Julio Prestes – Metro Azul -Sé ou Terminal Pq D. Pedro II
    – Terminal Barra Funda – Anhembi.
    – Expor Center Norte – Terminal Tietê.
    – Aeroporto Congonhas – Metro Azul São Judas
    – Aeroporto de Guarulhos – CPTM – Penha ou Vila Matilde
    – Terminal Vila Yara – CPTM Presidente Altino
    – CPTM Santo André – Terminal Diadema
    – Metro Azul/CPTM Tatuapé – “Aerotrem-X”

    E tantas outras que podem ser feitas em função das especificidades de cada bairro ou região que eu nem conheço.

    É isso, a prioridade não é o modal “x”, “y” ou “n”, a prioridade é dar aos cidadãos várias possibilidades de deslocamentos, mas com o “MENOR TEMPO POSSÍVEL”.

    Isso sim poderá estimular o uso do transporte público; o resto é blá, blá, blá; seja lá qual for a sigla ou a cor dos eleitos.

    Observo que isto não é o que o Paulo Gil quer; e sim o que tem de ser feito para o bem de TODOS os cidadãos; afinal BRT ou “Aerotem” com obras paradas ou inacabadas não interessa a ninguém, mas ninguém mesmo, pois nem receitas geram.

    Abçs,

    Paulo Gil

    1. Danilo Lisboa disse:

      ?
      Seus comentários são tão absurdos e sem conhecimento de causa que não merecem nem avaliação ou qualquer tipo de análise consistente.

    2. Creio que a questão de certas linhas, serão corrigidas somente apos a licitação.

    3. Paulo Gil disse:

      Complementando:

      Quaisquer centavos de verba, seja Federal, Estadual ou Municipal, devem ser aplicados no término do Metro 4 Amarelo; afinal é a obra de transporte
      coletivo de grande capacidade de Sampa que está mais próxima do fim, portanto beneficiará a população em curto espaço de tempo.

      Att,

      Paulo Gil

      1. Igor disse:

        Paulo,
        interessante o seu entusiasmo, mas é necessário você parar, ler melhor os textos, procurar entender melhor .
        Em primeiro lugar, dinheiro do povo lógico que é, mas tem as administrações estaduais federais e municipais que devem ser respeitadas.
        Segundo lugar é necessário saber que esse deslumbramento de ter que só terminar Metrô, logo ter que terminar o que você chama de aerotrem logo, etc pode prejudicar a qualidade do debate como você está fazendo.
        Claro que o metrô é urgente mas não é só isso, pelo amor de Deus, Paulo. Corredor de ônibus é extremamente necessário, sem corredor não tem só metrô que dê conta. E sem metrô não tem corredor que dê conta. Não simplifique a discussão. Há espaço para corredor sim. O espaço ocupado de maneira desproporcional pelo transporte individual.
        dinheiro pra linha 4. Poxa já teve a licitação pelo que eu vi aqui no blog e em outros locais e a linha 4 não vai resolver todos os problemas. Talvez para quem mora ou trabalha em seu trajeto.,
        por favor preste mais atenção, na minha opinião respeitosa
        Mobilidade não negócio que se fica na internet imaginando a linha que mais gosta e já vai falando o que vem na cabeça.
        Se informe e depois apenas tenha mais cuidado pra dar opinião. os textos que eu vejo aqui no blog do ádamo são certos, trazem informações boas.
        é só ver pouquinho mais com razão as coisas

      2. Paulo Gil disse:

        Igor, boa noite.

        Nunca desrespeitei a opinião de ninguém aqui no blog, e se eu te dei essa impressão, não tive esta intenção.

        Releia como eu comecei o comentário.

        “Não sou contra corredor de buzão ou BRT…”

        Sou consciente da existência das esferas e não tenho preferência por linha A ou B ou modal A ou B.

        Quando utilizo o transporte coletivo, opto por utilizar a maior quantidade de trilhos possível, acho mais prático.

        Minha linha de raciocínio é a seguinte.

        Entendo que enquanto Sampa tiver qualquer modal em qualquer região da cidade “PARADO”, obrigatoriamente deve ser terminado o que já foi começado, só isso.

        Este raciocínio é em função da realidade de Sampa hoje.

        Terminadas as obras de transporte coletivo que ai estão PARADAS (modal A ou B), não há problema nenhum em cada esfera fazer a sua obra.

        Mas desde que seja feita com planejamento, técnica e que comece e termine; só isso, sem erros ou problemas crassos.

        Só mais um detalhe; o edital de licitação não tinha como ir pra frente, basta ler as linhas mestras eu já tinha comentado isso aqui no Blog, e deu o que deu.

        Abçs,

        Paulo Gil

  3. Leoni disse:

    “Governar é definir prioridades”, nesta definição entendo que o sr. Haddad cometeu uma inversão das mesmas, com relação a mobilidade, pois os corredores e faixas que comprovadamente beneficiam um número maior de usuários, e deveriam obrigatoriamente preceder as ciclovias.

    Vale lembrar que o acréscimo da verba citada é para uso municipal exclusivamente.

    Entendo que os alcaides ainda nem aprenderam a priorizar, planejar, executar e fiscalizar o trajeto dos corredores e faixas de ônibus e querem fazer isto, o prefeito prometeu 150 km + 23,4 km de corredores até dezembro de 2016, e com os R$ 350 milhões previstos para 2017, é possível fazer somente entre 20 e 30 km de corredores, dependendo da estrutura exigida, só entregando ~37,5 km, 25% do previsto, e um dos motivos senão o principal alegado é a falta de verba, e em troca ampliou as ciclovias, a grande maioria subutilizada, simplesmente ocupando faixas de pedestres ou de veículos, e por consequência a diminuição da velocidade com a suposta alegação de segurança, além de aumentar para gravíssima a multa do infeliz motorista que a ultrapasse, com o aval do governo federal.

    1. Danilo Lisboa disse:

      Ele não preferiu um modal em relação à outro, tocou as duas metas ao mesmo ônibus, começando pelos corredores,inclusive, mas que por problemas como falta de verba da prefeitura e do governo federal e as paralisações das licitações dos corredores pelo TCM foi ficando uma meta difícil de atingir, enquanto que a rede cicloviária era faz simples e barata de fazer e também necessária na perspectiva de um transporte intermodal em que cada um tem seu papel.

  4. Leoni disse:

    “Governar é definir prioridades”, nesta definição entendo que o sr. Haddad cometeu uma inversão das mesmas, com relação a mobilidade, pois os corredores e faixas de ônibus que comprovadamente beneficiam um número maior de usuários, e deveriam obrigatoriamente preceder as ciclovias.

    Vale lembrar que o acréscimo da verba citada é para uso municipal exclusivamente.

    Entendo que os alcaides ainda nem aprenderam a priorizar, planejar, executar e fiscalizar o trajeto dos corredores e faixas de ônibus e querem fazer isto, o prefeito prometeu 150 km + 23,4 km de corredores até dezembro de 2016, e com os R$ 350 milhões previstos para 2017, é possível fazer somente entre 20 e 30 km de corredores, dependendo da estrutura exigida, só entregando ~37,5 km, 25% do previsto, e um dos motivos senão o principal alegado é a falta de verba, e em troca ampliou as ciclovias, a grande maioria subutilizada, simplesmente ocupando faixas de pedestres ou de veículos, e por consequência a diminuição da velocidade com a suposta alegação de segurança, além de aumentar para gravíssima a multa do infeliz motorista que a ultrapasse, com o aval do governo federal.

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