Empresários de ônibus de Minas Gerais são presos pela Polícia Federal
Publicado em: 31 de maio de 2016

Ônibus do sistema de Governador Valadares. Empresa pagava propina para funcionários da prefeitura e vereadores, segundo MP.
Suspeita é de fraude em licitações, esquema de corrupção e superfaturamento de contratos em Governador Valadares
ADAMO BAZANI
A Polícia Federal prendeu pai e filha sócios da Empresa Valadarense de Transporte Coletivo.
Ambos já foram encaminhados para presídios.
Roberto José de Carvalho, que estava no exterior, foi preso no domingo no Aeroporto de Confins. Já a filha, Juliana Campos Carvalho Schettino se apresentou nesta segunda-feira.
O grupo reúne empresas em Minas Gerais e no Maranhão.
Além da Valadarense, Roberto José de Carvalho é sócio da Rodopass e da Urca Auto Ônibus em Belo Horizonte e a Trancid, em Divinópolis. Em São Luís, no Maranhão, o grupo é responsável pela Viação Primor.
Em nota ao Blog Ponto de Ônibus, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais informa que ambos foram presos no âmbito da Operação Mar de Lama, que investiga fraudes em licitações e superfaturamento de contratos com a Prefeitura e a Câmara Municipal de Governador Valadares segue a nota na íntegra.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em parceria com a Polícia Federal, dá prosseguimento à operação Mar de Lama, deflagrada em Governador Valadares, no dia 19 de maio. Foram cumpridos os mandados de prisão preventiva dos proprietários da empresa Valadarense de Transporte Coletivo que estavam foragidos. O sócio-administrador, que estava no exterior, foi preso no Aeroporto de Confins, no domingo, 29 de maio. Já a sua filha, que é a outra sócia, se apresentou à Polícia Federal na segunda-feira, 30 de maio. Ambos já foram ouvidos.
Os dois são investigados pela prática de diversos atos de corrupção ativa no esquema criminoso que fraudava licitações e superfaturava contratos na Prefeitura e na Câmara Municipal de Governador Valadares, assim como no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Os depoimentos serão encaminhados ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para oferecimento da denúncia.
Os investigados estão custodiados na Penitenciária Nelson Hungria e no Presídio Feminino do Horto, em Belo Horizonte.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Lamentável que corrupção cheguei em situação como essa!