Região Metropolitana de Curitiba testa ônibus superarticulado moderno

superarticulado Leblon

Ônibus superarticulado possui tecnologias como monitoramento em tempo real da operação, freios mais seguros e eixo traseiro direcional que auxilia nas manobras.

Veículo vai operar até o final de maio entre a cidade de Fazenda Rio Grande e a capital. Capacidade de passageiros é maior que a dos ônibus articulados

ADAMO BAZANI

Um veículo moderno que transporta mais pessoas que os ônibus articulados e que ao mesmo tempo apresenta mais flexibilidade no trânsito que os ônibus biarticulados.

Essa é a proposta principal do ônibus superarticulado da Mercedes-Benz, montadora que já vendeu mais de mil unidades do modelo em todo País, sendo que 800 apenas para a Capital Paulista.

E agora é a vez da Região Metropolitana de Curitiba verificar a viabilidade operacional deste modelo. Até o dia 30 de maio, o veículo Mercedes-Benz O500 MDA, com carroceria Marcopolo Viale, opera entre as cidades de Fazenda Rio Grande e Curitiba, pela Leblon Transporte de Passageiros.

O ônibus vai fazer a linha F03 -Fazenda Direto,  com paradas apenas nos terminais.

A capacidade do ônibus pode chegar a 220 pessoas, dependendo da configuração interna, contando com os passageiros em pé, sentados e com os espaços reservados para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O comprimento total é de 23 metros.

Para se ter uma ideia, um ônibus articulado mais básico tem 18,6 metros de comprimento e transporta em torno de 150 passageiros. Já os ônibus biarticulados, possuem 28 metros de comprimento com capacidade em torno de 250 pessoas.

Uma das vantagens, de acordo com a Mercedes-Benz, é que o superarticulado possui cinco metros a menos que o biarticulado, com uma capacidade de transportes praticamente igual, sem perder o conforto. Uma das explicações para isso, ainda segundo a montadora, é que o veículo possui uma articulação apenas, havendo assim mais espaço para os passageiros.

Diferentemente dos ônibus articulados, que possuem três eixos, o superarticulado tem quatro eixos, o que permite com que o veículo seja maior que os articulados habituais. O quarto eixo é direcional, ou seja, também esterça, auxiliando nas manobras.

Os testes ocorrem por uma parceria entre a Leblon Transporte de Passageiros, a Comec -Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, do Governo do Estado do Paraná, e a fabricante Mercedes-Benz.

“Vamos acompanhar cada passo dos testes com este ônibus e verificar sua viabilidade operacional. Nossa meta constante é investir em novas tecnologias, ampliar o conforto do passageiro e, com nossos esforços neste sentido, fazer com que mais pessoas optem pelo transporte público, o que auxilia a mobilidade urbana reduzindo o trânsito e a poluição” – disse o diretor-presidente da Leblon Transporte de Passageiros, Haroldo Isaak.

“Trata-se de um veículo moderno que tem extensão de 23 metros, capacidade de transportar até 220 passageiros e apresenta mais flexibilidade no trânsito que o biarticulado”, – comentou o assessor técnico de transportes da Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, Euclides Rovani.

superarticulado-leblon-2

Linha entre Fazenda Rio Grande e Curitiba é uma das mais carregadas do sistema

Não é apenas o tamanho e a capacidade de passageiros que são os diferenciais do veículo. Com motor de 360 cavalos de potência, o ônibus é dotado de freio motor auxiliar e freios a disco nas rodas traseiras e dianteira para garantir mais segurança, painéis de controle e sistemas que informam em tempo real os dados operacionais do veículo, suspensão pneumática integral e freios ABS – sistema antitravamento, além de seguir os atuais padrões de redução de emissões de poluição estipulados por lei federal.

A unidade testada entre Fazenda Rio Grande e Curitiba pela Leblon possui ainda ar-condicionado.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Carlos Santana disse:

    Já estive em São Paulo na Área 8 em 2013 na época a empresa operava com aproximadamente 25 unidades e o desempenho é bastante satisfatório , alguns cuidados básicos na operação e manutenção com o EIXO ERA , o aludido eixo DIRECIONAL . Parabéns à LEBLON pela iniciativa e aos passageiros que ganham muito.

  2. Um ônibus desse, nestas especificações, custa por volta de 1 milhão??

  3. Jhonatan Ferreira de Mello disse:

    Show de bola

    Que passe também pela Castelo Branco, Piraquara, Azul e Colombo.

    Abraço

  4. Um dia a Leblon podia ter um veículo desse no ABC…ah, ESQUECI, chutaram ela indevidamente daqui!

  5. wellington disse:

    hahahah

    Eu pago para ver um articulado desses com 220 pessoas dentro!

    Me desculpe a franqueza, mas tudo o que eu vejo no mundo real não corrobora o que a Mercedes diz.

    Aqui em Campinas tem 10 veículos desse tipo, e eu já andei neles (obviamente) e é fácil notar algumas discrepâncias entre o que ela escreve e a realidade.

    1º – Ele tem 23 metros, sim, mas ai você tem que retirar pelo menos 1 metro do motor traseiro. E eu tô sendo legal em tirar apenas 1 metro. E colocar 3 pessoas sentadas naquele forno não conta muito.

    2º – Ele tem basicamente o mesmo motor dos O500 convencionais – que pra mim já é frouxo e barulhento nos de 18 metros, e mesmo dizendo que liberam mais potência nele, o que eu vejo é o povo evita-los pois são lentos, muito lentos, e toda a cidade sabe disso, logo é um desespero para não ficar preso atrás deles, isso também dos outros ônibus, os motoristas aceleram o que dá para não ficarem presos atrás deles tanto no corredor exclusivo quanto fora dele.

    3º – Mesmo na estreia deles aqui, quando andavam cheios, se percebia que não tinha mais de 150 pessoas neles, pois devido ao tipo de carroceria montada, a parte próxima ao eixo traseiro é muito apertada e baixa para se ir em pé. O que demonstra que seria bem difícil enfiar 220 pessoas nele…

    4º – Já comparei ele com as novas versões do B340M da Volvo que tem 21 (20,9) metros… e nesse cabe até mais de 220 pessoas (estilo sardinha na lata), o carro é mais potente, sofre bem menos em subidas, faz menos barulho que o Mercedes e tem muito mais espaço interno para acomodar com “conforto” a mesma quantidade máxima real que o “super” leva apertando todo mundo (umas 150/170 por viagem).

    5º – Os veículos são da mesma empresa! Os volvos foram comprados depois, e segundo os motoristas da empresa, a mesma percebeu que não estava valendo o investimento nos super. Que eles serviam mais como “novidade” do que na praticidade.

    6º – Quando não há corredores exclusivos e eles tem que conviver com os carros de passeio eles se mostram verdadeiros Elefantes brancos, ocupam espaço demais, e passam sufoco em curvas mais fechadas pois mesmo com o eixo direcional eles “comem faixa” e no fim usam as 2 da via para virar ou seja a mesma coisa que um bi-articulado. E mesmo com os corredores a coisa se repete e se nesse tiver uma subida mais pesada… ai começa o martírio se você estiver preso atrás deles.

    Concluindo, não consigo entender a lógica de se comprar um veículo desses quando há opções melhores no mercado. Mesmo ele sendo mais barato que seus concorrentes (volvo e scania). A longo prazo ele transporta menos passageiros, quebra mais (é Mercedes óbvio!) e roda menos que seus concorrente diretos (os daqui vivem quebrando). Óbvio que eu sei dos acordos que ela (Mercedes) tem com as empresas que são suas representantes e por isso sai mais barato. Mas todos sabemos que no mundo real, geralmente o barato sai caro no fim. E observando o “super” isso fica bem evidente – pelo menos aqui em Campinas.

    Mas o que me deixa mais estarrecido com a notícia é que esse ai vai rodar em Curitiba (território da Volvo).

    abraços!

    1. Thiago Barbosa disse:

      O nome disso é economia. Mercedes gasta menos que o Volvo. E pro empresário economia é interessante

      1. wellington disse:

        Economia no preço?

        Não acredito pois os preços hoje são bem parecidos (exceto pelos representantes diretos da marca)

        Economia de manutenção?

        Difícil também… Mercedes quebra muito mais (fato).
        Seriam as peças mais baratas? sim… mas novamente… se o carro quebra muito uma coisa mata a outra, fora o prejuízo do carro parado sem transportar ninguém.

        Economia de Diesel?

        Se for eu concordo, mesmo hoje em dia a média de consumo ser bem parecida. Apesar da litragem dos Mercedes ser menor ele trabalha em regime de alta rotação devido aqueles cambios com apenas 5 marchas – diferente dos Volvos e Scanias que trabalham em baixa devido a litragem maior)

        Mas é como eu disse, hoje não faz muito sentido pensar em apenas um item de economia, o empresário tem que planejar bem a frente no tempo, a maioria que compra pensando em economizar Diesel por exemplo, está pensando apenas no hoje, e de forma muito restritiva, ele tem que pensar no todo, todos os itens em que o carro tem que ter uma boa média, porque senão de que adianta economizar no Diesel e viver quebrado, se arrastando nas ruas – e deixando o passageiro doido pela lerdeza? no fim o que se economiza se perde pelo volume de passageiros que deixam de ser transportados (porque ele quebrou e não tá levando ninguém, e devido a lerdeza o povo troca o ônibus pelo carro particular).

        Por isso esse veículo da Mercedes não me agrada, e não vejo onde ele possa ser encaixado de uma maneira melhor que outros veículos de outras marcas, e quando vejo a propaganda dele, eu penso como um empresário competente compra essa ideia.

        Eu sou um dos que em Campinas evita a todo custo andar nele ou ficar preso atrás dele.

        Ele apenas é desnecessário do meu ponto de vista, como adoro ônibus e tô sempre lendo a respeito vejo que existem opções melhores, e aqui em Campinas ela tá cheio delas, os Volvos B340M (os B12)… os elétricos da BYD… prefiro mil vezes andar neles do que no “super” por todos os itens que mencionei tanto no articulado simples quanto no bi-articulado,..

      2. Zé Tros disse:

        Permita-me contraditar(expressão muito usada atualmente, rsrs) novamente esse seu novo comentário Wellington.

        a)desculpa, mas é uma lenda essa história de “Mercedes quebra muito”. Veja que em São Paulo tem 800 superarticulados rodando. No Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte tem mais uma quantidade grande de O-500 articulados e eles quebram dentro do aceitável para um veículo desse porte. Houveram uns problemas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte de superaquecimento do motor, mas que foram solucionados.

        b)nesse parágrafo também tem outros equívocos:o motor usado nos articulados e superarticulados é o OM-457LA de 12 litros e 6 cilindros em linha. O B-340 M usa um motor de 12,1 litros em linha com 6 cilindros. O B-360 S também da Volvo usa um motor de 9,4 litros com 6 cilindros e 360 cv. Já o K-310, usa um motor de 5 cilindros, 310 cv e 9.6 litros.

        c)com relação aos câmbios, a Mercedes oferece duas opções de câmbio para os articulados e superarticulados. Nos articulados, são oferecidos a caixa Voith 864.5E de 4 marchas e a ZF Ecolife 1700B de 6 marchas. Não tem nenhum câmbio de 5 marchas. Inclusive Wellington, são os mesmos câmbios utilizados pela Volvo. Já nos super, a caixa ZF é a mesma, a 1700B de 6 marchas e a Voith 884.5, mais moderna que a utilizada no B-340M, porque é uma caixa CVT+3, desenvolvida especialmente para os superarticulados.

        O empresário pensa no todo, empresário de ônibus não é burro, ele não joga dinheiro fora. Quando ele compra um veículo que não tem o custo benefício que ele espera, ele troca por outro, como foi o caso daí de Csmpinas. Já quando o veículo o atende, ele compra mais, por isso já foram vendidos mil unidades do superarticulado. Só no Rio, esse ano serão entregues mais 100 unidades.

        Não é porque a gente não gosta dessa ou daquela marca, que ela não presta. Se ele fosse desnecessário, a Mercedes não teria lançado e se lançado não estaria fazendo tanto sucesso.

    2. Zé Tros disse:

      Wellington, tem alguns pontos equivocados nos seus comentários:
      1) e 3)Quando se fala em 250 pessoas, é a soma das pessoas em pé mais sentadas. E como diz o texto, depende do leiaute interno da carroceria

      2)Há de se levar conta que é um veículo com 23 m, obviamente mais pesado que um ônibus convencional. Além disso o câmbio automático, teoricamente, é mais lento.

      4)O B-340M tem 340 cv contra 354 cv do MDA. O torque do Volvo é maior, 1700 Nm contra 1600 Nm do MDA. Mas aí tem que ser visto qual o câmbio que está sendo utilizado, se Voith ou ZF.

      A sua conclusão também é muito equivocada e vou pontuá-las para ficar melhor o entendimento:
      a)a lógica se dá em comprar um veículo que carrega quase a mesma quantidade de pessoas que um bi-articulado com um custo menor e ocupando menos espaço no trânsito. A cofirmação disso está nas 8000 unidades vendidas só na cidade de São Paulo.

      b)ao contrário do que muitos pensam, não são mais baratos que os modelos da Scani e da Volvo.

      c)a lenda de quebrar mais pq é Mercedes, não passa de lenda. Tanto os articulados com os “super” utilizam o mesmo motor dos ônibus rodoviários e caminhões da Mercedes. O eixo motriz também é o mesmo utilizado nos caminhões traçados da marca. Ou seja, é um conjunto reforçado e robusto.

      Percebo que o que foi relatado foi algo pessoal. Por isso, o “estarrecimento” de um veículo da Mercedes estar sendo testado em Curitiba.

      1. Zé Tros disse:

        *Correção: onde está 8000 unidades vendidas, leia-se 800 unidades vendidas.

  6. anthony disse:

    Era pra renovar em maua com esses, mais a corrupcao estragaram os planos da leblon

  7. Uda da Caio versão Marcopolo com piso alto, legal.

    1. Thiago Barbosa disse:

      É MDA. UDA só piso baixo

      1. Só fiz esse comentário por ser dois eixos.

  8. saiu uma materia hoje no facebook que a justiça de sao paulo
    manda a leblon retornar a circular em maua procede esta imformaçao

    1. Notícia antiga, de 2014. Sem validade hoje.

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