Construção de Metrô foi mais rápida do que de monotrilho em seis anos em São Paulo

monotrilho

Obras dos monotrilhos em São Paulo estão em ritmo mais lento que de Metrô e modal atende menos da metade do número de passageiros.

Se for cumprido o novo cronograma da Linha 17, em seis anos de obras, a gestão Alckmin terá aberto sete estações e construído 7 km de monotrilho na capital. Para efeito de comparação, também ao longo de seis anos, entre 1968 e 1974, o Metrô abriu sete estações da Linha 1, com obras subterrâneas, consideradas mais complexas e mais caras. Obra da linha 17 só deve ser concluída entre 2018 e 2019. Foram congelados dez quilômetros de linha, mais da metade da extensão total. Especialista da USP defende corredor de ônibus no local

ADAMO BAZANI

Com informações de O Estado de São Paulo.

O Governo do Estado de São Paulo suspendeu até pelo menos 2017, o começo da construção de dois trechos do monotrilho da linha 17- Ouro, que deveria ligar a região do bairro Jabaquara até área posterior do Morumbi, na zona sul da capital paulista.

As obras paralisadas envolvem a construção de dez quilômetros de linha que correspondem a 57% da extensão total do trecho que deveria ter 17,6 quilômetros de extensão.

Se as obras forem recomeçadas em 2017, a previsão é de que sejam concluídas em até 30 meses. Assim os trechos e estações devem ser entregues somente entre 2018 e julho de 2019. Os trechos suspensos são dos extremos do trajeto, da Estação Morumbi, que faria conexão com a linha 9 Esmeralda da CPTM, na região da Marginal Pinheiros, até a futura Estação Morumbi-São Paulo da linha 4 Amarela do Metrô, que também está atrasada e só deve ser entregue em 2018.

No outro extremo estão suspensas as obras entre o Aeroporto de Congonhas e Estação Jabaquara, da Linha Azul do Metrô, que também faz conexão física com o Corredor Metropolitano ABD.

Assim apenas um trecho de 7,7 quilômetros entre Congonhas e a linha 9 Amarela está em construção pelo consórcio das empresas Andrade Gutierrez e CR Almeida.

A Promessa inicial é de que esse trecho deveria estar pronto em 2010, mas agora somente deve sair do papel no segundo semestre de 2017.

De acordo com reportagem do Jornal O Estado de São Paulo, a gestão Alckmin responsabilizou a crise econômica financeira que o país atravessa, a alta da inflação, o crescimento do dólar, a queda do PIB e os juros altos para os atrasos.

CONSTRUÇÕES DE MONOTRILHOS TÊM SIGNIFICADO FRACASSOS E MODELO DE TRANSPORTE É QUESTIONADO:

A construção dos monotrilhos em São Paulo até o momento tem representado fracasso. Problemas financeiros e técnicos colocam em dúvida sobre se o monotrilho é a melhor escolha para os transportes na capital e região metropolitana.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o especialista e mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP) Horácio Augusto Figueira, diz que o monotrilho não é o melhor meio de transporte por atender poucas pessoas diante do custo de construção e operação. Ele usa como exemplo a própria linha 17.

“A demanda por passageiros no trecho que o Metrô vai priorizar é “pífia”. Um corredor de ônibus à esquerda, com os coletivos entrando no aeroporto, ficaria bem mais acessível. Ele já estaria operando e com um custo bem menor.”

No entanto, ele defende a conclusão do que foi iniciado.

O insucesso do monotrilho é tão grande que a gestão Alckmin prometeu até o final de 2015 a conclusão de 38,6 quilômetros do modal de transporte que consiste em trens de média capacidade que circulam sobre elevados usando pneus.

Seriam três linhas de monotrilho: a linha 15-Prata, entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes; a linha 17 – Ouro, do Jabaquara até a região posterior do Morumbi; e a linha 18 bronze, entre a região do ABC Paulista e a estação Tamanduateí de trem e metrô.

Destes 38,6 quilômetros, que deveriam ter sido concluídos até o final de 2015, apenas 2,9 quilômetros estão em operação e em horário reduzido, das 06h às 20h, na linha 17 Prata, entre as Estações Vila Prudente e Oratório.

OBRAS ESTÃO FICANDO CADA VEZ MAIS CARAS:

A lentidão para conclusão das obras do monotrilho é tão grande que, de acordo com comparação feita pelo Jornal Estado de São Paulo, tem sido mais difícil a construção deste modal do que do próprio metrô subterrâneo, que transporta em torno de sete vezes mais passageiros, consegue desafogar o trânsito com maior eficiência e atrair mais pessoas para o transporte público.

“Se cumprido o novo cronograma da Linha 17, em seis anos de obras, a gestão Alckmin terá aberto sete estações e construído 7 km de monotrilho na capital. Para efeito de comparação, também ao longo de seis anos, entre 1968 e 1974, o Metrô abriu sete estações da Linha 1, com obras subterrâneas, consideradas mais complexas e mais caras.

A Linha 17 foi orçada inicialmente em R$ 3,9 bilhões, mas já está custando R$ 5,5 bilhões, um aumento real de 41%.” – releva a reportagem deste dia 31 de dezembro de 2015, assinada pelos repórteres Bruno Ribeiro, Fabio Leite e Rafael Italiani.

PROBLEMAS NÃO SÃO APENAS FINANCEIROS:

Apesar de o governo do estado insistir na tese de que o problema principal dos monotrilhos é financeiro, a própria Companhia do Metrô admite que existem entraves técnicos que evidenciam a dificuldade para implantação do meio de transporte. Segundo o Metrô, além dos problemas ordem econômica no país, “há a necessidade de equacionar pendências e duplicação de vários trechos de vias para implementação das colunas e vigas dos monotrilhos das Linhas 15 e 17”

Além disso, sobre a linha 17 do monotrilho, o Metrô informou que faltam a emissão da Licença Ambiental de Instalação pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e o prolongamento da Avenida Hebe Camargo, além do remanejamento de 10 mil famílias que serão retiradas do trajeto por onde deveria passar o monotrilho.

Em relação à linha 15 do monotrilho, segundo o Metrô ao TCE, falta o remanejamento da galeria do Córrego da Mooca, além da duplicação e adequação da Avenida Ragueb Chohfi. O TCE- Tribunal de Contas do Estado questionou os atrasos das obras.

O monotrilho da linha 18, conhecido como monotrilho do ABC, não tem previsão para ser iniciado. O Governo do Estado de São Paulo também atribui o atraso a condições financeiras, mas também ocorrem problemas técnicos. Primeiro porque as obras só podem ser iniciadas depois de testes da linha 17 Ouro, que não tem nenhum trecho em operação. Além disso, há dúvidas sobre a capacidade financeira da empresa MPE de fornecer os trens do monotrilho, reveladas pelo Metrô ao Ministério das Cidades. Há entraves também na construção da estrutura do modal, como galerias de água Avenida Brigadeiro Faria Lima, no centro de São Bernardo do Campo, que inicialmente não foram previstas no projeto desta linha de trens suspensos.

COMPARAÇÕES ENTRE MODAIS NA PRÁTICA:

Para se determinar a vantagem de um modal em relação a outro deve ser levar em conta o custo de construção por quilômetro e a demanda atendida por dia, além do custo de operação, que vai implicar em maior tarifa e necessidade de mais subsídios.

Em linhas gerais, o quilômetro de um BRT – Bus Rapid Transit, sistema moderno de corredores de ônibus, custa em torno de R$ 35 milhões podendo ser atendida uma demanda diária entre 50 mil e 340 mil pessoas. O custo por quilômetro de um monotrilho é de em torno de R$ 250 milhões com uma demanda diária entre 50 mil e 400 mil passageiros.

O custo por quilômetro de um VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, espécie de um bonde moderno, é de entre R$ 60 milhões e R$ 100 milhões, com demanda atendida entre 50 mil 300 mil passageiros.

O custo por quilômetro de metrô subterrâneo é de R$ 1 bilhão, podendo ser atendidos por dia entre 500 mil e 900 mil passageiros.

Mas na prática, como serão o atendimento e os custos projetados dos modais? Com base em dados das próprias gerenciadoras de transportes, o Blog Ponto de Ônibus traz as seguintes comparações:

 

MONOTRILHO – LINHA 18 – ABC

Extensão – 15,7 quilômetros

Custo das obras – R$ 4,8 bilhões

Preço por quilômetro – R$ 305 milhões 732 mil

Demanda atendida -314 mil pessoas por dia

SISTEMA DE BRT DO RIO DE JANEIRO

– Extensão atual já em operação – 91 quilômetros (TransOeste e Transcarioca)

– Custo já investido – R$ 2 bilhões 651 milhões

– Preço por quilômetro – R$ 28,9 milhões

– Demanda atendida: 430 mil pessoas por dia

QUANDO REDE ESTIVER PRONTA – previsão 2017

– Extensão de rede municipal concluída – 157  km (TransOeste, TransCarioca, TransBrasil e TransOlímpica)

– Custo previsto (incluindo o já investido e que está em operação): R$ 5,6 bilhões

– Custo por quilômetro: R$ 35,66 milhões

– Demanda geral – 2 milhões de passageiros por dia

Maior BRT do sistema do Rio em capacidade será o TransBrasil, na avenida Brasil, com 28 km de extensão, 33 estações, cinco terminais, entre Deodoro e centro do Rio, deve atender 820 mil pessoas por dia

VLT BAIXADA SANTISTA:

Extensão – 16,6 quilômetros – sistema completo

Custo das Obras – R$ 1,2 bilhão

Custo por quilômetro – R$ 72,28 milhões

Demanda atendida com sistema completo – 80 mil pessoas por dia

 

OS MONOTRILHOS DE SÃO PAULO:

A linha 15 Prata deveria ter 26,7 quilômetros de extensão, 18 estações entre Ipiranga e Hospital Cidade Tiradentes ao custo R$ 3,5 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Agora, o orçamento está 105% mais alto, com o valor de R$ 7,2 bilhões. O custo por quilômetro sairia hoje por R$ 269 milhões. A previsão de 9 estações agora é para 2018. Está congelado o trecho entre Hospital Cidade Tiradentes e Iguatemi e Vila Prudente-Ipiranga. O governo do estado promete atendimento a uma demanda de 550 mil passageiros por dia

A linha 17 Ouro do monotrilho deveria ter 17,7 quilômetros de extensão, com 18 estações entre Jabaquara, Aeroporto de Congonhas e região do Estádio do Morumbi ao custo de R$ 3,9 bilhões com previsão de entrega total em 2012. Hoje, o orçamento está 41% mais caro somando R$ 5,5 bilhões e a previsão para a entrega de 8 estações até 2017. Atualmente, o custo por quilômetro seria de R$ 310 milhões. O monotrilho, se ficar pronto, não deve num primeiro momento servir as regiões mais periféricas.  Assim, os trechos entre Jabaquara e a Aeroporto de Congonhas e entre depois da Marginal do Rio Pinheiros até a região do Estádio São Paulo-Morumbi, passando por Paraisópolis, estão com as obras congeladas. Com este congelamento, não haverá as conexões prometidas com a linha 4 Amarela do Metrô na futura estação São Paulo – Morumbi, e nem com estação Jabaquara e da Linha 1 Azul do Metrô e Terminal Metropolitano de Ônibus e Trólebus Jabaquara, do Corredor ABD. Segundo o site do próprio Metrô, quando estiver totalmente pronto, este sistema de monotrilho atenderá 417 mil e 500 passageiros por dia.

A linha 18 Bronze deveria ter 15,7 quilômetros de extensão, com 13 estações entre a região do Alvarenga, em São Bernardo do Campo, até a estação Tamanduateí, na Capital Paulista ao custo de R$ 4,5 bilhões com previsão de entrega total em 2015. Agora, o orçamento está 14% mais caro, chegando a R$ 4,8 bilhões, sem previsão de entrega. A previsão de demanda é de até 340 mil passageiros por dia, quando completo. O custo hoje por quilômetro seria de R$ 305 milhões. Como as obras não começaram, especialistas defendem outro meio de transporte para a ligação, como um corredor de ônibus BRT, que pode ser até 10 vezes mais barato com capacidade de demanda semelhante.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa tarde.

    Excelente materia, porem muito triste.

    E ai, tudo conversado e nada resolvido.

    Chega de achismos ou previsoes.

    Cade a solucao ??

    a) implode tudo ( )

    b) Adapta para o buzao rodar em cima dessas colunas ( )

    c) Adapta para metro igual a Azul aerea ( )

    d) Adapta para uma CPTM aerea ( )

    e) Adapra para carros e faz BRT em baixo ( )

    f) Resolvam o problema seja de qual forma for.

    Precisamos de solucao, afinal o problema ja foi criado e desculpas nao faltarao para justificar tamanho relaxo.

    As verbas publicas carbonizadas jamais serao devolvidas, se houver culpafos ninguem sera punido, pois o processo e lerdo e a legislacao brandissima.

    Este embrolhio fabricado so pode ser resolvido com tecnica e logica e temos no pais profissionais competentes para solucionar esta questao, maos a obra, digo a solucao.

    Feliz 2016 ! ( so nao sei como )

    Att,

    Paulo Gil

  2. Andre disse:

    Ainda não vi a globo falar nada sobre esse atraso bem de baixo do nariz! Se fosse a construção de corredor de ônibus aí sim era aquela chiadeira, mas como é trem. Claro que não quero que os corredores atrasem mas é fácil entender o que estou falando.
    Reclamaram dos dois anos de construção do corredor da Berrini, que também fica na região da emissora, mas não falam desse atraso do monotrilho ainda mais perto.

    1. Eles dizem : Não vem ao caso, a tucanalha é inimputável, se o prefeito da Capital gastase este tanto de bilhões para funcionar 2,9 km e em horário reduzido, já teria sido linchado em praça pública, antes que me esqueça a linha de ônibus 5110-10 dá de 7 x 1 nesta porcaria de monotrilho de Vila Prudente.

  3. Excelente mateira no Blog Vi O Mundo, do jornalista Luis Carlos Azenha.

    Francisco Luís: Alckmin investe R$ 1 bi a menos no metrô, cresce o risco de esqueletos do monotrilho na cidade de São Paulo
    publicado em 02 de janeiro de 2016 às 10:39

    Prometida para 2012, a ligação do metrô com o Aeroporto de Congonhas só deverá ficar pronta em 2018

    por Francisco Luís, especial para o Viomundo

    Nessa quinta-feira, 31 de dezembro, o Estadão publicou que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) suspendeu até 2017 o início da construção de dois trechos do monotrilho da Linha 17-Ouro (Jabaquara-Morumbi), na zona sul da capital. Em consequência, trava a conexão metrô-aeroporto de Congonhas, prometida para 2012.

    Nenhuma surpresa para quem acompanha os dados da execução do Metrô paulista. Execução é o quanto foi gasto para fazer a obra.

    Atentem à tabela ao lado.

    Até outubro de 2015, o governo paulista só havia sido executado 43% da Linha 17. Já o monotrilho para Cidade Tiradentes, 54%.

    No geral, a execução foi de 56%, que é baixa até outubro.

    Já em relação ao executado no período janeiro-outubro de 2015 frente ao mesmo período de 2014 há uma queda de R$ 1 bilhão, ou 32%.

    Para o monotrilho da Linha 17, a queda é de 38%, ou R$ 153 milhões. E para o da Cidade Tiradentes, a queda é de R$ 200 milhões, ou 36%

    Esse problema é crônico. O próprio Viomundo já havia noticiado que o governo Alckmin havia deixado de investir cerca de R$ 8 bilhões, entre os anos de 2011 e 2013, nos sistemas de trens da CPTM – Companhia Metropolitana de Trens Metropolitanos – e do Metrô.

    Diria que, diante da queda de investimentos, cresce o risco de termos na cidade uma série de esqueletos do monotrilho, uma vez que a suspensão de contratos pode levar à sua não execução.

    Pelo visto, uma parte das eternas promessas do governador Alckmin de conclusão das linhas do metrô devem ficar para a eleição de 2.018. A outra parte corre o risco de nunca sair do papel.

    Isso sem falar na relação delas com os contratos executados por empresas denunciadas na Operação da Lava Jato, que chegaram a R$ 210 bilhões com governos paulistas, e a famosa “planilha de Youssef”.

    ******

    Governo suspende monotrilho e trava linha até Congonhas

    Conexão do aeroporto com metrô, prometida para antes da Copa, deverá ser concluída em 2018; estatal responsabiliza crise

    BRUNO RIBEIRO, FABIO LEITE E RAFAEL ITALIANI – O ESTADO DE S. PAULO

    31 Dezembro 2015 | 03h 00

    SÃO PAULO – A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) suspendeu até 2017 o início da construção de dois trechos do monotrilho da Linha 17-Ouro (Jabaquara-Morumbi), na zona sul da capital. Prometida para 2012, antes da Copa no Brasil, a ligação do metrô com o Aeroporto de Congonhas só deverá ficar pronta, no melhor cenário, em 2018, ano do Mundial na Rússia.

    O Metrô informa que “resolveu adotar como prioridade a conclusão das obras dos trechos em andamento antes de dar início às novas frentes de trabalho” por causa da queda na arrecadação do Estado, “em razão da crise econômico-financeira que o País atravessa, com a alta da inflação, fortalecimento do dólar, queda do PIB e juros altos”.

    A medida, publicada no Diário Oficial em dezembro, mantém paralisada por mais um ano a construção de 10 km da linha, 57% da extensão total (17,6 km), nas duas pontas que farão a ligação de Congonhas com o metrô (Linhas 1-Azul e 4-Amarela). Segundo a companhia, assim que as obras forem retomadas, a conclusão total dos trabalhos deve demorar 30 meses – julho de 2019.

    De um lado, o Metrô congela o trecho entre a Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM), na Marginal do Pinheiros, e a futura Estação Morumbi-São Paulo, da Linha 4-Amarela, prevista para 2018, após atrasos. De outro, há a suspensão do trecho entre o aeroporto e a Estação Jabaquara, da Linha 1-Azul.

    Até agora, apenas o trecho 1, com 7,7 km e que liga Congonhas à Linha 9, está em construção pelo consórcio composto por Andrade Gutierrez e CR Almeida. Prevista inicialmente para 2010, a etapa deve ser concluída no segundo semestre de 2017, segundo a última previsão do Metrô. A estimativa é de que a linha completa receberá 450 mil passageiros por dia.

    A sucessão de atrasos e problemas envolvendo a construção da Linha 17 devem fazer com que a primeira conexão entre o aeroporto e o metrô seja feita na Estação Campo Belo, da Linha 5-Lilás, que fica antes do trem. Com quatro anos de atraso, ela deve ser concluída em 2018, segundo o Metrô, um pouco antes da extensão das duas pontas do monotrilho.

    O especialista e mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP) Horácio Augusto Figueira afirma que “a demanda por passageiros” no trecho que o Metrô vai priorizar é “pífia”. “Um corredor de ônibus à esquerda, com os coletivos entrando no aeroporto, ficaria bem mais acessível. Ele já estaria operando e com um custo bem menor.” Ele ainda classifica a falta de conexão com a Linha 1-Azul como “cruel” para os passageiros. “É um erro tirar esse ramal da Linha 1-Azul. Aliviaria a conexão com a Linha 4.”

    Comparação. Se cumprido o novo cronograma da Linha 17, em seis anos de obras, a gestão Alckmin terá aberto sete estações e construído 7 km de monotrilho na capital. Para efeito de comparação, também ao longo de seis anos, entre 1968 e 1974, o Metrô abriu sete estações da Linha 1, com obras subterrâneas, consideradas mais complexas e mais caras.

    A Linha 17 foi orçada inicialmente em R$ 3,9 bilhões, mas já está custando R$ 5,5 bilhões, um aumento real de 41%.

    Década. Já o monotrilho da Linha 15-Prata (Vila Prudente-Cidade Tiradentes), na zona leste, começou a ser construído em 2011, com previsão de entrega de 24 km de extensão e 17 estações em 2014. Até agora, apenas o primeiro trecho, de 2,9 km entre a Estação Vila Prudente, na Linha 2-Verde do Metrô, e a Estação Oratório, está em operação. Quando estiver completa, a linha deverá receber 500 mil passageiros por dia.

    Em resposta a questionamentos feitos pelo conselheiro Antonio Roque Citadini, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o secretário estadual de Transportes Metropolitanos e presidente do Metrô, Clodoaldo Pelissioni, informou que o trecho até São Mateus deve ser concluído em etapas, entre 2017 e 2019, e que o monotrilho só deverá chegar à Cidade Tiradentes, no extremo leste, em abril de 2022, ano da Copa do Catar. A retoma das obras está congelada até dezembro de 2018.

    Ao todo, 38,6 km de monotrilho haviam sido prometidos até o fim de 2015, incluindo a Linha 18-Bronze (Tamanduateí-São Bernardo do Campo), que ligará a Linha 2-Verde do Metrô ao ABC paulista e não tem mais prazo para começar, mais de um ano após a assinatura do contrato. Apenas 7,5%, porém, foram entregues.

    Metrô diz que priorizou trechos em andamento

    O Metrô informou em nota que decidiu priorizar trechos do monotrilho onde as obras já estão em andamento nas Linhas 17-Ouro (Jabaquara-Morumbi) e 15-Prata (Vila Prudente-Cidade Tiradentes) antes de abrir novos canteiros em razão da crise econômica.

    Embora tenha suspendido a construção de dois trechos da Linha 17, o fato de projetos executivos já terem sido licitados “garante que as obras serão retomadas no futuro, com a melhora da economia”, diz a empresa.

    O Metrô afirmou que “também há a necessidade de equacionar as pendências e a duplicação dos viários para a implementação das colunas e vigas dos monotrilhos” das Linhas 15 e 17.

    No caso da Linha 17, a empresa afirmou que faltam a emissão da Licença Ambiental de Instalação pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, o prolongamento da Avenida Hebe Camargo e o reassentamento de 10 mil famílias. Já na Linha 15, faltam o remanejamento da galeria do Córrego da Mooca e duplicação e adequação da Avenida Ragheb Chohfi. Essas informações foram repassadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

    Leia também:

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  4. Julio Jesimiel Gotardo disse:

    Acho que literalmente tem boi na linha.Um modal novo que provavelmente não foi bem avaliado . Será que venderam gato por lebre para o Governo do Estado?No minimo estranho.

  5. Não vejo novidade alguma vindo dele.

  6. J disse:

    POIS É…P Q NÃO CONTINUARAM POR EXEMPLO, COMO O UNICO E GENUÍNO BRT DE SÃO PAULO-SP…O “EXPRESSO TIRADENTES” DO JEITO Q ERA PRA SER…ATÉ A CIDADE TIRADENTES, AO INVÉS DE INVENTAREM ESSE “1º DE ABRIL” CHAMADO MONOTRILHO??? RIDICULO! PARABÉNS EX PREFEITO KASSAB, GOV. ALCKMIN E ATUAL PREFEITO DE SP/SP…HADDAD! VCs SÃO BEM ESPERTÕES! ESPERO Q O POVO EM 2016 E EM 2018 SAIBA FINALMENTE O Q FAZER COM GENTE COMO VCs! SÓ ESPERO TMB Q NÃO VOTEM PRA PREFEITO EM SP/SP…EM RUSSOMANO E MARTA SUPLICY…SE NÃO ESTAREMOS FERRADOS DO MESMO JEITO!

  7. Pedro disse:

    Pessoal, O governador Gerado Alckmin so entrega obras em anos de eleição, em 2018 deve entregar a linha 15 do monotrilho até São Mateus para eleger o seu candidato a governador, e sempre foi assim enquanto isso as obras ficam paradas, lembrem-se que ele entregou os 2 quilometros da linha 15 para se reeleger, e os caipiras do estado de SP votarão nele, como este povo gosta de pedagio!, hoje se gasta mais com pedagio em SP do que com combustivel.

  8. Já estamos em 2016, e assim como o ano de2014 foi o ano da Copa do mundo, este ano é das Olimpíadas e novamente varias obras eleitoreiras são adiadas para anos pares para coincidir com as eleições, e se dependermos destes atuais governantes federais, estaduais e municipais isto vai se prolongar.

    No Brasil não existe uma lei semelhante a das Responsabilidades Fiscais (mais conhecida como “Pedaladas fiscais”), que pune os governantes que gastam mais do que arrecadam, e que burlam a lei, por este motivo não acontece punição alguma para quem promete nas campanhas eleitorais e não as cumpre.

    Até no caso da Lei de Responsabilidade Fiscal ela é ignorada e querem dar um “chapéu”.

    O resultado disto são as inumeráveis obras incompletas ou mal planejadas, como as maiorias das ociosas ciclovias em detrimento aos corredores de ônibus e o questionável Monotrilho, e infindáveis festivais de compromissos não cumpridos, e os responsáveis imputados.

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