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Greve coloca dúvidas sobre Kaissara e Itapemirim serem do mesmo grupo empresarial

Ônibus da Kaissara. Greve coloca dúvidas sobre declaração de diretor da empresa sobre suposta independência da Itapemirim

Assessoria de rodoviária da capital mineira diz que empresas são do mesmo grupo. Funcionários da Kaissara – Itapemirim estão revoltados com possível falta de transparência.Executivo respondeu e voltou a garantir que são companhias com sócios diferentes

ADAMO BAZANI

Além de prejudicar passageiros que pretendiam se deslocar da capital mineira para cidades do litoral do Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo, a paralisação na noite de sexta-feira de motoristas das Viações Kaissara e Itapemirim colocou em dúvida a transparência do que seria uma das maiores transações do mercado de transportes rodoviários do ano.

A assessoria da Estação José Cândido, onde os passageiros foram afetados pela greve, informou que Kaissara e Itapemirim pertencem ao mesmo grupo.

Tanto é que os motivos da paralisação, que impediu 21 viagens, eram os mesmos: pagamentos atrasados.

No início da tarde deste domingo, um dos diretores da Kaissara, Fernando Santos, atendeu à reportagem do Blog Ponto de Ônibus e voltou a garantir o que tinha contato no meio ano: que os quadros societários não são os mesmos entre as duas empresas. (VER ABAIXO)

Em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus, em 12 de junho de 2015, o diretor de operações da Viação Kaissara, Fernando Santos, tinha garantido que Itapemirim e Kaissara eram empresas independentes (de grupos diferentes) e que houve negociação comercial entre as duas companhias para que no dia 04 de junho fossem transferidas de forma oficial 68 linhas de ônibus operadas com o nome Itapemirim para Kaissara. Muitas destas linhas de destaque e consideradas de maior demanda de passageiros, como São Paulo / Rio de Janeiro, São Paulo / Rio de Janeiro (via ABC Paulista), São Paulo / Curitiba, Rio de Janeiro / Curitiba, Salvador/ Rio de Janeiro, Brasília / Belo Horizonte, Rio de Janeiro / Curitiba.

O Blog Ponto de Ônibus conversou neste sábado e domingo em São Paulo com motoristas e demais funcionários que garantem que a situação financeira do grupo é grave. Eles suspeitam que a mudança para o nome Kaissara teria sido uma medida para amenizar a situação com os credores e fornecedores que deixaram de vender insumos para a Itapemirim, mesmo assim, a estratégia não está dando certo. Para se ter uma ideia, alguns ônibus da Itapemirim/Kaissara têm de abastecer nas ruas e postos de estrada por falta de combustível em garagens e em pontos de apoio. Muitos mostraram que possuem uniformes da Kaissara, dirigem ônibus com o nome da Kaissara, mas os registro nas carteiras profissionais ainda constam como Itapemirim.

Na ocasião da entrevista em junho, Fernando Santos, alegando questões de “estratégia”, disse que naquele momento não poderia dizer quem eram os donos da Kaissara que, segundo ele, “tinha um acordo de operação com a Itapemirim, mas nunca pertenceu integralmente à companhia fundada por Camilo Cola.”

Pela Junta Comercial do Estado do Espírito Santo, os nomes dos sócios-administradores da razão social Viação Caiçara Ltda são: Izaías Alves Lima e Mário Sérgio Pereira Jussim.

Sobre as pinturas serem praticamente iguais, na época, Fernando Santos disse que se tratava de questão de custos e de estratégia para os passageiros habituados com o “amarelo” da Itapemirim se adaptassem às mudanças. O leasing operacional dos ônibus que a Itapemirim tem com o Grupo JSL (Júlio Simões) continuaria por mais três anos na Kaissara. Na prática, os ônibus são do grupo JSL e operados pela Kaissara e Itapemirim.

OUTRO LADO:

Diretor da Kaissara volta a afirmar que empresa e a Itapemirim não têm os mesmos sócios

Segundo Fernando Santos, são empresas distintas. Dúvidas surgiram após greve de motoristas que afirmaram que companhias são as mesmas

ADAMO BAZANI

A greve de funcionários da Viação Kaissara e da Viação Itapemirim em Minas Gerais na última sexta-feira, 09 de outubro de 2015, em Minas Gerais, além de prejudicar os passageiros colocou dúvidas sobre o que seria um dos maiores negócios dos transportes rodoviários de passageiros no ano no País.

Agora há pouco, no início da tarde deste domingo, 11 de outubro, o diretor de operações da Viação Kaissara, Fernando Santos, voltou a garantir ao Blog Ponto de Ônibus que as empresas são distintas e não possuem o mesmo quadro societário.

“Como havia falado, os sócios não são os mesmos. São empresas distintas. As garagens é que estão sendo compartilhadas nesse primeiro momento, como ocorre com outras empresas do setor.” – afirmou em mensagem por aplicativo de celular.

A Itapemirim foi fundada por Camilo Cola e é controlada pela família.

Pela Junta Comercial do Estado do Espírito Santo, os nomes dos sócios-administradores da razão social Viação Caiçara Ltda são: Izaías Alves Lima e Mário Sérgio Pereira Jussim.

Os funcionários dos serviços da Kaissara e da Itapemirim pararam as atividades na sexta e retornaram as atividades ainda nas primeiras horas de sábado.

A assessoria da Estação José Cândido, na capital mineira, onde 21 viagens deixaram de ser realizadas informou na ocasião que Itapemirim e Kaissara eram ainda do mesmo grupo.

Os empregados também deram a mesma informação. Eles disseram que a paralisação das duas empresas se deu pelos mesmos motivos: atrasos nos pagamentos.

Em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus, em 12 de junho de 2015, o diretor de operações da Viação Kaissara, Fernando Santos, tinha garantido que Itapemirim e Kaissara eram empresas independentes (de grupos diferentes) e que houve negociação comercial entre as duas companhias para que no dia 04 de junho fossem transferidas de forma oficial 68 linhas de ônibus operadas com o nome Itapemirim para Kaissara. Muitas destas linhas de destaque e consideradas de maior demanda de passageiros, como São Paulo / Rio de Janeiro, São Paulo / Rio de Janeiro (via ABC Paulista), São Paulo / Curitiba, Rio de Janeiro / Curitiba, Salvador/ Rio de Janeiro, Brasília / Belo Horizonte, Rio de Janeiro / Curitiba.

O Blog Ponto de Ônibus conversou com motoristas e demais funcionários que garantem que a situação financeira do grupo é grave. Eles suspeitam que a mudança para o nome Kaissara teria sido uma medida para amenizar a situação com os credores e fornecedores que deixaram de vender insumos para a Itapemirim, mesmo assim, a estratégia não está dando certo. Para se ter uma ideia, alguns ônibus da Itapemirim/Kaissara têm de abastecer nas ruas e postos de estrada por falta de combustível em garagens e em pontos de apoio. Muitos mostraram que possuem uniformes da Kaissara, dirigem ônibus com o nome da Kaissara, mas os registro nas carteiras profissionais ainda constam como Itapemirim.

Fernando Santos voltou a afirmar que o momento é de transição.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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