Rio Grande do Sul deve atingir frota de 6 milhões de veículos

ônibus

Ônibus em Porto Alegre. Rio Grande do Sul deve alcançar marca de 6 milhões de veículos nesta semana. Investimentos em transportes públicos são vistos como as principais ações para que este número não represente um problema.

Rio Grande do Sul deve atingir frota de 6 milhões de veículos
Estado possui uma das relações mais expressivas entre número de veículos e habitantes
ADAMO BAZANI – CBN
Com informações de Lara Ely – Zero Hora
Assim como ocorre em diversos estados do País, no Rio Grande do Sul o crescimento da frota de veículos representa um desafio para a mobilidade urbana.
De acordo com estimativas do Detran – RS, Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul, nesta semana o estado deve atingir a marca de 6 milhões de veículos, a maior parte formada por carros de passeio e motos.
Em média, mensalmente são emplacados 20 mil veículos no estado.
Em frota total, o Rio Grande do Sul é o quarto estado do País com maior quantidade de veículos. Mas a relação entre a quantidade de automóveis e o número de habitantes é maior que a média nacional.
Enquanto no Brasil, são cinco pessoas por carro. No Rio Grande do Sul, a média é de 2,2 habitantes por veículo.
Esta proporção tende a ficar ainda mais expressiva.
Se toda esta frota não for usada racionalmente, o que é possível apenas com um bom serviço de transporte coletivo, os congestionamentos e poluição podem ter consequencias ainda piores no deslocamento do cidadão, na economia do estado e até mesmo na saúde e na qualidade de vida das pessoas.
Não só na Capital Porto Alegre, mas em cidades de médio porte, para que este crescimento de frota não se torne um problema, os investimentos em transporte público devem ser mais rápidos.
E a integração de diferentes modais, como ônibus e sistemas ferroviários, não só na capital mas, entre as cidades vizinhas, e a prioridade ao transporte público no espaço urbano são vistas como as ações que não só requerem urgência, mas que deveriam ter sido tomadas há mais tempo. Desde 2008, o Ipea – Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, revelava o ritmo cada vez mais intenso de elevação da frota.
E novamente redes de BRT – Bus Rapid Transit, corredores de ônibus que possibilitam trânsito rápido aos coletivos, bem planejados que não se saturam com o tempo, são vistos como as soluções que devem receber prioridade, já que possuem baixo custo de implantação e tempo menor para a conclusão das obras.
Enquanto redes de corredores de ônibus são criadas para que a demanda não seja concentrada em poucos eixos, causando superlotação e não democratizando a oferta de transportes, sistemas metroferroviários, que têm obras com maior custo e mais demoradas, devem ser implantados já com o pensamento de integrá-los a estes redes de ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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