Fretamento quer programa de estímulo ao turismo no Estado de São Paulo

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Micro-ônibus de fretamento. Entidade que reúne empresas do setor quer criação no estado de São Paulo de um programa de estímulo ao turismo que aproveite o calendário de eventos de negócios. Foto: Adamo Bazani.

Fresp quer que governo de São Paulo crie programa de estimulo ao turismo de negócios
Entre as medidas, estaria a formulação de uma política menos restritiva aos ônibus de fretamento
ADAMO BAZANI – CBN
A Fresp – Federação das Empresas de Transportes de Passageiro por Fretamento no Estado de São Paulo anunciou que pretende por parte do governo estadual a criação de um programa que estimule o turismo de negócios e que a partir destes eventos abra a possibilidade de turismo recreativo.
De acordo com a entidade, São Paulo tem um grande potencial neste segmento, mas que ainda não é aproveitado adequadamente.
Entre as medidas destes incentivos defendidas pela entidade, está a flexibilização das regras para circulação de ônibus fretados que, segundo a federação, deveria ser o “transporte oficial” do turismo de negócios em São Paulo.
Em nota, a Fresp cita como exemplo o Litoral Paulista, cujas regras menos restritivas poderiam incentivar a circulação dos turistas de negócios também para pequenos passeios, o que, na visão da entidade, poderia movimentar mais setores da economia.
“Empresários em geral anseiam pelo retorno das rotas turísticas rodoviárias, especialmente na baixa estação, sendo assim o trabalho em conjunto com promotores, transportadores e conventions é essencial para os benefícios da região. A pequena oferta por roteiros destinados ao litoral paulista, por exemplo, tem profunda relação com a política restritiva adotada pela gestão pública municipal desde a década de 1990, restringindo o acesso de ônibus por fretamento.” – diz a nota, que complementa: “Com as agendas livres que esses eventos possibilitam ao término do cronograma oficial, os turistas têm a oportunidade de conhecer a região e realizar gastos consideráveis em todo o comércio, tornando essencial a criação de roteiros turísticos para os conventions.”
De acordo com o Presidente do FC&VB – SP, Federação de Convention & Visitor Bureaux do Estado de São Paulo, Márcio Santiago de Oliveira, o setor de eventos relacionados aos negócios está em crescimento no litoral paulista.
A arrecadação pelas exportações pelo Porto de Santos e as estimativas sobre o aumento do royalty do pré-sal têm permitido com que as cidades litorâneas criem mais estrutura para a instalação de novos negócios seja nos setores da indústria ou serviços o que traz efeitos diretos na realização de eventos empresariais beneficiando o turismo corporativo.
Para a diretora-executiva da Fresp, Regina Rocha, destaca na nota para que os realizadores das feiras, o setor de fretamento, comércio, poder público e os agentes receptivos das cidades devem ter ações conjuntas para que o visitante das feiras estique sua permanência na cidade após o evento. “É preciso haver uma conscientização sobre a geração de empregos, renda e desenvolvimento originados pela realização das feiras e pelo turismo de negócios”, enfatiza.
O presidente executivo da Ubrafe, União Brasileira dos Promotores de Feiras, afirma que um evento pode movimentar mais de cinqüenta setores de uma só vez.
“Além do turismo, o mercado econômico é beneficiado, pois movimenta o setor de prestação de serviços, colaborando com a geração de postos de trabalho em mais de 50 diferentes atividades antes, durante e depois dos eventos além de gerar impostos e receitas de serviços para governos e as empresas em cada segmento” – disse na mesma nota.
Dados do estudo “O Impacto Econômico e Social das Feiras de Negócios da cidade de São Paulo” mostram que por ano, os eventos movimentam R$ 16 bilhões. Com hospedagem e alimentação, quem participa de feiras e congressos chega a gastar na cidade de São Paulo por ano R$ 4 bilhões. Do total, movimentado pelos turistas de negócios, 9,9% se referem aos transportes, sendo que mais de R$ 60 milhões correspondem anualmente a viagens de ônibus.
Para a Fresp, a criação deste programa de estímulo ao turismo e a flexibilização do transporte de fretamento poderiam ampliar estes números.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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