Pensando em BRT, VLT e Metrô, Campinas deve fazer parceria com USP

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Ônibus em Campinas. Estudos entre prefeitura e USP devem definir um novo modelo viário e de transportes urbanos para a cidade do interior paulista para os próximos 25 anos, que vai levar em consideração a ampliação de corredores de ônibus BRT, VLTs e até metrô de alta capacidade.

Campinas vai contratar USP para plano viário e de transportes urbanos
Estudos vão levar em consideração para os próximos 25 anos a ampliação de BRTs e a implantação de VLT e até mesmo de metrô pesado
ADAMO BAZANI – CBN
Com informações da repórter Lana Torres do G 1 Campinas e Região
Ampliação de BRTs – Bus Rapid Transit – corredores modernos de ônibus, implantação de VLT – Veículo Leve sobre Trilhos e até de um sistema de metrô de alta capacidade.
Com uma população maior que de muitas capitais brasileiras, Campinas, no Interior de São Paulo, tem estas ações entre os planos de mobilidade urbana para os próximos 25 anos.
Para organizar e elaborar este plano, a Emdec – Empresa de Desenvolvimento de Campinas vai contratar a FDTE – Fundação de Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia, vinculada à Escola Politécnica da USP – Universidade de São Paulo.
A FDTE vai inicialmente fazer um diagnóstico da demanda de transportes urbanos e de circulação de veículos e as estimativas na alteração desta quantidade de passageiros e carros para os próximos 25 anos. Com base nestes dados, vai fazer uma série de estudos técnicos para definir onde implantar e as possibilidades e limitações de construção e operação de cada modal de transporte.
“Eu não tenho a menor pretensão de fazer grandes avenidas, grandes viadutos. Nós vamos é criar alternativas: VLT [Veículo Leve sobre Trilhos], mais BRT [ônibus rápido], trem de superfície e, quem sabe, nesse horizonte, até pensar em metrô” – disse ao G1, o Secretário de Transportes de Campinas, Carlos José Barreiro.
A remuneração e a forma como vai funcionar este convênio devem ser definidas ainda neste mês de setembro.
Segundo o secretário, apesar da readequação de algumas vias para receber uma frota de veículos maior, o plano terá como principal função dar prioridade ao transporte coletivo no espaço urbano para conter os congestionamentos que devem se agravar em função do crescimento justamente desta frota de carros.
O objetivo é dar mais velocidade e, consequentemente, atratividade ao transporte coletivo para que as pessoas em seus deslocamentos habituais deixem os carros em casa.
Em conjunto com uma auditoria contratada pela prefeitura de Campinas, os técnicos da FDTE vão reavaliar a Lei de Uso e Ocupação do Solo. Isso dará bases para a criação do Novo Plano Diretor de Campinas.
PLANILHA DOS TRANSPORTES:
Ainda em relação à mobilidade urbana, no mês passado foi firmado um convênio com a Unicamp – Universidade de Campinas no valor de R$ 300 mil para a realização de uma auditoria nas planilhas dos custos dos transportes coletivos e na qualidade dos serviços, nos moldes do que a prefeitura de São Paulo pagou R$ 4 milhões para a consultoria Ernest & Young fazer no sistema da capital paulista.
Os trabalhos em Campinas foram contratados para ficar prontos em seis meses.
Em São Paulo também, mas atrasaram.
A Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp) tem analisado constantemente os dados do sistema de ônibus que chegam à Emdec.
Texto: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Com informações de Lana Torres do G 1 Campinas e Região

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