Prêmio quer incentivar boas ideias em prol da melhoria da mobilidade

ônibus

Ônibus urbano em São Paulo. Grandes investimentos, como em redes de metrô, corredores de ônibus e renovação da frota de coletivos, são essenciais para a melhoria da mobilidade urbana. Mas ações consideradas simples e de baixo custo também são importantes para o ir e vir das pessoas. Instituto internacional quer premiar iniciativas que possam servir de exemplo. Foto: Adamo Bazani

Prêmio vai incentivar ideias que podem melhorar a mobilidade
De iniciativa do IVM Brasil, premiação quer disseminar atitudes consideradas simples, mas que podem ter bons resultados para o ir e vir das pessoas
ADAMO BAZANI – CBN
Ampliação de redes de metrô de alta capacidade, construção de corredores de ônibus que permitam maior velocidade ao transporte público e que possibilitem a colocação de ônibus maiores e mais modernos, como superarticulados e biarticulados, sistemas de gerenciamento e monitoramento informatizados e até políticas tributárias em prol da desoneração do transporte coletivo. Todas estas ações são hoje essenciais e básicas para a mobilidade urbana, apesar de terem custo, que são compensados com a melhoria da qualidade de vida e redução dos desperdícios gerados pelos congestionamentos.
No entanto, atitudes aparentemente simples e quase sem custos podem ajudar e muito na locomoção das pessoas, como mudanças de horários de entrada e saída de trabalhadores, sistemas de caronas, rodízio de carros entre funcionários de uma mesma empresa ou vizinhos e até formas de melhor informar sobre partidas e opções de linhas no transporte público.
Para estimular estas práticas e disseminar os exemplos, o IVM Brasil, Instituto Cidade em Movimento – Institut pour la Ville en Mouvement, criou o Prêmio Mobilidade Minuto.
De acordo com o órgão, criado na França em 2000, com escritórios em Xangai (China), em Buenos Aires (Argentina) e São Paulo (Brasil), o prêmio vai abordar a mobilidade como um todo: o transporte, a qualidade do espaço público, o uso das tecnologias, as novas formas de organização da sociedade civil e do trabalho, padrões de consumo mais sustentáveis, enfim, quaisquer ações que, de fato, transformem os padrões e a qualidade dos deslocamentos cotidianos no espaço urbano de nossas cidades.
Podem ser inscritas ações que já estão em curso e tiveram resultados práticos de iniciativa de associações de bairro, institutos, ONGS, empresas, poderes públicos, agentes públicos, escolas e outras entidades da Sociedade.
De acordo com nota do instituto são seis categorias:
1. Transporte particular – experiências de compartilhamento e carona, rodízios, estacionamento alternativo, taxi e outras formas de uso racional do automóvel.
2. Transporte coletivo – sistemas de informação ao usuário, intermodalidade, incentivo ao uso, segurança e outras formas de aumento e melhoria da qualidade dos sistemas de transportes coletivos.
3. Modos não-Motorizados – informação e segurança, campanhas de convivência pacífica e compartilhamento dos espaços de mobilidade, sistemas de informação de trajetos, intermodalidade com os transportes coletivos e outras formas de melhoria das condições e incentivo ao uso da bicicleta e ao pedestrianismo.
4. Qualidade do espaço público da mobilidade – ações pela melhoria dos espaços públicos de passagem, espera e acesso aos sistemas de transportes, qualidade dos espaços públicos utilizados para a mobilidade urbana (calçadas, iluminação segurança), sistemas de informação, acessibilidade e apoio a pessoas com mobilidade reduzida, sinalização e informação, segurança, educação para a mobilidade, convivência entre os modais, cultura de paz no trânsito e na cidade, novas cortesias, novos modos de acesso aos bens comuns de mobilidade, e outras ações de melhoria dos espaços públicos de mobilidade urbana e de resgate do sentido de comunidade no transito e na cidade.
5. Novas alternativas de organização comunitária e do trabalho – escalonamento e flexibilização do horário de trabalho, teletrabalho e uso de ferramentas virtuais, estímulo ao compartilhamento de carros, ao sistema de rodízio e à carona solidária, associação com outras empresas, formação de redes de condomínio e vizinhança, ações de comunitárias para o uso racional dos transportes e segurança, fóruns de discussão e troca de informações, formação de redes em escolas e outros locais de afluência, e outras formas de estímulo ao uso dos modos sustentáveis de transporte, disseminação do conhecimento e ampliação da atuação comunitária.
6. Tecnologia e comunicação – criação de ferramentas reais e virtuais, interativas ou não, que propiciem e facilitem a mobilidade, aumentem a segurança nos deslocamentos pela cidade, incentivem o uso racional dos transportes e o uso dos sistemas coletivos e não-motorizados e estabeleçam a troca de informações e o debate sobre mobilidade urbana entre os cidadãos. Inclui programas de radio e televisão, sites e aplicativos, assim como sistemas de informação e comunicação in-loco.
As inscrições devem ser feitas até o dia 30 de setembro no seguinte site:
http://cidadeemmovimento.org/premiomobilidademinuto/
As iniciativas vencedoras serão apresentadas em cerimônia de premiação a ser realizada no dia 15 de outubro de 2014, no Museu da Casa Brasileira, São Paulo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

6 comentários em Prêmio quer incentivar boas ideias em prol da melhoria da mobilidade

  1. Achei interessante o Premio que, pelo que entendi, faz a divulgação de alguma forma de auxilio as comunidades em beneficio da mobilidade, de fatos consumados.
    O que eu acho poderia ser muito importante seria juntar propostas de inovação, sugestões e mesmo invenções a serem experimentadas e torna-las publicas.

  2. Luigi Giovanni Longa // 2 de setembro de 2014 às 20:34 // Responder

    Eu gostaria de participar ,do premio, como fazer,(inscrever)

    • Basta acessar o link que está no final da matéria.

      • Uma du ida ?

        Pessoa fisica podd participar ????

        Att,

        Paulo Gil

      • Se tiver uma ideia já colocada em prática e que trouxe benefícios a um conjunto de pessoas, sim.
        A ideia deve ser original e já ter se tornado realidade, com resultados comprovados.

      • Adamo, boa noite.

        Muito obrigado, assim entendo que as pessoas fisicas ficam excluidas, uma vez que estas nunca conseguiram por empratica as suas ideias.

        Quem sabe na proxima edicao seja aberta esta categoria para os que pensam fora da caixa ou do horario da CMTC.

        Como me falaram hoje:

        “Estamos na era dos dedinhos, tudo acontece muito rapido”

        Mas o buzao…

        Quem sabe na proxima edicao.

        Att,

        Paulo Gil

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