Ônibus matam 37% mais pessoas atropeladas neste ano em São Paulo

ônibus

Número de mortes em atropelamentos por ônibus subiu 37% em São Paulo neste ano. Foto: Arquivo Band.

Atropelamentos com mortes envolvendo ônibus crescem 37% em São Paulo
Dados da SPTrans e da CET comparam os sete primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2013
ADAMO BAZANI – CBN
Os ônibus em São Paulo estão matando mais gente atropelada neste ano do que em 2013, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego e da SPTrans – São Paulo Transporte divulgados para a TV Globo.
Entre janeiro e julho de 2013, foram 24 mortes ocasionadas por atropelamentos por ônibus contra 33 mortes no mesmo período deste ano.
Apesar de representarem apenas 3% da frota de veículos em São Paulo, os ônibus na Capital foram responsáveis por 20% dos casos de atropelamentos, com ou sem morte, em todo o ano de 2013. Foram 87 atropelamentos por ônibus dos 427 registrados pela CET na cidade no ano passado.
Segundo o SPUrbanuss, sindicato das empresas de ônibus em São Paulo, 30% dos acidentes envolvendo ônibus são de responsabilidade dos motoristas. Ainda segundo o sindicato, à TV Globo, os motoristas recebem treinamentos a cada seis meses.
A gerenciadora dos transportes da cidade, SPTrans, diz que investe em programas para reduzir o número de acidentes e que, os resultados, o que já trouxe resultados “gradativos”.
A autarquia disse também que cobra o cumprimento do cronograma de treinamentos das empresas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde destaca que os atropelamentos, sejam por ônibus ou outros veículos, são um dos grandes causadores de mortes em São Paulo.

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em média, quatro pessoas morrem por dia no Estado vítimas de atropelamentos.
Em 2013, 1.515 óbitos por atropelamento foram registrados, dos quais 722 na capital e em municípios da região metropolitana da Grande São Paulo, o que representa 47,6% do total. A região de Campinas foi a segunda que registrou mais óbitos no ano passado, com 172 (veja dados regionais abaixo).
Também em 2013 foram registradas 9,5 mil internações, o que corresponde a 26 pacientes internados por atropelamento a cada dia no Estado.
No Estado, a maioria das mortes por atropelamento ocorre entre idosos a partir de 60 anos e adultos de 30 a 49 anos de idade, que correspondem a 64% do total de óbitos.
“A primeira coisa a se fazer, caso se presencie um atropelamento, é chamar imediatamente o resgate ou o Samu para atendimento de primeiros-socorros”, diz o médico Jorge Ribera, gerente operacional do Grau (Grupo de Resgates e Atenção às Urgências e Emergência, serviço da Secretaria em parceria com o Corpo de Bombeiros. “É importante também que, durante a ligação, a pessoa mantenha a calma, relate o ocorrido e o número de vítimas envolvidas”, ressalta Ribeira.
Outro fator importante, segundo ele, é verificar se a vítima não corre o risco de ser atropelada novamente, e sinalizar o local do acidente com alguns metros de distância, mas sem colocar em risco a própria vida.
O médico também recomenda que a vítima não seja removida do local onde está antes da chegada de socorro especializado, que irá prestar a assistência pré-hospitalar necessária e depois, realizar a remoção para o hospital.
“As vítimas só devem ser removidas pelas testemunhas em caso de risco de um novo atropelamento, porém com muito cuidado, para não haver lesões na coluna. Fora isso, somente profissionais treinados devem transportar as vítimas”, conclui Ribera.

Números regionais de óbitos por atropelamento no Estado de São Paulo em 2013

Capital e Grande São Paulo – 722
Araçatuba – 20
Araraquara – 32
Baixada Santista – 101
Barretos – 12
Bauru – 53
Campinas – 172
Franca – 13
Marília – 23
Piracicaba – 51
Presidente Prudente – 22
Registro – 11
Ribeirão Preto – 37
São João da Boa Vista – 26
São José do Rio Preto – 42
Sorocaba – 110
Taubaté – 68
Total – 1.515

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Assessoria de Imprensa

2 comentários em Ônibus matam 37% mais pessoas atropeladas neste ano em São Paulo

  1. Na minha opinião os motoristas deveriam obter constantes exames físicos e psicológicos para analisar se o motorista e apto para trabalhar como motorista. Pois além da vida dele, também muitas pessoa correm riscos . Motoristas constantimente em meu bairro fazem desse grande trabalho como se fosse uma arma, percorrem cada rua de qualquer forma, correndo sem observar movimento .Triste ver um trabalho tão necessário para todos ,ser tão desvalozidado em seus treinamentos e o cuidado da saúde dos mesmos, acabar pondo em risco muitas pessoas.

  2. Sergio Santo André // 3 de setembro de 2014 às 20:26 // Responder

    Como todos sabem, está faltando mão de obra no mercado, e estão colocando muita gente “nova” na função, será que esse já não seria um reflexo disso ????

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