Legado da Copa? Mais uma obra de mobilidade apresenta problemas

legado da Copa

Pista rachada de corredor de ônibus em Porto Alegre, pouco mais de um mês após inauguração. Obras de mobilidade para a Copa do Mundo apresentam problemas e algumas registraram tragédias. Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

Com um mês, Corredor de Ônibus para a Copa já apresenta rachaduras
Qualidade do concreto não suportou peso dos ônibus em Porto Alegre
ADAMO BAZANI – CBN
Legado da Copa?
A pressa para concluir as obras até a Copa do Mundo não tem deixado bons legados na área de mobilidade.
Em Belo Horizonte, no mês de julho, o viaduto na Avenida Dom Pedro I, na Pampulha, que caiu sobre um carro, um micro-ônibus e caminhões e provocou a morte de duas pessoas fazia parte do BRT – Bus Rapid Transit incluído na matriz para a Copa.
Em São Paulo, o monotrilho da linha 17 Ouro chegou a ser cogitado para a Copa, mas depois foi não foi incluído com a sede do mundial não sendo mais no Morumbi, como cogitado inicialmente, mas em Itaquera. No entanto, as obras atrasadas diante das várias promessas de prazo, estão sendo tocadas mais rapidamente em alguns trechos. Em junho, o deslizamento de uma viga de grande porte matou um operário no monotrilho.
Em Porto Alegre, felizmente, não houve tragédia. Mas o corredor de ônibus previsto também no pacote de obras até a Copa, na Avenida Padre Cacique, inaugurado há pouco mais de um mês já apresenta rachaduras.
Reportagem do jornal Zero Hora diz que os ônibus perderam a exclusividade e são desviados para o trânsito entre os carros.
O consórcio formado pelas empresas Toniolo e Sultepa trabalha desde esta segunda-feira para os reparos.
A interdição para os ônibus é entre os viadutos Pedro I e Abdias Nascimento.
As obras de reparo devem durar 60 dias.
É mais um caso de problemas com obras de mobilidade que foram projetadas para a Copa e que não deixaram legado de qualidade.
Boa parte das intervenções atrasou, mas o ritmo de algumas fez com que fossem entregues antes ou pelo menos durante o mundial.
No entanto, como em várias vezes, no país uma obra segue mais critérios políticos do que técnicos, e atrasar traz uma imagem ruim, ainda mais em época de eleição, fica a pergunta: O contribuinte confiar na qualidade das obras de mobilidade? O turista já se foi. O cidadão local é quem mais pagou pelas obras e que vão depender delas.
Não se trata de criticar ou exaltar modais de transporte. BRT, VLT, metrô, etc conjugados é o que as cidades precisam. São sistemas que priorizam o transporte público no espaço urbano e reduzem o tempo de viagem.
Também não há motivos para pânicos, mas questionar e cobrar qualidade não é direito e sim obrigação da sociedade.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Legado da Copa? Mais uma obra de mobilidade apresenta problemas

  1. Amigos, boa noite.

    Disoddo.

    Isto nao e um legado da copa.

    Isto e um legado da gestao publica imune em funcao de um povo INERTE, que so faz duas coisas contra esse relaxo:

    1) Pede uma Brahma ;

    2) E reclama.

    Resultado, imunidade.

    Obs.: Nada desmerecedor amarca, que alias e delicia,simplesmenteuso pela rima.

    Att,

    Paulo Gil

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