Governo Federal vai bancar 50% das passagens aéreas e preocupa empresas de ônibus

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Governo Federal vai bancar até 50% do valor das passagens aéreas, mas empresas não serão obrigadas a repassar os estímulos para os clientes. Medidas preocupam companhias de ônibus. Foto: IcepBrasil

Governo Federal vai bancar 50% das passagens aéreas
Mas empresas aéreas não serão obrigadas a passar as vantagens dos estímulos para o preço final dos bilhetes
ADAMO BAZANI – CBN
Enquanto o transporte rodoviário de passageiros, (que ainda atende a maior demanda de deslocamento coletivo, às classes com renda mais baixas e presta serviços onde outros modos de transporte não alcançam) ainda pagam a mesma quantidade de impostos que muitos produtos supérfluos e de luxo, o Governo Federal anunciou nesta terça-feira, dia 29 de julho de 2014, as ações práticas do PDAR – Programa de Desenvolvimento de Ação Regional.
As companhias aéreas vão receber verdadeiros “presentes” da equipe da presidente Dilma Rousseff, já que não haverá exigência de contrapartidas.
Através da isenção de tarifas aeroportuárias para passageiros e empresas áreas, o Governo Federal vai bancar 50% do valor das passagens, limitado a 60 assentos em cada trecho de conexão de voos com origem ou destino em cidades do interior, mesmo passando por capitais ou aeroportos de grande movimento.
EMPRESAS AÉREAS NÃO SÃO OBRIGADAS A REPASSAR BENEFÍCIOS PARA OS PASSAGEIROS:
Apesar do grande estímulo que as empresas aéreas vão receber, elas não serão obrigadas a reduzir as tarifas para os passageiros.
Também não haverá nenhum tipo de punição ou restrição caso os passageiros continuem pagando mais e as empresas tendo menores custos.
Na apresentação dos benefícios destinados às companhias, o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, disse que acredita no bom senso das empresas e que o mercado vai exigir o repasse dos benefícios ao valor das passagens.
O governo tem como meta atender a 96% da população brasileira com aeroportos a uma distância de 100 quilômetros de uma cidade para a outra.
Em 2015, os estímulos às companhias aéreas vão custar aos cofres públicos federais R$ 1 bilhão, como incentivos iniciais. Os valores podem ser ampliados.
O Governo Federal também vai dispor pelo Fnac – Fundo Nacional da Aviação Civil de R$ 7,2 bilhões para a melhoria da infraestrutura de 270 aeroportos regionais. Os subsídios para metade do valor das passagens também sairão deste fundo.
Em 2013, o Fnac arrecadou R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão da outorga paga pelos concessionários dos aeroportos de Campinas, Guarulhos e Brasília.
Somente com os estudos técnicos para reforma de 26 aeroportos, o Governo Federal já desembolsou R$ 197 milhões.
ÔNIBUS:
Consultados pelo Blog Ponto de Ônibus, diretores de empresas de ônibus, que por enquanto pediram para não ser identificados, sinalizam que o setor vai se movimentar.
“Não queremos que o Governo deixe de incentivar o setor aéreo. O que queremos são condições iguais de competitividade. Apesar de o meu setor não querer admitir explicitamente ainda, essa medida vai sim trazer efeitos nefastos às empresas de ônibus que hoje pagam impostos altíssimos e não contam com infraestrutura adequadas. Hoje eu tenho linhas de ônibus que atolam ainda em estradas de terra. O Governo vai bancar isenção de 50% às empresas aéreas? Então que pelo menos nos deem condições de trabalhar direito, em condições iguais de competitividade e em rodovias e estradas decentes. O resto, a gente se garante” – disse o executivo da empresa interestadual.
“Isso é uma medida eleitoreira de alto custo para a população” – disse outro coordenador de empresa.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

5 comentários em Governo Federal vai bancar 50% das passagens aéreas e preocupa empresas de ônibus

  1. Governo petista decididamente não gosta de ônibus mesmo !!
    Quando não mexem no sistema resolvem favorecer alguem, ou perueiro ou empresa aérea.

  2. Amigos, boa noite.

    Agora o buzão decolouuuuuuuuu, digo afundooooooooooooooooooooooooooou.

    De boa intenção e bom senso das empresas o inferno está cheio, mas cheio mesmo.

    Após ler o post na íntegra descobri, porque não darão incentivo a empresa de buzão que trafega em estrada de barro e porque não irão asfaltá-las.

    É que agora só haverá transporte aéreo e no céu não tem barro.

    Afinal, a construção do aeroporto da cidade de Claudio, em Minas Gerais, precisa ser justificada.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1488587-governo-de-minas-fez-aeroporto-em-terreno-de-tio-de-aecio.shtml

    Vai que dá para fazer uma aliança …

    Att,

    Paulo Gil

  3. Evaristo Huascar Ferreira // 30 de julho de 2014 às 01:11 // Responder

    Por quê não financiar a passagem para quem vai trabalhar e/ou estudar na própria cidade?
    Em Recife os rodoviários estão parados há dois dias e o povo sofrendo.
    Por quê beneficiar empresas como a Azul?(minha filha foi do Rio a Gov. Valadares em dezembro de 2013 e a viagem demorou quase 12 horas com muito desconforto. Se ela tivesse usado o transporte rodoviário, teria gasto mais uma ou duas horas, mas teria viajado de maneira mais confortável, pois qualquer tipo de ônibus oferece mais conforto do que as aeronaves usadas pela Azul).
    Obrigado pela oportunidade.

    Evaristo H. Ferreira.

    • Evaristo Huascar Ferreira, boa noite.

      Eu já fiz essa conta no trecho Sampa Goiânia; peguei o buzão e deixei o avião a ver navios…

      Sem contar que o número do portão de embarque no bilhete de nada serve, afinal nunca se embarca no portão indicado.

      KKKKKKKKKKk

      Att,

      Paulo Gil

  4. Patrizzia Rivelli de miranda // 30 de julho de 2014 às 18:16 // Responder

    gostaria de saber quando isso irá acontecer, ou seja apartir de que data as empresas de aviação iirão aderir

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