RÁPIDAS: Aumentos, oficialização do monopólio em Mauá e união de Black Blocs contra ônibus

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Integrantes de práticas Black Blocs, que se intitulam como ativistas de supostos movimentos sociais, atacam ônibus no Rio de Janeiro. Investigações apontam que organizações do Rio e de São Paulo se uniram para ações violentas. Foto: Grupo Abril

RÁPIDAS: Aumentos de passagens, Mauá e Black Blocs
ADAMO BAZANI – CBN
Passageiros de Natal, no Rio de Grande do Norte, devem se preparar para o aumento nas tarifas de ônibus municipais a partir deste domingo, dia 27 de julho de 2014.
A tarifa básica passa de R$ 2,20 para R$ 2,35.
Já a passagem para estudantes passa a valer, pela bilhetagem, R$ 1,175. A tarifa social nos domingos e feriados foi arredondada para R$ 1,20.
Os aumentos foram aprovados pelo Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana e a portaria número 58 que autoriza os reajustes foi publicada no Diário Oficial, edição do dia 24.
A Semob – Secretaria de Mobilidade Urbana condicionou o aumento ao retorno de 50 ônibus às linhas para ampliar a oferta de lugares e a volta da linha 66 ao itinerário cruzando o Campus Universitário.
CAMPINA GRANDE TAMBÉM TERÁ AUMENTO:
Já em Campina Grande, na Paraíba, a passagem de ônibus passa valer R$ 2,20 a partir desta segunda-feira, dia 28 de julho.
O aumento foi anunciado neste sábado.
Em junho do ano passado, a prefeitura, por desonerações tributárias e depois de uma onda de protestos em todo o país sobre o valor das passagens, possibilitou a redução da tarifa básica de R$ 2,20 para R$ 2,10.
Neste ano, as empresas pediam valor de R$ 2,30. O aumento de 9%, de R$ 2,20 para R$ 2,10, foi decidido na mesma semana que os funcionários do setor de transportes receberam aumentos salariais. Motoristas e cobradores cruzaram os braços na quarta-feira, dia 23 de junho.
MAUÁ SEM NOVIDADES E SURPRESAS:
O prefeito Donisete Braga, de Mauá, no ABC Paulista, nem esperou chegar segunda-feira como a comissão de licitação havia anunciado e já nesta sexta-feira, em tempo recorde, examinou planilhas e declarou oficialmente a empresa Suzantur como operadora única dos transportes de toda a cidade. A Suzantur ofereceu como outorga R$ 6,2 milhões sendo que o edital exigia valor mínimo de R$ 5 milhões.
Mas na segunda fase da licitação, a empresa concorreu sozinha, já que as outras participantes foram desclassificadas.
O monopólio dos transportes volta a Mauá depois de um polêmico descredenciamento das operadoras Viação Cidade de Mauá e Leblon Transporte de Passageiros, ainda contestado judicialmente. À época, a prefeitura alegou que as empresas consultaram sem autorização os dados de bilhetagem eletrônica. A versão não foi unanimidade nem na própria prefeitura, com a procuradora do município, Thaís de Almeida Mianna, recomendando uma nova sindicância. A recomendação foi ignorada pelo prefeito Donisete Braga e pelo então secretário de Mobilidade Urbana, Paulo Eugênio.
Paulo Eugênio e Donisete Braga prometeram em campanha (no caso do prefeito) e em audiências públicas (no caso do ex secretário) que Mauá continuaria com duas empresas ou mais e que o monopólio não voltaria. O monopólio foi quebrado em 06 de novembro de 2010 com a entrada da Leblon Transportes.
Hoje, a prefeitura de Mauá tenta explicar o monopólio por entender que o modelo é vantajoso do ponto de vista de “economicidade” .
BLACK BLOCS DE SÃO PAULO E RIO SE UNIRAM PARA ATACAR ÔNIBUS, DIZ POLÍCIA:
A Polícia Civil do Rio de Janeiro diz que há indícios de que manifestantes adeptos da prática Black Bloc do Rio e de São Paulo se uniram para ações criminosas, como depredações a patrimônio público e privado e incêndio a ônibus.
Os supostos movimentos sociais tiveram telefonemas interceptados com autorização da Justiça.
Em 2 de julho, a estudante Camila Jourdan, que se intitula ativista no Rio de Janeiro, conversou com outra estudante, identificada como Priscila de São Paulo, para saber quantas pessoas viriam de São Paulo para fazer manifestações no dia 13 de julho, final da Copa no Rio de Janeiro.
Camila também conversou com outro auto-intitulado ativista de São Paulo, Igor D’Icarahy, para combinar a hospedagem do grupo que vinha da capital paulista.
Em 12 de julho, após prisões de suspeitos de terem cometido as ações violentas, a viagem de supostos ativistas de São Paulo para o Rio foi abortada. Mas a participação de manifestantes de São Paulo no Rio e vice-e-versa já tinha ocorrido em outros atos que terminaram com depredações.
A polícia diz ter descoberto que o grupo não iria só fazer passeatas. O objetivo mesmo era ter atos violentos.
O ex-integrante da comissão de organização dos protestos violentos, o técnico químico Felipe Braz Araújo, de 30 anos, detalhou para a Polícia Civil, que os ataques a estabelecimentos e ônibus tinham estratégias.
As reuniões do grupo ocorriam no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no centro, ou na sede da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na zona norte.
“Nas reuniões eram planejados trajetos e atos criminosos, como incendiar ônibus, destruição do patrimônio público e privado, furto a caixas eletrônicos de agências bancárias”, afirmou Araújo aos investigadores, segundo reportagem de Sergio Torres e Fábio Grellet, do jornal O Estado de São Paulo.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rafael Lucantonio disse:

    Pirassununga também teve Adamo… E por lá o povo reclama também do monopólio…

  2. orlando silva disse:

    SOBRE O SEGUNDO ASSUNTO:
    Estes vândalos, insanos por natureza, teria duas opções: pagar pelos prejuízos à prestação já que não tem valor total do prejuízo, junto à seus pais, ou então doar sangue no COLSAN que tanto precisa….ao invés de cadeia que dá uma polêmica mais e maior custo já que eles próprios causaram, se não quiserem ficar com nome sujo na praça e marcados pela vida toda.

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