Governo Federal libera verbas para o ABC e Estadual recebe propostas para monotrilho na região
Publicado em: 3 de julho de 2014

Governo Federal anuncia libera verbas do PAC para primeira fase do Plano de Mobilidade do ABC. Governo do Estado deve receber propostas para o monotrilho da linha 18. Foto: Ilustrativa
Governo Federal libera recursos do PAC para Mobilidade Urbana no ABC
Total de recursos desta primeira fase ultrapassa R$ 460 milhões do OGU – Orçamento Geral da União
ADAMO BAZANI – CBN
O Consórcio Intermunicipal do ABC, que reúne os prefeitos, secretários e técnicos das sete cidades que formam a região, anunciou que o Governo Federal liberou nesta quarta-feira, dia 02 de julho de 2014, verbas do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento para projetos e obras de mobilidade urbana.
As intervenções serão para ampliações de vias e para eixos que possam priorizar o transporte coletivo, em especial, faixas e corredores de ônibus.
A liberação é de R$ 461,6 milhões em recursos diretos do OGU – Orçamento Geral da União para a primeira fase do Plano de Mobilidade para o ABC. Se a este valor, forem somados empréstimos, como financiamentos com recursos do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, e as contrapartidas dos municípios, o total a ser aplicado no setor de mobilidade no ABC se aproxima de R$ 1 bilhão, segundo o Consórcio.
Com os recursos liberados, será possível que os municípios realizem as licitações tanto para a realização dos projetos e depois das obras. A previsão é de que as primeiras intervenções comecem ainda neste ano.
Do total liberado pelo Governo Federal, R$ 31,6 milhões são diretamente para o Consórcio e vão financiar projetos com vistas para a segunda fase do Plano de Mobilidade para o ABC. Esta segunda etapa deve contar com um total de R$ 1,1 bilhão em recursos.
Em nota, o Consórcio cita quais as regiões que devem receber os recursos:
“Além dos R$ 31,6 milhões para o Consórcio, serão assinados hoje contratos com liberação de R$ 125 milhões para obras em Diadema (Eixo Alvarenga/ Robert Kennedy/Couros e Ligação Leste-Oeste); R$ 108 milhões para Mauá (Eixo Corredor Sudeste e Viaduto Zaíra/ Eixo Barão de Mauá/Centro); R$ 41 milhões para Rio Grande da Serra (Eixo Corredor Sudeste); R$ 98 milhões para São Bernardo do Campo (Eixos Guido Aliberti, Lauro Gomes, Taioca, Corredor Sudeste, Ligação Leste Oeste e Corredor Alvarenga/Robert Kennedy/Couros – Avenidas marginais Ribeirão dos Couros) e R$ 58 milhões para Ribeirão Pires (transposição da via férrea interligando Centro Alto e região central).”
MONOTRILHO DO ABC DEVE RECEBER PROPOSTAS NESTA QUINTA-FEIRA:
As empresas interessadas em fazer as obras e operarem a linha 18 Bronze, o monotrilho do ABC, devem entregar nesta quinta-feira, dia 03 de julho, as propostas ao Governo do Estado de São Paulo.
No entanto, a vencedora só vai ser conhecida posteriormente, após a análise das propostas.
A entrega dos envelopes deveria ocorrer em 16 de abril, mas o TCE – Tribunal de Contas do Estado atendeu pedido da PL Consultoria Financeira, que contestou o edital dizendo que o modelo de PPP – Parceria Público Privada favoreceria o conluio para que apenas duas empresas tivessem condições de participar: Bombardier, do Canadá, e Hitachi, do Japão.
Em 16 de maio, o Governo do Estado publicou uma nova versão do edital, ainda com o modelo de PPP.
No entanto, o Ministério Público de São Paulo ainda não se convenceu e diz que a licitação pode favorecer grupos empresariais prejudicando a concorrência de fato. Não pela PPP, mas por pontos técnicos do edital.
O órgão pediu à Justiça suspensão do certame.
Além de o monotrilho ser um modal não conhecido no Brasil, o que naturalmente poderia criar esta vantagem para grupos econômicos específicos internacionais, a relação custo/benefício do modal também é contestada.
Com 14,9 quilômetros de extensão, a obra vai custar, no mínimo, R$ 4,2 bilhões. O valor é metade do metrô e cinco vezes mais que um corredor de ônibus, mas a capacidade de atendimento é dez vezes menor que do metrô pesado e praticamente a mesma de um corredor de ônibus BRT bem estruturado.
A linha vai sair de São Bernardo do Campo, passar por Santo André, São Caetano do Sul até chegar à estação Tamanduateí da CPTM e do Metrô, na zona Sudeste de São Paulo.
Serão 13 estações de monotrilho: Djalma Dutra, Paço Municipal (São Bernardo), Baeta Neves, Senador Vergueiro, Winston Churchill, Fundação Santo André, Afonsina, Instituto Mauá, Praça Regina Matiello, Estrada das Lágrimas, Espaço Cerâmica, Goiás, Tamanduateí.
O sistema de monotrilho consiste numa composição elétrica leve, que possui pneus de borracha e trafega por elevados sustentados por pilastras com no mínimo 15 metros de altura.
Apesar de se tratar de um trajeto metropolitano, o monotrilho não pode na prática ser considerado Metrô do ABC, como dizem as propagandas oficiais. Tanto as características operacionais como a quantidade de pessoas beneficiadas são diferentes entre os dois modais.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


Sinceramente, deveriam economizar construindo um corredor semelhante ao corredor de ônibus do ABCD que absorveria tranquilamente a demanda de passageiros vejo que é um gasto desnecessário, com metade dos 4 bilhões daria para construir inclusive corredor com TROLEBUS, mas a impressão que tenho é que existe um lobby muito forte para que seja MONOTRILHO, só pode, se fosse corredor a competitividade seria maior. Sinceramente, SÓ CEGO NÃO VÊ QUE HÁ CONLUIO DE EMPRESAS FABRICANTES DE MONOTRILHO QUE SÃO APENAS DUAS, TÁ NA CARA, acorda MINISTÉRIO PÚBLICO TEM BOI NA LINHA…. Corredor atende bem e há condições técnicas para construção de BRT o que falta é boa vontade.
Já temos 2 composições de monotrilho em testes avançados entre Oratório e Vila Prudente, onde se constata:
– Fluxo a ser transportado e intervalo entre trens configura alta capacidade: acima de 400.000 passageiros/dia. Maior que as CPTM 10 e 12, por exemplo. São 7 módulos, enquanto o monotrilho da ABC vai ter 5, da mesma forma que o da Zona Sul.
A informação do texto “a capacidade de atendimento é dez vezes menor que do metrô pesado e praticamente a mesma de um corredor de ônibus BRT bem estruturado” está claramente equivocada.
– Temos muitos km de pilares de monotrilhos já instalados e com vigas-trilho, tanto na Zona Leste como na Zona Sul. 15m é altura máxima – não mínima. É fácil constatar pilares menores, como os que conduzem a via por baixo da alça da ponte estaiada no Brooklin.
– É verdade que bem poucos fabricantes neste momento oferecem monotrilhos de alta capacidade
Por que o texto traz comparação equivocada do monotrilho de média-alta capacidade com BRTs para o ABC?
Por que não defender o BRT ABC-Guarulhos? Este sim, uma super-solução viável para muitos milhares de usuários, na medida certa da necessidade e das condições da Rota.
Os serviços de ônibus do ABC continuam insistindo em oferecer projetos que não se sustentam. Ou não são executados ou – mais frequentemente – não atendem os usuários, apenas ajudam a congestionar o tráfego.
Desculpe-me discordar Luiz.
Mas creio que pelo custo/benefício, o monotrilho é perda de dinheiro.
Se é um meio de transporte tão bom, por que então mais de 300 sistemas no mundo foram aposentados e substituídos por outros modais? Ficaremos novamente com o resto? Com o que não deu certo no mundo?
Hoje a maior parte dos monotrilhos são para pequenos deslocamentos, parque e aeroportos, por exemplo. Existem poucos de maior extensão.
Além do impacto urbano. Passo pelas obras da 17. É horrível aquilo. Imagine com o tempo quando a região puder se degradar?
E, realmente, não acredito que na prática o monotrilho transporte 400 mil pessoas por dia.
João Saldanha, técnico em transportes
OK, logo mais o monotrilho de alta capacidade começará operação; veremos se é uma grande mentira.
O da Zona Leste é aperfeiçoamento do Disneilândia. Parque de diversões sim, mas carrega 250.000 passageiros por dia!
Monotrilhos tiveram enorme evolução e a Bombardier é empresa de tecnologias vencedoras, grande concorrente da nossa EMBRAER.
Morei 8 anos em prédio na beira da via elevada do monotrilho e assisti de camarote a remoção da favela e canalização do córrego da Roberto Marinho. Aposto que não haverá degradação, embora acredite em mudanças grandes no local. Que não agradarão a todos, mas serão muito boas para a cidade.
O Monotrilho do ABC é um delírio tucano gente! Foi esse delírio que deu início a falta de vontade do empresariado da região em renovar sua frota adequadamente há vários anos! Ninguém em sã consciência vai investir sabendo que um horroroso monotrilho além de enfeiar mais ainda a região metropolitana NÃO vai resolver os problemas de toda a região e ainda tirará milhares de empregos de motoristas e cobradores pois menos ônibus circularão na região por exigência do próprio governo para forçarem o uso do monotrilho e tentarem atingir os 400 mil passageiros transportados. Que obra faraônica, cara e que poderia ser aplicada com este valor de 4,2 bilhões de reais fazerem-se pelo menos CINCO corredores metropolitanos de grande abrangência e atendendo não somente uma única região mas sim outras como a ligação ABC com Guarulhos.
Quanto dinheiro desperdiçado e queimado do suado contribuinte paulista e o pior é que este maldito ninho como prêmio de consolação ganhará mais 4 anos de desgoverno e até 2020 esta obra mesmo sendo feia não ficará pronta!
Sim, menos ônibus circularão pelas avenidas principais do ABC.
O que é importante? Transportar cidadãos com eficiência ou encher regiões metropolitanas muito grandes com ônibus que não andam?
Há muitos outros empregos importantes a serem considerados, O dos motoristas e cobradores.de ônibus da RMSP é apenas a menor parte.
Parece que nossos amigos não pensam no futuro.
A população aumentará, o número de veículos também, e a poluição?
Temos que pensar grande, pensar em soluções a longo prazo.
Nada contra corredores de onibus, desde que eletricos, mas como ter BRTs, muito mais eficientes, em áreas que hoje já não comportariam.
Temos que pensar em obras que possam.continuar uteis pelo menos para os próximos 50 anos.
abraços