Apesar de demanda da população, Urbs diz que Bilhete Único traria impactos nas tarifas em Curitiba
Publicado em: 2 de julho de 2014

Ônibus em Curitiba. População quer Bilhete Único, mas Urbs diz que este tipo de integração aumentaria os custos do sistema. Foto: Adamo Bazani
Urbs diz que Bilhete Único vai impactar nas tarifas
Alternativa seria criar pontos de integração em bairros. População quer mais formas de integração
ADAMO BAZANI – CBN
Apesar de a RIT – Rede Integrada de Transporte permitir que pelas estações-tubo e terminais, o passageiro circule, pagando uma só tarifa, por 14 municípios entre Curitiba e Região Metropolitana, passageiros reclamam que precisam andar muito de ônibus e perdem tempo nos deslocamentos para conseguirem as transferências gratuitas.
O sistema de corredores e terminais foi desenvolvido junto com o crescimento da cidade para evitar longos trajetos e itinerários negativos. Mas em seguida, Curitiba e a Região Metropolitana começaram a se expandir para fora dos eixos dos corredores e mais rapidamente que a estrutura de transportes.
Além disso, alguns usuários dizem que nem todas as regiões da cidade e da região metropolitana, em especial bairros, são contempladas com estações-tubo e terminais.
Uma das sugestões para a RIT é a criação de uma espécie de Bilhete Único, como o modelo de São Paulo, que, apesar de limitar o tempo de integração e o número de viagens, permite que o passageiro troque de ônibus em qualquer região da cidade, mesmo em pontos comuns.
Segundo a Urbs, no entanto, o Bilhete Único em Curitiba provocaria um impacto de 13% nos custos dos transportes. Ainda segundo a Urbanização de Curitiba S.A., gestora do sistema, o cartão beneficiaria 7% dos passageiros.
Estes custos a mais, de acordo com a Urbs, provocariam aumento nas tarifas ou nos subsídios para as empresas de ônibus.
No entanto, o Bilhete Único poderia atrair mais pessoas para o sistema, o que seria um benefício do ponto de vista financeiro.
Uma das alternativas para a carência de locais de integração é criação de “pontões”, paradas em bairros, como Pilarzinho, que permitiriam a transferência gratuita entre as linhas.
Adamo Bazani

