Greve de ônibus em Curitiba: Empresas e Sindimoc trocam acusações sobre não liberação da frota

ônibus

Ônibus parados em garagem na região metropolitana de Curitiba. Empresas dizem que Sindimoc impediu circulação dos ônibus. Já representação trabalhista acusa companhias de ônibus. Foto: Adamo Bazani.

Empresas e Sindicato trocam acusações sobre não liberação dos ônibus
Poucos veículos saíram das garagens e já foram recolhidos
ADAMO BAZANI – CBN
Nesta sexta-feira, dia 27 de junho de 2014, poucos ônibus saíram das garagens por causa da greve deflagrada pelo Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana.
Os motoristas e cobradores querem reajuste no vale-alimentação, que segundo o Sindimoc, foi prometido pelas empresas em março para este mês e ainda não teria sido cumprido, e melhores condições de trabalho, como mais estrutura nos terminais e o fim da dupla função, pela qual motoristas dirigem e cobram ao mesmo tempo.
As empresas negam o descumprimento do acordo.
Além disso, há uma troca de acusações entre o Setransp – Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana e o Sindimoc.
Ontem, dia de jogo de Copa do Mundo em Curitiba, os ônibus circularam sem cobradores e não houve cobrança de passagens. Segundo o prefeito Gustavo Fruet, a Urbs bancou ontem a circulação de ônibus com catraca livre, o que custou à prefeitura R$ 2,484 milhões.
Já nesta sexta-feira, não há prestação de serviços.
O Sindimoc diz que as empresas impediram a saída dos ônibus das garagens e que pela entidade, os serviços seriam como ontem, com catraca livre.
Já o Setransp, em nota, informou que foram os sindicalistas que bloquearam a liberação dos veículos com a equipe completa de trabalho:
“novamente, a insensibilidade do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) de continuar com a greve nesta sexta-feira (27) … ”
O sindicato patronal também argumentou que a colocação dos veículos sem cobradores novamente seria financeiramente insustentável e que o Sindimoc está usando a greve como pressão para questões que já foram cumpridas pelas empresas.
“o alto custo da operação impede a manutenção do serviço … Toda vez que se faz uma concessão, uma nova demanda aparece e usa-se a greve como artifício de pressão.”
Ontem, a desembargadora do TRT – Tribunal Regional do Trabalho, Ana Carolina Zaina, não considerou abusiva a greve já que não houve interrupção dos serviços.
Na tarde de hoje, uma reunião de conciliação está marcada no TRT para tentar colocar fim à greve.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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