Greve de ônibus em Curitiba: Alguns ônibus começam a voltar a circular

ônibus

Ônibus em Curitiba voltam a circular aos poucos, começando as linhas nos pontos finais, mas situação ainda não está normalizada. Foto: Adamo Bazani


Ônibus em Curitiba começam a voltar a circular
Alguns veículos já foram vistos rodando com cobradores, mas situação ainda não está normalizada
ADAMO BAZANI – CBN
Depois de determinação do TRT – Tribunal Regional do Trabalho, os ônibus que servem Curitiba e a Região Metropolitana começam a voltar a circular.
Boa parte dos veículos está com cobradores, mas a situação dos transportes ainda não foi plenamente normalizada.
Ontem, dia de jogo de Copa na capital paranaense, os ônibus circularam sem cobrador e cobrança de tarifa, o que para a prefeitura, representou custo de R$ 2,484 milhões a mais no sistema.
Pela manhã de hoje, poucos veículos saíram das garagens.
Pedindo aumento no vale-alimentação, que teria sido acordado em março, e melhores condições de trabalho, o Sindimoc – Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana – usou como estratégia dizer que a greve era só dos cobradores.
A Justiça Trabalhista, que tenta agora em audiência de conciliação colocar fim à paralisação, determinou multa de R$ 30 mil para o sindicato das empresas e de R$ 30 mil também para o sindicato dos motoristas, caso 100% da frota escalada não fossem colocados nas ruas com ao menos 50% de cobradores.
O Sindimoc diz que as empresas impediram a saída dos ônibus das garagens e que pela entidade, os serviços seriam como ontem, com catraca livre.
Já o Setransp, em nota, informou que foram os sindicalistas que bloquearam a liberação dos veículos com a equipe completa de trabalho:
“novamente, a insensibilidade do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) de continuar com a greve nesta sexta-feira (27) … ”
O sindicato patronal também argumentou que a colocação dos veículos sem cobradores novamente seria financeiramente insustentável e que o Sindimoc está usando a greve como pressão para questões que já foram cumpridas pelas empresas.
“o alto custo da operação impede a manutenção do serviço … Toda vez que se faz uma concessão, uma nova demanda aparece e usa-se a greve como artifício de pressão.”
Ontem, a desembargadora do TRT – Tribunal Regional do Trabalho, Ana Carolina Zaina, não considerou abusiva a greve já que não houve interrupção dos serviços.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: