São Paulo recebe mais 2,1 quilômetros de faixas exclusivas nesta segunda, 23

ônibus

Ônibus urbano em São Paulo. Cidade recebe mais 2,1 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus nesta segunda-feira, dia 23 de junho. Implantação de corredores não avança. Foto: Adamo Bazani.

São Paulo recebe mais 2,1 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus neste dia 23
Pelos espaços, os ônibus atendem 376 mil passageiros por dia
ADAMO BAZANI – CBN
A cidade de São Paulo recebe nesta segunda-feira mais dois quilômetros e cem metros de faixas exclusivas para ônibus.
Na avenida Imperatriz Leopoldina, na zona Oeste, os ônibus terão exclusividade por um quilômetro e setecentos metros.
A faixa é à direita e opera nos dois sentidos de segunda a sexta-feira, das 6 horas às 9 horas e das 17 horas às 20 horas.
No sentido centro, a faixa é entre a rua Carneiro da Silva e a rua Blumenau. Já no sentido bairro, nestes horários, os ônibus têm exclusividade pela faixa à direita entre a rua Teerã e rua Carneiro da Silva.
Segundo a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, são atendidos por dia nestes trechos da avenida Imperatriz Leopoldina, 220 mil passageiros nos dois sentidos em 15 linhas de ônibus.
A Avenida Rudge, na região central da cidade, também recebe um novo espaço exclusivo para ônibus nesta segunda-feira.
São 400 metros de faixas nos dois sentidos, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 6 horas às 22 horas e aos sábados, das 6 horas às 14 horas.
No sentido centro, o trecho é entre a rua Baronesa de Porto Carreiro e rua Norma Pieruccini Giannotti. Na direção do bairro, a exclusividade para os ônibus é entre a rua Sérgio Tomás e rua Salesópolis.
Segundo a CET, pelo sentido centro da Avenida Rudge, neste trecho, são atendidos por dia 49 mil passageiros em seis linhas de ônibus. No sentido bairro, são 11 linhas que transportam 107 mil pessoas.
Com estes novos espaços, desde janeiro de 2013, foram implantados 337 quilômetros e 300 metros de faixas exclusivas para ônibus. Antes eram aproximadamente 105 quilômetros, somando, portanto, 442 quilômetros e 300 metros.
O total de corredores, que são espaços mais indicados para o transporte coletivo desde que bem planejados, é de 120 quilômetros. No entanto, uma parte significativa destes chamados corredores em São Paulo, não passa apenas de uma faixa à esquerda. Apenas o Expresso Tiradentes, entre a zona Sudeste e o centro, tem características de BRT – Bus Rapid Transit.
O prefeito Fernando Haddad prometeu na campanha eleitoral mais 150 quilômetros de corredores até 2016.
Mas o cumprimento da meta passa por dificuldades. Não foi fácil convencer os vereadores a votarem o projeto de lei 017/2014 que prevê o alargamento de 66 vias para a implantação dos espaços. Houve pressão de moradores e principalmente de comerciantes que querem que seus clientes estacionem nas ruas em frente aos estabelecimentos. Com medo de perderem espaço nos redutos eleitorais, os vereadores então apresentaram emendas às propostas iniciais e demoraram para aprovar o projeto.
O traçado original do corredor previsto para a Avenida Nossa Senhora do Sabará, na zona Sul de São Paulo, onde houve protesto até mesmo com barricadas e fogo em pneus e entulhos, foi eliminado depois da reclamação de comerciantes.
A administração ainda espera a liberação total da licitação de 128 quilômetros de corredores pelo TCM – Tribunal de Contas do Município e o desfecho do embate jurídico entre prefeitura e governo do estado de São Paulo contra o Ministério Público Estadual. A promotoria é contra resolução que permite que o poder público municipal expeça licenças ambientais. Para o Ministério Público, pelo fato de uma obra poder trazer impactos em outros municípios, esta responsabilidade deve ser unicamente do estado.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Adamo respeito os seus artigos, tenho compartilhado os mesmos no facebook. Não podemos admitir informações destorcidas.” onde houve protesto até mesmo com barricadas e fogo em pneus e entulhos, foi eliminado depois da reclamação de comerciantes” ISTO NÃO É VERDADE!!! O Movimento Sabará em nenhum momento utilizou destes expedientes. Até hoje somos exemplo de movimento pacífico e inteligente deflagrado dentro da Câmara dos Vereadores. Por favor retifique a notícia, para que possamos continuar acreditando na íntegra dos seus comentários. Agradecemos

    1. Ola. Nao me referi a movimento x ou y. Mas duas vezes que fui ao local, havia sim queima de pneus e os proprios mqnifestantes atribuiam a comerciantes. Conheco o seu movimento e sei que vcs nao sao disso, mas houve infelizmente estes registros.
      Abraco

      1. William disse:

        Adamo você está confundindo os movimentos. Deve ter ido na Estrada do Alvarenga, que foi um movimento autônomo, que aconteceu depois da primeira votação do PL 017, no qual a Av. Sabará, tinha sido retirada por emenda apresentada pelo próprio Executivo através de sua liderança na Câmara. Então por favor ratifico o nosso pedido de retificação da notícia.

      2. Pois é amigo,foi Sabará sim. Mas fica registrado seu relato em nome do movimento.

  2. William disse:

    Para terminar o assunto: Você está errado e não tem a humildade de assumir o erro. A principal condição que impus para participar da organização do movimento Sabará, foi justamente esta, de ser pacífico. Enfrentei várias pessoas que queriam utilizar destes meios de coação estúpidos de parar o trânsito, prejudicando outras que não tem nada haver com o movimento. Como já afirmei, o movimento Sabará foi elogiado pelo seu comportamento e serve de exemplo nas manifestações dos Vereadores. A função de um repórter e reportar os fatos acontecidos. Se houve enganos devem ser esclarecidos. Infelizmente de agora em diante, vou deixar de acreditar nas suas reportagens. Obrigado

    1. Ok. Mas o canal continua aberto para sua expressão.
      Cordialmente

      1. bruno quintiliano disse:

        Adamo, admiro seu trabalho e fui totalmente contrário ao movimento da Sabará, por acreditar que estes prestaram um desserviço a nós moradores da região e usuários de transporte público no local, mas até onde sei, os protestos da Alvarenga não foram organizados pelas mesmas pessoas da Sabará. Lamento muito a vitoria de ambos, mas é preciso reconhecer que o movimento da Sabará foi organizado e pacífico, ao contrario do da Alvarenga e tambem dos usuários do transporte público, que não souberam defender seus interesses e sairam perdendo…

      2. Concordo. Mas se os senhores analisarem o texto, não menciono nomes de movimentos.
        A Sabará foi dada como exemplo de alteração de trajeto e não de movimento.
        Tanto é que falei manifestações com barricadas e tal, mas não de movimento X e Y.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading