Greve do Metrô: Sindicato agora tenta reverter prejuízos aos próprios metroviários

Altino Prazeres

Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários. Entidade agora tenta reverter prejuízos causados pela greve aos próprios operadores de Metrô. Reprodução Youtube

Greve do Metrô: Termina sem acordo reunião com o sindicato
Governo do Estado diz não vai revogar demissões que são previstas em lei
ADAMO BAZANI – CBN
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo tenta remediar o prejuízo que a greve causou aos trabalhadores que representa ou diz representar.
Terminou sem acordo a reunião entre os líderes do Sindicato, o secretário estadual dos transportes, Jurandir Fernandes, e outros dirigentes do Metrô.
Depois de não conseguir os tais “dois dígitos de aumento” que tanto alardeou, o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Prazeres Júnior, quer agora que sejam readmitidos os 42 funcionários do metrô que foram desligados por participação na greve, considerada abusiva pela Justiça no último domingo.
Segundo o Governo do Estado de São Paulo, estes funcionários seguiam ordens do sindicato para continuar a greve. A Justiça determinou o fim da paralisação. Além disso, teriam participado de piquetes para impedir os outros metroviários que queriam trabalhar.
O sindicato, na reunião, acenou a possibilidade de aceitar o reajuste de 8,7% determinado pelo TRT – Tribunal Regional do Trabalho e oferecido pelo Metrô. A inflação acumulada foi de 5,81%
Além de pedir a recontratação dos grevistas, o sindicato também implorou pelos benefícios oferecidos pelo Metrô durante a negociação, rejeitados pela categoria motivada pela entidade trabalhista e que não entraram na determinação do TRT. Por isso, agora os benefícios não fazem mais parte da oferta da Companhia do Metropolitano.
As demissões por justa causa promovidas pelo Governo do Estado são previstas em lei já que os grevistas abusaram, segundo conclusão da Justiça, e desrespeitaram determinações do TRT.
A Justiça ainda fixou multa de R$ 100 mil pelos quatro dias parados antes do julgamento e de R$ 500 mil pelos dias depois da determinação do TRT.
A multa é aplicada à entidade sindical, mas quem vai pagar são os trabalhadores, de onde vêm os recursos do Sindicato dos Metroviários.
Como os metroviários são funcionários públicos, no final das contas, vai ser a população que vai pagar estas multas geradas pelo desrespeito à Justiça durante a greve.
Os resultados da greve foram desastrosos para toda a população, para o comércio, para o direito de ir e vir das pessoas e para os próprios metroviários.
Mas os cabeças do Sindicato dos Metroviários ganharam o espaçozinho na mídia.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Greve do Metrô: Sindicato agora tenta reverter prejuízos aos próprios metroviários

  1. Greve nunca é bom para as partes, e este só provou isso, além de desobedecer o liminar para manter o funcionamento, queria desafiar a Justiça, mesmo depois da decretação da abusividade, e com isso os benefícios oferecidos de mil reais (VR + VA) não vai ter, ou seja, sairam com prejuízo, assim prejuízo pros metroviários, prejuízo para a empresa e principamente milh~eos de pessoas prejudicadas, muitos perderam as consultas e exames marcadas há meses, muitos trabalhadores não puderam comparecer a trabalho, e outros tantos que não conseguiram chegar a tempo de entrevista para o emprego … greve nunca é bom … por isso precisam refletir as consequencias, fora os piquetes que impediram de os trabalhadores de assumirem os seus postos, resumo 42 demitidos por justa causa, 13 respondem a processo criminal, e não recebimento dos benefícios oferecidos …

  2. Obrigado grevistas, desobedientes, mal influencia por abrirem vagas para nós no próximo concurso thank you! kkkk

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