Greve do Metrô: confusão e prejuízos à população

Se foi chamar a atenção que o Sindicato dos Metroviários queria, pelo menos isso conseguiu.
A cidade de São Paulo virou uma verdadeira confusão. Indignados, passageiros na Estação Itaquera derrubaram as grades de acesso à CPTM. Apesar de os trens não estarem em greve, a CPTM disse que a medida foi por segurança, mas o efeito foi contrário.
As linhas extras de ônibus atenderam parte da demanda, mas os passageiros se queixavam da falta de informação.
O Metrô ofereceu 8,7% de aumento salarial, mas o Sindicato dos Metroviários rejeitou e reforçou esta posição em assembléia.
NOTA DE OPINIÃO: Os metroviários necessitam sim de aumento salarial e de mais valorização.
Mas sem hipocrisias: Os salários das categorias que atuam no Metrô não são ruins, maiores que de educadores e outros profissionais com nível superior.
Se o Governo do Estado é um patrão tão ruim, por que o mesmo Sindicato dos Metroviários esperneia quando alguém cita a palavra privatização?
Tudo bem que o Governo do Estado falha muitas vezes com a categoria. Mas ai do Sindicato dos Metroviários se não fosse o patr

10 comentários em Greve do Metrô: confusão e prejuízos à população

  1. Vale lembrar que o sindicato dos metroviários é filiado a CUT.
    CUT=PT, logo, podemos dizer com toda certeza que esta é uma greve com motivação política.
    Isso é fato.
    Temos greve da CET também em São Paulo.
    Os “marronzinhos” assim como a sPTrans, também são da CUT e a maioria, filiados ao PT e a partidos aliados do PT.
    Em outras greves do metrô no passado, as pessoas podiam contar com um serviço especial de PAESE onde linhas de ônibus, sublocais e estruturais que alimentam o metrô, seguiam direto à Sé, ao Correio e ao Terminal Pq. Dom Pedro II.
    Nessa greve de hoje do metrô, devido aos seccionamentos criminosos e a troncalização mal feitos pelo planejamento da sPTrans por encomenda da VIP e das cooperativas, as linhas de metrô não estão indo até o centro. Tudo pra que as pessoas sejam obrigadas a pegar a vedete do PT, a linha 4310-10.
    Os BRT estão tudo parados no trânsito ao longo da Radial Leste, da mesma forma que as linhas estruturais que eram tão uteis e levavam o povo diretamente da periferia ao centro da cidade.
    Adiantou alguma coisa troncalizar PT?
    E não adianta usar o SPTV e jornalismo marrom local pra calar a voz do povo, pois quem está nas ruas e tem a voz calada sabe bem o que está acontecendo.
    Porque o PT não fala do Dep. Luis Moura e sua intima ligação com o crime organizado e as cooperativas do sublocal, inclua-se aí a Express, Transcooper e Ass. Paulistana.

    Engraçado que em nenhum blog especializado em transporte se falou desse escandalo que está em voga e sendo comentado nos principais jornais do país.

    Ahhhhhhh

    tendo BRT pros busologos babar na Radial Leste é o que importa….

    Pouco importa se as pessoas por conta das greves estão paradas no meio do caminho debaixo da ponte, na “linda” Estação de Transferencia Itaquera…..

    Antes em dias de greve, elas iam DIRETO.

    Parabéns “iluminados” do planejamento da sPTrans…

    • Olha como a “troncalização petista” funciona “perfeitamente”:
      Todos os dias, nos horários de pico da tarde e de noite, temos trânsito insuportável na Radial Leste.
      Temos trechos onde é impossível ter faixa exclusiva de ônibus. Isso gera filas quilométricas, inclusive de ônibus.
      Aí temos esse atentado ao povo do fundão, da periferia da Zona Leste, enfiado goela adentro, denominada linha 4310-10.
      Não só em dias de greve, os BRT ficam parados no trânsito também nesses horários de pico.
      E aí como sabe que ficarão impunes, porque são petistas, os donos de frota da Express Transportes, das linhas 4003 e 4024-10, ficam até 40 MINUTOS parados no PONTO FINAL, debaixo da ponte de transferência Itaquera, pra poderem sair cheios. Daí, saem 3, 4 ônibus seguidos de cada linha.
      O que acontece então?
      Os passageiros da linha 4024-10 que ficam esperando a linha na Estação Dom Bosco da linha Coral, ficam cerca de 40 minutos, ou mais esperando um ônibus, quando chega, vem 3 ou 4.
      A sPTrans dá multa?
      kkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Estes passageiros não precisariam descer na Estação Dom Bosco, pq moram na maioria no Cj. José Bonifácio, mas a sPTrans, pra se vingar do povo que denunciou o conluio do planejamento da sPTrans com a VIP Transportes, com a Transcooper e com a Express, desativou a unica linha que levava diretamente mais 50% do bairro pra Estação José Bonifácio, a linha 4034-10….
      Esta é a racionalização do PT….

  2. Talvez não seja o melhor lugar para divulgar, mas creio que seja de seu interesse!
    A algum tempo venho trabalhando numa forma de registrar as alterações de status de operação das linhas de trem e metrô de São Paulo. Fiz isso para ter dados mais concretos quando ocorresse alguma falha no sistema, assim poderia saber quanto tempo durou essa falha, quando ela começou, etc. Concretizei essa ideia neste site:

    http://metropolitano-joaoeduardo.rhcloud.com/

    Lá disponibilizo um histórico dos status de todas as linhas de transporte sobre trilhos de SP. Sugestões para funcionalidades são bem-vindas.

    Abraços.

  3. Amigos, boa tarde.

    Basta colocar câmeras nas principais rodovias federais e nas vicinais de movimento que veremos
    ao vivo, a cores e em tempo real as barbaridades que são cometidas diariamente.

    Quem viaja ou já viajou por este “Brasilzão”, sabe do que eu estou falando.

    Att,

    Paulo Gil

  4. LEDRAJ SARCE DOPRA // 5 de junho de 2014 às 17:33 // Responder

    GREVE É O DIREITO DE TODO O TRABALHADOR JÁ PENSOU SE A CATEGORIA DO TRANSPORTE PUBLICO NÃO PODER FAZER GREVE? POR QUE NÃO TEM UMA EMPRESA DE ÔNIBUS DA PREFEITURA? A NOVA CMTC PODERIA RESOLVER O PROBLEMA DE MOBILIDADE URBANA QUE A GENTE ESTÁ ENFRENTANDO NA GREVE DE METRÔ NOVA CMTC JÁ http://www.avaaz.org/po/petition/pela_criacao_da_Empresa_estatal_de_Onibus_em_Sao_Paulo/?copy

  5. Olá Ádamo Bazani.
    Aqui vai uma opinião que acredito que vá no sentido contrário da tua, mas que talvez ajude-nos a pensar juntos nesta questão das greves dos transportes públicos à qual somos tão entusiastas.
    Acho completamente compreensível a revolta da população com a falta de acesso a transporte durante os períodos de paralisações, sobretudo porque na ausência do transporte público existe não só uma culpabilização dos metroviários ou motoristas de ônibus (que são chamados de vagabundos e irresponsáveis por todo lado na mídia majoritária), como se fossem os maiores responsáveis pelo estado do transporte público.
    Veja meu caso particular, moro na zona leste de São Paulo, próximo ao bairro de Sapopemba, e trabalho próximo ao Metrô Armênia, cruzando boa parte da Zona Leste e utilizando os serviços de ônibus e metro todos os dias, à exceção dos dias que acordo particularmente disposto a andar 50 minutos do Terminal Mercado ao trabalho e economizar uns 3 conto sagrados. Isso dá 2h de deslocamento por dia, encarando por vezes 1h só para conseguir embarcar dentro do ônibus, empurrando pessoas em situações muitas vezes piores que a minha para chegar aos seus trabalhos. Quando chego na Sé, também a condição de embarque não é das melhores, pagando caro e embarcando em condições que, para mim, estas sim são irresponsáveis, desumanas e imprudentes. Só o deslocamento de ida e volta é uma maquina que mina as forças, estraga o dia.
    Quando a população fica enfurecida com a falta de transporte por motivo de paralisação, o serviço que ela clama de volta é este serviço de lata de sardinha e barata no ônibus, de empurra empurra, de gente desmaiando, de assédio sexual e toda as outras situações que sabemos que existe neste transporte. Neste momento que a gente percebe que tem alguma coisa, muito além da questão salarial do metroviário, que tá muito errada.
    Aqui em São Paulo, com as máfias do transporte, desvio de verba no metro e todas as inúmeras irregularidades que a gente vê novidade todos os dias, a gente constantemente se pergunta, a cidade deve ser pra pessoas ou pra gerar dinheiro, transporte ou mercadoria, assim como questiona se o “direito do cidadão e dever do estado” devia ser pago e estar dando dinheiro pra empresário ou não. Esta cidade nem de longe é pensado pras pessoas, mas (perdoe-me se parecer extremamente senso comum e dicotômico), pra gerar lucro pra indivíduos que não somente estão distantes da porcaria da realidade do transporte (saúde, educação), como vê ali uma oportunidade de investimento, uma mina de ouro.
    Concordo que nem de longe o salário de parte dos metroviários não são os piores deste mundo, digo isso enquanto professor que sou. Porém, não entendo bem a relação da luta dos metroviários por melhores condições de trabalho e salários pode perder legitimidade sendo extremamente legítima a luta pro valorização de suas profissões. Sabemos que se a coisa no metrô já é ruim, a dos ônibus então… Esse tipo de luta deveria servir sim como incentivo para que outras categorias, se vendo em péssimas condições de trabalho e salário, lutem também por melhores condições para elas também. Muitos desses trabalhadores enfurecidos para chegar aos seus trabalhos, sob grito de ordem “queremos trabalhar”, são justamente os que recebem um salário infinitamente menor que as desses funcionários do metro e por não possuírem meios de organização política ou modos de reivindicar melhores salários ou flexibilização por faltas com seus respectivos chefes ou dentro de suas profissões, acabam sendo o elo que mais sofre nestas condições de greve. O que deveria ajudar a este grupo lutar por melhores condições (que merecem), acaba jogando trabalhador contra trabalhador. Deste modo, ninguém mais pode reivindicar direitos, ninguém mais pode fazer greve, nem fechar avenida, nem qualquer outro mecanismo de parar a roda viva do mercado, que sempre vai quebrar em cima desse elo politicamente mais frágil.

    Não sei, são apenas alguns elementos pra discutirmos. Experimente acompanhar a briga na página da Companhia Metropolitana de São Paulo, entre suas notas de repúdio falando de quanto estes tipos de manifestação (assim como vem sendo abordado qualquer tipo de manifestação dos grupos populares, estudantis, contra a copa, da saúde e dos professores), atrapalham a vida do “cidadão de bem” que só quer chegar no seu trabalho e as consequências do conformismo da situação de precarização de serviços básicos às custas do lucro privado.

    • Caro prof. Mauricio,
      O transporte público é usado por todos os cidadãos. Trabalhadores, estudantes, aposentados, em percurso dos mais variados interesses.
      Tive a oportunidade de ver durante a greve dos motoristas de onibus, muitas pessoas que foram para tratamento médico no hospital das Clinicas e não tiveram como voltar para suas residências. Humilharam-se pedindo socorro de transporte aos funcionários do hospital.
      Muito grave também foram crianças, que partiram para estudar sozinhas transportadas por onibus,cujos pais trabalhadores também confiaram no seu retorno dentro do itinerário fixo dos onibus e ficaram desesperados com a impossibilidade de seu retorno.
      ASSIM NÃO É POSSIVEL PENSAR EM CATEGORIAS PRIVILEGIADAS COM DIREITO DE GREVE A QUALQUER CUSTO.
      A situação de todos os Brasileiros não está facil. Porém, não será com atitudes irresponsaveis que sairemos dessa situação, e não adianta 1 ou 2 categorias terem aumento de dois digitos e o restante da população ter que pagar, sem poder.

  6. Adamo
    Novamente parabenizo pela sua brilhante e corajosa matéria
    abraços

  7. André Marianno // 6 de junho de 2014 às 16:04 // Responder

    A manifestação por greve é legítima e garantida por lei, a mesma lei que também determina regras para isso.
    O que vivemos em São Paulo é que não existe mais lei.

    Espero que o povo confirme isso nas eleições.

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