Comunidades da zona Sul aderem à campanha contra incêndio a ônibus

ônibus queimados

Dez associações comunitárias da zona Sul de São Paulo resolveram aderir a campanha contra incêndio a ônibus. O objetivo é mostrar que a grande maioria da população é contra os ataques. Outras mobilizações sociais em relação aos transportes na região tiveram retorno positivo, disse líder comunitária. Foto: Divulgação.

Comunidades da zona Sul aderem à campanha contra incêndio a ônibus
Colocação de faixa em veículo destruído foi iniciativa da própria população. Ações educativas devem ser realizadas nas escolas da região
ADAMO BAZANI – CBN
Dez associações comunitárias da zona Sul da Capital Paulista aderiram à campanha “Ônibus queimado não leva á lugar nenhum”, realizada pelo SPUrbanuss– Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros, CMT –Consórcio Metropolitano de Transportes e Fecootransp – Federação das Cooperativas de Transporte do Estado de São Paulo, com apoio do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
A líder comunitária Eunice Campos resolveu demonstrar a insatisfação dos moradores com as ações contra o transporte coletivo e mandou fazer uma faixa com o lema da campanha e colocar num dos veículos incendiados.
Em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus na tarde desta segunda-feira, dia 02 de junho de 2014, Eunice ressaltou a importância da mobilização social e cita um exemplo anterior que teve bons resultados.
“Há uns 7 ou 8 anos aqui na região de Parelheiros e Capelo do Socorro tínhamos um problema muito sério em relação à pichação nos ônibus, pessoas que rasgavam os bancos, riscavam os vidros. A empresa daqui, Viação Cidade Dutra, sempre abriu as portas para a população. Então decidimos com as lideranças de bairro fazer uma campanha nas escolas, com os moradores, com a comunidade. Pouco tempo depois,quase não se via mais ônibus pichados ou com o estofamento rasgado. Agora pensamos: – Por que não fazer isso em relação aos ônibus queimados” – contou Eunice.
Ela explicou que teve conhecimento da campanha pela televisão e nas reuniões na Viação Cidade Dutra, que a cada três meses realiza encontros na garagem com as lideranças comunitárias.
Assim, quando soube do ônibus queimado, reuniu outras lideranças comunitárias e colocou a faixa no veículo que foi atacado na semana passada quando trafegava pela Avenida Dona Belmira Marin entre o Jardim Eliana e o Parque do Planalto.
O intuito de colocar os nomes das associações na faixa foi mostrar que a iniciativa partiu da comunidade e que a maioria dos moradores é contra os atos de vandalismo.
“Quem incendeia ônibus é a minoria, não tem apoio da população. Acredito que da mesma maneira que conseguimos reduzir bastante o número de pichações, podemos contribuir sim para diminuir a quantidade de ônibus queimados, como cidadãos, fazendo nossa parte e demonstrando que não concordamos com isso (ataques)”
Eunice e as lideranças de moradores da zona Sul de São Paulo devem abordar em breve o assunto nas escolas.
“Crianças e adolescentes captam muito bem estas questões relacionadas à cidadania e o melhor, eles acabam disseminando o que aprenderam. Aqui tínhamos uma praça abandonada que nós mesmos decidimos preservá-la. A cada 15 dias fazemos a limpeza e cuidamos das plantas. Os maiores vigilantes para que o local não fique sujo novamente ou seja danificado são as crianças.” – complementa Eunice.
As associações que participaram desta primeira iniciativa contra os incêndios a ônibus são:
– Associação de Moradores Jardim Oriental
– Associação de Moradores Chácara Eldorado
– Associação de Moradores Jardim Marilda
– Associação de Moradores Chácara Santo Amaro
– Associação de Moradores Jardim Moraes Prado
– Associação de Moradores Chácara Tanay
– Associação de Moradores Jardim das Pedras
– Associação de Moradores Jardim Orban
– Associação de Moradores Jardim Sabiá II
– Entidade Beneficente das Fontes
De acordo com o SPUrbanuss, entre 1º de janeiro e 02 de junho, foram queimados na Capital Paulista 74 ônibus do serviço municipal. No ano passado inteiro foram 53 ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Comunidades da zona Sul aderem à campanha contra incêndio a ônibus

  1. Toda iniciativa é bem vinda nesta questão mas na minha avaliação hoje as coisas chegaram a um Estado de Bandalheira tão grande que o jeito é endurecer:
    – punições exemplares para esse tipo de crime que acaba evoluindo para outros delitos.
    LEMBREM-SE a escola criminosa é semelhante a um degrau e a medida que sobem-se os degraus os criminosos acabam se especializando em um dos N atos criminosos até conquistarem o respeito da indústria do crime que está nos degraus mais altos. A criminalidade deve ser combatida em todos os degraus desta escala do crime. Sou a favor a implantação do programa TOLERÂNCIA ZERO que durante muitos anos diminuiu consideravelmente o crime na big apple: NEW YORK CITY !
    Infelizmente o crime está voltando a tomar conta de lá pois mudou o prefeito da cidade de Nova Iorque que pelas suas ações parece estar liberando geral a criminalidade a voltar a “tomar conta” da cidade. Nas cidades americanas as prefeituras tem participação ativa na área de segurança e aqui no Brasil a participação é MEDÍOCRE !
    No Brasil tem muitas placas de trânsito para serem limpas, conservadas, tem muitas calçadas para serem feitas, tem muitos prédios para serem DESPICHADOS e muitas praças para serem limpas e conservadas assim como muitos bueiros e esgotos para serem devidamente consertados e desobstruídos. Enfim, serviço é que não falta e que apenas um ou outro são feitos por empresas terceirizadas pelas prefeituras que prestam serviços vagabundos e superfaturados!
    Temos aí a solução de 2 grandes problemas em um só:
    – penalizar o crime sob todos os aspectos e ao mesmo tempo:
    – reduzir a sangria de recursos do erário público “transferidos” para essas empresas terceirizadas de “padrão FIFA”! de qualidade de serviços.

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