Faixas de Haddad não aumentaram significativamente a velocidade dos ônibus, diz jornal

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Ônibus urbano em São Paulo. Faixas não trouxeram ganhos significativos para o transporte público, diz jornal

Faixas de Haddad não trouxeram grandes benefícios para o transporte público, diz jornal
A velocidade média dos ônibus subiu apenas 1 quilômetro por hora
O jornal O Estado de São Paulo traz neste domingo uma matéria que aponta que mesmo com a instalação de mais de 330 quilômetros de faixas exclusivas de ônibus na cidade desde janeiro de 2013, o transporte coletivo não teve grandes benefícios em relação ao aumento na velocidade. A matéria é de Caio do Valle e Rafael Italiani:
Aposta da gestão Fernando Haddad (PT) para melhorar a qualidade dos ônibus, as faixas exclusivas à direita em grandes vias de São Paulo elevaram a velocidade dos coletivos em apenas 1 quilômetro por hora. Dados da São Paulo Transporte (SPTrans) indicam que, no ano passado, quando houve o “boom” das faixas após as manifestações de junho, os ônibus rodaram a 17 km/h no horário de pico da manhã, ante 16 km/h nos três anos anteriores. À tarde, a média foi de 16 km/h – entre 2009 e 2012, era de 15 km/h.
A proposta de Haddad era instalar 150 km de faixas exclusivas – hoje, a cidade já tem 333,1 km. Diante dos números, a SPTrans informa que há casos de faixas em que o desempenho dos ônibus ficou bem acima da média geral da cidade. Na Radial Leste, entre julho e o mês retrasado, a velocidade dos coletivos no sentido centro foi de 27,5 km/h. No rumo oposto, de 25,8 km/h. Na Marginal do Tietê, os ônibus trafegam a 28,9 km/h no sentido Rodovia Ayrton Senna, em uma faixa inaugurada em junho do ano passado.

10 comentários em Faixas de Haddad não aumentaram significativamente a velocidade dos ônibus, diz jornal

  1. professor pardal revoltado // 1 de junho de 2014 às 16:22 // Responder

    SINCERAMENTE, CAIO DO VALLE MELHOR VOCÊ PROCURAR SE INFORMAR COM FONTES MELHORES,E MAIS CONFIÁVEIS, SE NÃO TIVESSEMOS AS FAIXAS DE ÔNIBUS SERIA BEM PIOR.
    TEM MUITOS CARAS QUE DEVERIAM VOLTAR A ESTUDAR TRANSPORTE, SE BEM QUE QUEM TEM BOCA, FALA O QUE QUER E QUEM TEM MÃOS ESCREVEM O QUE QUER, MAS NO CASO DO CAIO DO VALLE, É PORQUE ELE PROCURA FONTES QUE NADA ENTENDEM DE TRANSPORTE E QUE SE SÃO DIPLOMADOS POR PURO OPORTUNISMO PORQUE DE TRANSPORTES PRECISAM SE ESPECIALIZAR MAIS.

    • William de Jesus // 2 de junho de 2014 às 14:26 // Responder

      Ae Prof. Pardal, precisa de fonte mais “desinformada” que o pessoal da Globo? Sempre tenho espasmos quando eles mostra um onibus articulado e dizem que é biartuculado! Pra que isso, pra ter mais enfase na noticia? Fora outras gafes “assassinas”

  2. Não precisa ser especialista para se chegar a esta conclusão: Como poucas linhas se beneficiam do inicio ao fim de faixas exclusivas, sendo na maioria das vezes apenas em um pequeno trecho, é normal que isso aconteça. Mesmo onde se tem faixas e um grande numero de linhas, como na Avenida Paulista, é necessário ficar esperando que os ônibus que estão na sua frente dar embarque e desembarque o que dependendo da quantidade faz com que se perca um valioso tempo em cada parada.

    • William de Jesus // 2 de junho de 2014 às 14:39 // Responder

      Luiz Nunes, a solução na Av. Paulista é muito simples: o corredor TEM que ser à esquerda, não à direita; e os pontos precisam ser estações de embarque e desembarque, como na Teotonio Vilela x Rio Bonito, ou que nem na Av. Ver. Jose Diniz x Joaquim Nabuco. Aí não tem problema. E veja que os motoristas que estão na Paulista não ultrapassam, porque têm medo de tomar multa!

  3. Um simples passageiro, // 2 de junho de 2014 às 00:50 // Responder

    Se for parar para analisar, pela faixa ser à direita, muitas vezes são as ruas ligadas aos trechos que tem faixa exclusiva para ônibus que fazem com que não se tenha aumento significativo na velocidade. Um grande exemplo é a marginal pinheiros, em horário de pico é o caos, mais os ônibus andam ainda mais devagar por causa dos carros que saem das ruas ligadas à marginal que invadem a faixa e demoram para sair delas por causa do trânsito. E também se houvesse uma segunda faixa nas áreas de ponto para que os ônibus pudessem ultrapassar os que estão parados, tornaria a viagem bem mais rápida.

    • William de Jesus // 2 de junho de 2014 às 14:49 // Responder

      Outro exemplo é a Av. Ver. Jose Diniz: Apesar da faixa ser à esquerda, os carros que atravessam a avenida pelas ruas que lá existem travam o tráfego, dái fica quela fila enorme de onibus parados.

  4. Mas que bobagem, tá na cara que não pega ônibus. Tá é precisando de mais faixas de ônibus, corrigir onde a coisa ainda tá lenta e continuar priorizando o transporte coletivo. Tá certo o que vem sendo feito, pode ser o PT ou PSDB, a coisa tá andando e ponto final, vamos é cobrar mais e mais, ônibus novos prá periferia e mudanças urgentes nos metrôs e trens. Ai sim, até mais

    • william de jesus // 3 de junho de 2014 às 00:56 // Responder

      Mas é isso mesmo! Faria Lima é uma que precisa urgente de uma faixa. A Eliseu de Almeida precisa de uma faixa e de um asfalto decente, porque parece que tamo numa montanha russa!

  5. Nas grandes avenidas faixa ou corredor só funcionam razoavelmente na esquerda.

    Mas sem disciplinar entrada/saída e número de linhas que ocupam o corredor, mesmo pela esquerda vai congestionar. E isto nenhum prefeito fez até hoje.
    Haddad e Tatto seccionaram algumas linhas e, pelo jeito, pararam por aí.

    • william de jesus // 3 de junho de 2014 às 00:52 // Responder

      Mas o problema é a racionalização errada! Eles racharam a 577T e não deram nenhuma opção pra quem queria ir ate o Butantã (agora criaram a 809V, mas ainda sim precisa usar metro). En contra partida criaram a 609J, sendo que já ha 4 linhas que passam no São Judas alí no aeroporto. De que adianta cortar linhas importantes e criar linhas sem utilidade?

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