Aumento da passagem de ônibus em Belo Horizonte pega passageiros de surpresa
Publicado em: 10 de maio de 2014

Ônibus em Belo Horizonte. Passageiros foram pegos de surpresa com aumento das tarifas de transporte público. Reajuste é contestado na Justiça pelo Ministério Público.
Amento de passagem de ônibus pega passageiros de surpresa em Belo Horizonte
Ministério Público vai recorrer da decisão judicial
ADAMO BAZANI – CBN
Muitos passageiros de ônibus de Belo Horizonte foram pegos de surpresa neste sábado, dia 10 de maio de 2014, com o aumento nas tarifas.
Os novos valores são:
Linhas diametrais, semi-expressas, radiais, perimetrais e troncais: de R$ 2,65 para R$ 2,85
Linhas circulares e alimentadoras: de R$ 1,90 para R$ 2,05
Linhas de vilas e favelas: de R$ 0,60 para R$ 0,65
Tarifa integrada com o metrô: de R$ 2,65 para R$ 2,85
Serviço Executivo – linhas curtas: de R$ 4,00 para R$ 4,35
Serviço Executivo – linhas longas: de R$ 5,00 para R$ 5,40
A surpresa ocorreu porque o reajuste foi aplicado depois de uma decisão judicial da última quinta-feira dia 08 de maio, quando a 4ª Vara da Fazenda Municipal de Belo Horizonte negou ação do Ministério Público contra o aumento das tarifas.
A prefeitura de Belo Horizonte chegou a anunciar o aumento das passagens para o dia 06 de abril. Mas no dia 04 de abril, o Ministério Público conseguiu barrar o reajuste nos valores. Essa decisão foi revertida no dia 08 de maio.
O órgão alega que os custos do sistema devem ter ser melhor estudados. O Ministério Público contesta a auditoria da empresa Ernest & Young que apontou a necessidade do aumento principalmente depois dos investimentos das viações no novo sistema de corredores MOVE BRT.
A Ernest & Young também foi contratada pela prefeitura de São Paulo, por R$ 4 milhões, para auditar as contas do sistema da Capital Paulista.
O Ministério Público em Minas Gerais promete recorrer da decisão que autorizou o reajuste.
Segundo os promotores, a auditoria não teve acesso a todos os dados necessários e planilhas das empresas de ônibus e usou valores genéricos de mercado.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


Eu sabia que isto iria ocorrer! Não existe uma fórmula mágica!
Os ônibus do sistema BRT são mesmo mais caros e de manutenção bem mais elevada do que os básicos ônibus de motor dianteiro e além disso o governo federal não subsidia os transportes urbanos e nem mesmo os governos estaduais e mesmo em meia dúzia de cidades que fazem isso quando se adota uma nova tecnologia ou um conjunto de linhas dentro de um sistema integrado não tem jeito: as prefeituras não aguentam os custos dos repasses e aumentam as tarifas! Isso está ocorrendo em São Paulo também e há muitos anos tanto é que agora estão se decidindo em reduzir os custos eliminando a quantidade de ônibus biarticulados que serão ao longo do tempo substituídos pelos superarticulados de 23 metros de comprimento! Prá quem não sabe, a cidade de S.Paulo tem apenas 259 ônibus biarticulados de 27 metros e meio e a tendência será reduzir o uso deles mais ainda ao longo do tempo! Ou se reajusta a tarifa em BH e RMBH (futuramente) ou volta a ser tudo como era antes:
– só com ônibus de motores dianteiros bem básicos e menos caros em custo e manutenção do que os OF1724 em circulação também.