Mascarello quer ampliar participação em sistemas de BRT

Publicado em: 5 de maio de 2014

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GranMetro é aposta da Mascarello em sistemas de BRT, tanto em linhas troncais como em alimentadoras. Veículo na foto é destinado para o Rio de Janeiro. Divulgação: Adamo Bazani

Mascarello quer ampliar participações em sistemas de BRT
Empresa fez unidades para o Rio e Minas, por exemplo, e tenta entrar em outros mercados
ADAMO BAZANI – CBN
As obras de corredores exclusivos de ônibus modernos – BRTs – Bus Rapid Transit têm ritmos diferentes em cada cidade. Mas os objetivos são os mesmos com soluções já comprovadas em todo o mundo: melhoria da mobilidade urbana, redução de poluição, qualificação do espaço urbano atendido, com um custo reduzido, respeitando os recursos públicos.
Em Belo Horizonte, o BRT MOVE BH, ainda não foi concluído, mas segundo a prefeitura, até maio deve ser inaugurado completamente.
No Rio de Janeiro, o TransOeste já opera, mas três corredores estão nos planos. Uma fase do Transcarioca deve ficar pronta até junho e há ainda o TransBrasil e o TransOlímpica, este com previsão para 2016.
No Distrito Federal, o Expresso DF Sul começou a ter os testes em abril.
Na cidade de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad promete 150 quilômetros de corredores de ônibus até 2016, mas dificuldades de planejamento por parte do poder público, os entraves políticos com os vereadores não votando pela segunda vez a lei que autoriza a readequação de 66 vias para os espaços e questões jurídicas e administrativas, como a não aprovação do início da licitação de 128 quilômetros pelo Tribunal de Constas do Município e a queda de braço entre Ministério Público Estadual e Cetesb junto com a prefeitura sobre as licenças ambientas colocam em dúvida a realização da meta.
Apesar de cada cidade ter seu ritmo, o trabalho dos setores de venda das fabricantes de ônibus é acelerado.
Com atraso ou no prazo, boa parte dos projetos, muitos que já contam com verbas liberadas pelo Governo Federal, vai sair do papel.

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GranMetro versão articulada para o MOVE, sistema de Belo Horizonte. A “jovem” encarroçadora sabe que agora é um dos momentos mais importantes para expandir os negócios. Divulgação: Mascarello

Uma das empresas que tenta se estabelecer nos serviços de BRT, seja com ônibus em linhas troncais ou em alimentadoras, é a Mascarello.
A encarroçadora, uma das mais novas do mercado, fundada em 2003, quer ampliar os negócios e sabe que, mesmo com algumas instabilidades do setor, o momento é agora.
E o principal modelo de aposta das Mascarello é o GranMetro, que pode ter diferentes versões.
A empresa já conseguiu comercializar unidades do veículo para os sistemas do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Distrito Federal.
A região Nordeste agora é um dos focos da companhia com sede no Paraná.
A cidade de São Paulo é um mercado mais difícil para as encarroçadoras, com exceção da Caio/Induscar, do Grupo Ruas, que detém cerca de 70% dos transportes da cidade, tendo controle total ou sociedade nas empresas municipais.
Mas o Estado de São Paulo desperta interesse nas demais encarroçadoras de olho nos BRTs prometidos para a região metropolitana e de médias e grandes cidades do interior.
Os sistemas de BRT conta com veículos de porte menor, para alimentar as linhas troncais, e os ônibus articulados, superarticulados ou biarticulados.
Por contarem com mais tecnologia, os veículos de linhas troncais têm maior valor agregado, o que aumenta o preço do veículo, sendo positivo para a fabricante.
A Comil tem o Doppio BRT, a Caio apresenta como solução o Millennium BRT, o Viale BRT é o modelo da Marcopolo, e o primeiro veículo com denominação BRT foi lançado pelo Neobus, o MegaBRT.
Todos têm em comum um design mais moderno que os ônibus convencionais, apresentam mais espaço e conforto para os passageiros, são dotados de tecnologia mais avançada e podem trazer soluções de mobilidade que podem aumentar a qualidade de vida nas cidades, já que um transporte eficiente pode fazer com que mais pessoas deixem o carro em casa, diminuindo os congestionamentos e a poluição.
Claro que mobilidade urbana é muito mais que os veículos. As soluções em transportes vêm pelam implantação de sistemas multimodais interligados. Mas não se pode negar que a qualidade dos ônibus é fundamental nestes sistemas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Comentários

  1. Snoop disse:

    Mascarello e Ibrava fazendo sua parte… Cuidado, Maxibus! Quase uma década e meia de estrada e continua atrasada.

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