Opinião: Faixas de ônibus e a voz da minoria

ônibus protestos

Manifestantes na Avenida Carlos Lacerda contra faixas de ônibus bloqueiam passagem de coletivos. Reivindicações devem ser ouvidas e respeitadas, mas políticas públicas de fato devem beneficiar a maioria da população e as cidades precisam urgentemente de espaços para o transporte coletivo. Foto: Zanone Fraissat/Folhapress – Artigo: Adamo Bazani

Opinião: Faixas e corredores de ônibus e a voz da minoria
Grupos protestam contra espaços exclusivos para o transporte coletivo e vão na contramão do que se espera no espaço urbano das cidades
ADAMO BAZANI – CBN
Em junho de 2013, o Brasil assistiu uma série de manifestações populares contra os valores das tarifas de transporte público e pela melhoria nos serviços de mobilidade.
Esses objetivos só podem ser alcançados caso os transportes coletivos ganhem eficiência operacional, ou seja, velocidade comercial e readequação das linhas para a realidade da cada região.
Para que tal eficiência e velocidade venham se tornar uma realidade, o transporte coletivo deve ter prioridade no espaço urbano.
E, na época, muitos manifestantes tiveram consciência destes fatos e começaram a defender a prioridade ao transporte coletivo, assunto que ganhou mais força com os atos do ano passado.
Mas o discurso em prol da mobilidade urbana, muito bonito por sinal, parece que só vale até as mudanças no viário para esta melhoria baterem à porta de casa e, principalmente, do estabelecimento comercial.
Agora, as manifestações em São Paulo mudaram radicalmente de cara e são contra as faixas e corredores para ônibus.
Já foi mais que provado que o transporte público é uma maneira inteligente de usar o espaço na cidade. Um ônibus comum ocupa o lugar de quatro carros, mas transporta o equivalente ao que 80 veículos de passeio transportariam.
Todos sabem disso e não precisa ser nenhum especialista em mobilidade para saber que o ônibus economiza espaço e polui bem menos que a grande quantidade de carros.
Mas falta pensamento coletivo.
Não adianta a sociedade pedir transporte coletivo de qualidade e ao mesmo tempo, parte dela impedir que isso seja oferecido à população.
Nesta e na semana passada, a zona Sul e a região central de São Paulo têm sido palcos de protestos, uma minoria barulhenta, que reclama das faixas de ônibus em regiões como da Avenida Lins de Vasconcelos e da Avenida Lacerda Franco.
São comerciantes que dizem que as faixas de ônibus prejudicaram seus negócios já que dificultam o estacionamento dos carros de seus clientes nas ruas.
Claro que estes comerciantes devem ser ouvidos e a prefeitura buscar soluções que não os prejudique sem, no entanto, afetar a maioria que são os passageiros de ônibus.
Mas vale ressaltar que em diversas cidades do mundo, independentemente de faixas e corredores de ônibus, a restrição ao estacionamento nas vias públicas é uma alternativa de mobilidade.
Além disso, não parece que uma faixa que opera só nos horários de pico, das 6h às 9h e das 16h às 20h, os intervalos de operação mais comuns em São Paulo, possam atrapalhar estabelecimentos comerciais que funcionam, em sua maioria, das 9h às 18h.
A verdade é que a população está acostumada ao comodismo e há muita individualismo ainda na cultura do cidadão. Ele defende o bem estar da maioria, mas só se ele for parte desta maioria.
A faixa para ônibus é sim uma solução, não a única, é claro, para que os transportes públicos em São Paulo e na região metropolitana melhorem.
Por isso, este debate não se restringe apenas à cidade de São Paulo. Cidades médias também registram queixas de comerciantes contra as faixas e restrição de estacionamento. Exemplo é a Rua Carijós, em Santo André, no ABC Paulista, importante corredor de linhas municipais e intermunicipais de ônibus.
O engenheiro e especialista em mobilidade urbana Horácio Augusto Figueira, professor da USP – Universidade de São Paulo, prova em números que uma faixa de ônibus beneficia uma população maior que todos os carros que circulam pelas outras faixas na mesma via.
Ele tomou como base vias como Avenida Paulista, Avenida Rebouças e Avenida Brigadeiro Faria Lima.
Nestas vias, por hora passam aproximadamente 700 carros de passeio. Como em média na cidade de São Paulo um carro leva 1,4 pessoa, em cada faixa, passariam por hora 980 pessoas. Como estas avenidas têm três faixas, por hora passam nelas 2 mil 940 pessoas.
Já um ônibus, em média na cidade de São Paulo, leva 50 pessoas (considerando os momentos da viagem que ele está mais vazio e os momentos que atua com lotação máxima).
Por hora, circulam em avenidas deste porte 80 ônibus, atendendo em uma única faixa 4 mil pessoas, número superior às 2 mil 940 pessoas nos carros em três faixas.
O professor ainda mostra que retirando uma faixa para o carro, a utilidade da via se torna maior.
Numa conta direta, se em vez de três faixas, os carros contassem com duas, na mesma hora, a mesma quantidade de veículos de passeio transportaria 2 mil 240 pessoas. Se uma faixa continuasse a ser dedicada para os ônibus, somando as faixas para os carros e a destinada ao transporte coletivo, passariam por esta via, 6 mil 240 pessoas. Isso significa mais que o dobro das 2 mil 940 se as três faixas fossem só para os carros.
Comerciantes também se queixam das desapropriações que podem ser geradas pelos corredores de ônibus que atendem mais pessoas ainda. Dependendo do corredor, podem ser beneficiados de maneira direta de 10 mil a 40 mil passageiros hora/sentido.
Estes comerciantes devem ser respeitados e suas reivindicações não podem ser ignoradas.
Readequações nos projetos de corredores e em algumas faixas podem ser sim consideradas.
Mas o poder público não pode, por medo de prejudicar sua imagem em redutos eleitorais, deixar de avançar nas políticas de mobilidade urbana.
Em junho de 2013, ouvimos a voz das ruas que pediam transporte melhores. Em abril de 2014, o que grita mais alto é a voz da minoria.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

16 comentários em Opinião: Faixas de ônibus e a voz da minoria

  1. Entendo o seu ponto de vista, mas é sempre bom olharmos a questão mais profundamente, como morador da região posso afirmar que a região não é afetada por trânsito, nem mesmo nos horários de pico, utilizo ônibus todos os dias da semana e não tive sequer um segundo de ganho após a implementação das faixas, confesso que também elas não me atrapalharam, porém fiquei perplexo pelo fato se gastar dinheiro público implementando uma faixa onde é consenso não possuir trânsito e prejudicar moradores e comerciantes sem que sequer um passageiro seja favorecido, quando percebemos que o asfalto na Lacerda Franco, por exemplo, está completamente deteriorado e não possui manutenção ha anos. O trecho em que resido já possuia trafego de coletivos antes mesmo da implementação das faixas, até por isso tive de instalar janelas anti-ruído para conseguir descansar, uma vez que nossos coletivos, muitas vezes por falta de manutenção, apresentam ruídos ensurdecedores, acredito que o desvio de ônibus para o trecho da Lacerda Franco quase que exclusivamente residencial trará mais prejuízo do que benefícios para o paulistano, além do fato da avenida estar em região tombada devido a estar no entono do parque da Aclimação. Apoio as faixas exclusivas, porém devem ser implementadas com estudos com os dados apresentados a população, não simplesmente aumentando um número a ser explorado pelo prefeito em uma futura campanha.

  2. Na verdade, o protesto não é contra a faixa exclusiva de ônibus e sim, contra a bagunça que foi feita nas Avenidas Lins de Vasconcelos e Lacerda Franco (as duas principais do Cambuci). Inverteu-se a mão de direção para implantação da faixa de ônibus. Mas a Lins não necessita de faixa exclusiva, pois o trânsito da avenida é intenso mas não congestiona, quer dizer, até agora, pois desde a inversão da mão, passou a congestionar. Ou seja, mexeram aonde não precisava. Sou a favor de deixar a Lins com mão dupla e sem faixa de ônibus. Não existe necessidade e prejudica muito o comércio ,local.

  3. Eu já concordo com o artigo. As faixas de ônibus devem contemplar as linhas e não somente as vias. Assim, a Lacerda Franco isoladamente pode não precisar de uma faixa, mas se a faixa compor o trajeto dos ônibus ela deve existir sim para que não haja prejuízo no total da viagem. Não adianta o ônibus andar rápido numa via e depois voltar à velocidade antiga na outra. No final da viagem, o ganho vai ser pequeno.
    Quanto à inversão da mão de direção, me desculpem, mas o que ouço das críticas não é sobre isso e sim sobre a preferência aos ônibus.
    Gente, vocês merecem mesmo ser atendidos, mas pensem na maioria, por favor.
    Tem de mudar essa cultura de o cliente só ir a um comércio se puder parar o carro bem na porta.
    Andar algumas quadras a pé ou mesmo de ônibus não faz mal nenhum.
    É igual mãe que vai pegar filho adolescente na escola e para em fila dupla porque o filhão ou a filhona não pode caminhar até a esquina.

  4. Antonio Idevano dos Santos // 9 de Abril de 2014 às 00:35 // Responder

    O que me entristece é que nossos gestores, prefeito e o secretário de transportes, são frouxos quando isso ocorre, e acabam nos deixando com a dúvida de que lado estão. Vejamos o caso da Avenida Mateo Bei, comerciantes gritaram a prefeitura voltou atras e o que era bom durou dois dias, dois dias apenas, e tudo está como era, perdi a esperança.

  5. Os comerciantes da região segundo a reportagem, temem que suas vendas diminuam, pois os clientes não teriam como estacionar seus veículos. Gostaria de saber o que tais comerciantes vendem já que seus clientes não podem fazer compras utilizando o transporte coletivo.
    Caso tenha alguma loja que venda artigos que não possam ser transportados em ônibus, este comercio deve ter local adequado para estacionamento e/ou carga e descarga de seus clientes e fornecedores.
    Cabe lembrar que muitos congestionamentos são formados por veículos estacionados inadequadamente em vias públicas, prejudicando a fluidez do transito, e cabe lembrar mais ainda que o coletivo deve sempre prevalecer sobre o individual.

  6. Infelizmente acredito que a reação da Prefeitura com os corredores foi mais propaganda que benefício consistente, porque:
    – Desapropriar é complexo e delicado, precisa ter propósito claro e muito bem estruturado e sustentado. Muitos corredores foram propostos as pressas; outros são conceitualmente inviáveis, como o propalado BRT na Radial Leste. Incrível que não se considere a quase impraticabilidade de segregar no mínimo duas faixas e alterar toda a sinalização de avenidas supercongestionadas e complexas para tentar fazer fluir ônibus! Ônibus, sob qualquer forma e em qualquer lugar NÃO SÃO solução para ALTA CAPACIDADE.
    – Muito poucos corredores em Sampa são bem projetados, executados e operados, como o da Av. Ibirapuera ou o da Marquês de São Vicente. O da Paulista, como tantos outros, tumultua o trânsito e os muitos acessos das garagens a avenida.
    – A questão CRUCIAL da quantidade de linhas nos corredores é sistematicamente IGNORADA. Pior: a discussão estaciona em liberá-los para taxis e ônibus escolares ou não. A imprensa vez ou outra divulga absurdas 30 ou mais linhas (!) num só corredor, onde menos de 20% delas o percorrem em mais de 80% da extensão. Ora, entra-e-sai constante é antítese do conceito BRT.
    – Corredores não-BRT – ou TODOS os de Sampa – não são eternos: podem mudar de local ou vir a ser BRTs ou metrô. Esta é a característica principal do ônibus que o difere dos trens: versatilidade. Portanto faixas de ônibus bem projetadas/adaptadas/operadas podem ser extremamente úteis, mas dificilmente justificarão desapropriações.
    – Sinalização e faixas de pedestres são cruciais em corredores simples ou BRTs. Sem elas o corredor pode até fluir melhor os ônibus, mas será as custas de atormentar o resto do trânsito, de veículos e pedestres, além de causar riscos a segurança de todos.

    Enfim, se Kassab nunca teve coragem/determinação para fazer corredores, Haddad “jogou” faixas e corredores nas ruas e avenidas, com muito pouco critério.

  7. Esses comerciantes e clientes da região são uns verdadeiros egoístas, só pensam no próprio umbigo. Vermes da sociedade, por existirem pessoas destas é que a população em geral, os mais carentes, no Brasil não tem suas necessidades básicas atendidas. Aqui na Lins diminuiu bastante o nível de ruído, após a implantação das referidas mudanças citadas na reportagem.

  8. Concordo com o artigo e tem mais. A clientela destes comerciantes não podem estacionar os seus “carrinhos” a algumas quadras destes comércios e andar um pouco não??? Caminhar faz bem a saúde. Como dito aí acima, isso é que eu chamo de egoísmo. Na Av, Conselheiro Carrão foi a mesma ladainha, “é que está prejudicando o nosso comércio, porque o cliente não pode para o carro”… e bla. bla, bla… Meu, que se dane, para o carro duas ruas pra cima e venha a pé, ou pegue um ônibus, ou um táxi. Pô que comodismo idiota. Já o Sr. Luiz Vilela parece que vive no mundo da lua ou não mora na zona leste e fica palpitando de longe. Na zona leste não há mais o que se fazer com a linha 3 vermelha. Já disse isso aqui e vou repetir, a linha está saturada, não tem mais como diminuir os intervalos e mesmo que se faça não vai adiantar nada, pois seria só um paliativo. Talvez poderia se tentar diminuir os intervalos na CPTM Linha 11 coral. Mas também duraria pouco tempo. Só a título de informação nesta semana (dias 07 e 09 de abril de 2014), no período da manhã, já houve duas panes na linha 3, prejudicando milhões de passageiros. Nestes dois dias, tomei o ônibus e cheguei mais rápido do que se estivesse no metrô, graças as “malfadadas” faixas exclusivas. Imaginem se não tivessem as tais faixas. Agora melhor seria ainda se o corredor de ônibus BRTs (tão criticado pelo nosso amigo Luiz Vilela) fosse construído, os deslocamentos seriam ainda mais rápidos, eu tenho certeza que ajudaria a diminuir a superlotação da linha 3 vermelha, pois o cidadão saberia que tem outra alternativa eficiente e que o custo de sua construção é bem mais barata, rápida e viável, que se esperar anos pela construção de uma linha de metrô alternativa e que teria um custo altíssimo. Se vai tirar uma, duas ou até três faixas dos carros, não interessa, o coletivo deve prevalecer em detrimento do individual, como foi dito na matéria. Só assim teremos um transporte coletivo eficiente e mais barato. Eu moro em Itaquera e sei a necessidade de um corredor na Radial Leste.
    E tenho dito.

    • Edvaldo,
      Vou ao Tatuapé, altura da estação Carrão, muitas vezes por ano, de carro e pela linha 3.
      Concordo que linha 3 pouco pode melhorar e que fará pouca diferença se isto acontecer. Quem pode e PRECISA fazer MUITA diferença é linha 11/Expresso Leste, mas CPTM e governo enrolam inacreditavelmente com as melhorias e reformas nela.
      Conheço muito bem a Radial entre Carrão e Parque D. Pedro, o que me deixa tranquilo para afirmar que a quantidade de obras, desapropriações e interferências na pista da Radial e transversais causadas por uma obra de BRT (de verdade) não justificariam a obra. Acabaria resultando em mais enganação com o usuário.
      Um corredor de ônibus central tipo o da Marquês de São Vicente com linhas de ônibus muito bem alocadas e integradas a linha 3, linha 11 e a linhas que chegassem/atravessassem a Radial pode ajudar bastante; acho que seria a melhor solução. E já exigiria muitas passarelas e profundas mudanças de sinalização.

  9. Amigos, a reclamação maior é contra a mudança do transito para a Avenida Lacerda Franco, sem estudos, sem criterio algum, apenas para ganharem “quilometros” de vantagens. É uma via residencial, e com grandes aclives, hospital de porte, posto de saude, e algumas escolas infantis. Por la já trafegam 2 linhas de trolebus, que já sofrem muito na subida. Agora, com as mudanças, vao implantar semaforos no aclive. Vai ser dificil os onibus venceram o aclive ainda mais com semaforo. Imagine entao se a rede de trolebus parar, o que é usual,diariamente acontece.

  10. Q negócio mais “coxinha” esse…e a culpa disso é do ex prefeito covarde, mentiroso e omisso…e ladrão! e esse atual q tá perdidaço…! as pessoas deveriam protestar contra o TCM – SP…”COXINHA E TUCANO – MONSTRO”! e contra a nossa “querida”…presidente q não ajuda o Haddad a fazer o q tem q fazer! BRT é só pra BH, Porto Alegre, Brasilia – DF, Rio de Janeiro…e nós q nos fodamos mesmo!

  11. É fácil de posicionar por hipótese. Achar que sabe o que é bom para o outro estando bem longe, sem conhecer seu argumentos e necessidades. Como é sempre certo ser a favor dos corredores de ônibus, nenhuma opinião contrária é aceita, por princípio, independentemente do caso. Não é bem assim. Cada caso é um caso. Quem mora e usa as ruas e os ônibus da região é que deve opinar e decidir. O corredor não é o problema. O problema é que fizeram uma trapalhada no trânsito que afetou negativamente todo mundo, inclusive os usuários dos ônibus. Sou contra as mudanças decididas pela CET para a região.

    • Lúcia, tanto é aceita opinião que sua mensagem foi publicada.
      Só não foram usadas hipóteses no artigo e sim dados de estudos.
      Se o corredor (faixa, na verdade) não é o problema, creio que os protestos deveriam ser melhor direcionados.

  12. voces que sao a favor das faixas que foram implantadas onde os onibus convivem pacificamente com os carros e nao havia porque por faixas, a nao ser para multar quem tem carro e aumentar arrecadação deste prefeito imcopetente.
    Haja visto a faixa de onibus da 23 de maio sentido ibirapuera, é um caos, todo dia eu perco 45 minutos para andar 2,5 km, da praca campos de bagateli até a estacao da luz, gasta-se combustivel, piora o ar da cidade, aumenta a poluicao, isto porque devido o estreitamento de 4 para 2 faixas, a via desde o anhangabau até o final da av. santos dumont, fica tudo parado.
    Os incopetentes da CET deveriam analizar melhor, onde não ha transito e os carros convivem pacificamente com os onibus, nao ha porque implantar faixa, com certeza este trecho da lins de vasconcelos vai virar um caos, porque os caras da cet mexem nos semaforos que ficam demorados para pedestre,por conta disto os pedestres atravessam no meio dos carros por falta de paciencia na espera de abrir para eles, voces vao ver isto, eu presencio isto todos os dias na av. senador queiroz no centro,
    PT NA PREFEITURA NUNCA MAIS E TÃO MENOS NO GOVERNO DO ESTADO.

  13. Geo utilize o ônibus que você não perderá tanto tempo para trafegar da praça campos de bagateli até a estação da luz. É simples, deixe o carro na garagem de sua casa.

  14. Uma cidade não pode ser administrada para uma maioria e nem para uma minoria, uma cidade tem que ser administrada PARA TODOS.
    O PT e os Tecnoburocratas que há anos sonharam com estas mudanças e por mais de 10 anos nunca conseguiram, graças a galhardia e a resistencia justa dos que são contra atitudes imperialistas e arbitrárias, só conseguiram porque existe agora uma maioria petista na camara, smt e sptrans(torno).
    Uma cidade tem que ter linhas que ligam DIRETAMENTE os extremos da periferia ao centro e linhas INTERSETORIAIS que ligam zonas e bairros comerciais, coisa que parece ser uma ofensa grave falar isso para os fundamentalistas do sistema troncalizado.
    Uma cidade precisa de políticas democráticas de trânsito onde caminhoneiros, motociclistas e motoristas de carro particular possam circular livremente, sem barreiras (constitucional isso) para suas atividades comerciais, de lazer, trabalho e saúde.
    Um ABSURDO a Prefeitura com orgulho mostrar em comercial uma FILA QUILOMÉTRICA DE CARROS, MOTOS E CAMINHÕES PARADOS nas grandes avenidas, enquanto que ônibus trafegam em corredores adaptados, mal adaptados SEM SEGREGAÇÃO DE VIA livremente.
    DEMAGOGIA PURA EM PLENO ANO DE ELEIÇÃO.
    O cidadão que está na tal dita “minoria” também é cidadão igual ao que pega ônibus e não se preocupa se o próximo foi prejudicado com corredores mal planejados e linhas seccionadas e unificadas. O tal cidadão da “maioria” tem o perfil egoístico da famosa lei de Gerson onde levar a vantagem em cima de quem quer que seja é a grande vitória. “Grande Vitória” em cima de idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas que trabalham em pé o dia todo e precisam de fazer transbordos abusivos e inimagináveis em qualquer outra cidade equilibrada, pra pode chegar ao seu destino.
    Em qualquer cidade do mundo, mesmo as de terceiro mundo, se moderniza corredores, frota e sistema de bilhetagem, mas as linhas são mantidas por décadas, até século, porque são referências de locomoção e orientação a todo um país e não somente a cidade. É assim em qualquer cidade do mundo com um sistema eficiente de transito e transporte. Só aqui em São Paulo que existem “os iluminados” que se acham melhores que cientistas de logística do mundo todo…
    Não tem nada de benefício pra população este sistema ridículo implantado pela PMSP, tem sim, de benefício ao Grupo VIP e as cooperativas que apoiaram a campanha do Haddad.
    É a paga dele a quem apoiou ele, custe o que custar a quem for contra.
    Aí falam que é a “minoria”….

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