Suspenso aumento em BH e MP critica trabalhos da Ernest & Young

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Ônibus em Belo Horizonte. Justiça suspende aumento de passagens na capital mineira. MP critica trabalho da mesma empresa que faz auditoria em São Paulo.

Justiça impede aumento de passagem de ônibus em Belo Horizonte
Ministério Público critica trabalho da Ernest & Young, a mesma que verifica as planilhas na Capital Paulista
ADAMO BAZANI – CBN
A 4ª Vara da Fazenda Municipal de Belo Horizonte suspendeu o aumento nas tarifas de ônibus na cidade que estavam previstos para este domingo, dia 06 de abril de 2014.
A decisão liminar atende pedido do MP-MG – Ministério Público de Minas Gerais.
O órgão alega que desde novembro do ano passado pedia à BHTrans, Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte, dados consolidados ou parciais sobre a auditoria dos custos do sistema de ônibus e que não teve o pedido atendido pela prefeitura.
Os dados foram entregues apenas no dia 31 de março, após a BHTrans divulgar a conclusão da auditoria da Ernest & Young sobre as planilhas dos transportes.
Quase imediatamente depois, no dia 03 de abril, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Belo Horizonte, publicou no Diário Oficial do Município os reajustes.
A Ernest & Young sugeriu na auditoria o aumento no valor das passagens para equilíbrio econômico das empresas de ônibus que investiram em novos veículos e equipamentos para o BRT MOVE BH, sistema de corredores exclusivos.
A mesma empresa de consultoria foi contratada por R$ 4 milhões pela prefeitura de São Paulo para auditar os custos e lucros das empresas e cooperativas de ônibus da Capital Paulista.
O Ministério Público de Minas Gerais designou quatro peritos que vão analisar no prazo de um mês os trabalhos da Ernest & Young.
Mas os promotores já fazem uma crítica ao trabalho da empresa de auditoria. Segundo eles, a Ernest & Young apenas fez uma verificação independente de custos e em diversos aspectos se baseou em custos gerais de mercado.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a Ernest Young não analisou as planilhas das empresas de ônibus, não teve acesso integralmente às movimentações financeiras dos consórcios e usou dados por amostragem, o que não pode ser considerado uma auditoria.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, disseram no dia 27 de março de 2014, quando apresentaram as linhas gerais dos planos de auditoria na Capital Paulista, que os trabalhos da Ernest & Young seriam semelhantes aos que foram realizados em Belo Horizonte.
As tarifas subiram de R$ 2,65 para R$ 2,85 para as linhas diametrais, semi-expressas, radiais, perimetrais e troncais. Já as passagens das linhas circulares e alimentadoras passariam de R$ 1,90 para R$ 2,05. A tarifa dos ônibus que circulam em áreas de baixa renda seriam reajustadas de R$ 0,60 para R$ 0,65.
As linhas curtas de serviço executivo teriam tarifa reajustada de R$ 4,00 para R$ 4,40. Já para as linhas mais longas, as passagens poderiam chegar a R$ 5,40.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Suspenso aumento em BH e MP critica trabalhos da Ernest & Young

  1. josefeliperocha // 6 de Abril de 2014 às 06:26 // Responder

    e a confiança que eu tinha nessa auditoria, acabou de ir por água abaixo.

    • Ernest young nunca foi de confiança, pesquise e vera que ha processos nos EUA contra ela por fraudar contas de instituicao financeiras!!

1 Trackback / Pingback

  1. Prefeitura de Belo Horizonte anuncia “pente-fino” nas contas das empresas de ônibus – Diário do Transporte

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