Com medo de não pagamento do dissídio, justiça marca audiência e tenta evitar greve de ônibus em Curitiba

ônibus

Ônibus em Curitiba. TRT diz que empresas não cumpriram dissídio e tenta com audiência evitar greve de motoristas e cobradores. Companhias dizem que pagamento é na segunda-feira

Empresas de ônibus de Curitiba e Região ainda não pagam aumento de salários
Para evitar greve, Justiça do Trabalho marcou audiência
ADAMO BAZANI – CBN
As empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana não pagaram os aumentos salariais determinados em dissídio coletivo determinado em fevereiro deste ano. As empresas de ônibus negam e dizem que a data do pagamento é segunda-feira.
A informação da possibilidade de não pagamento é do TRT/PR – Tribunal Regional do Trabalho do Paraná.
A vice-presidente do Tribunal, desembargadora Ana Carolina Zaina, marcou uma audiência para esta sexta-feira com as empresas de ônibus, sindicato dos trabalhadores, Prefeitura de Curitiba, Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba e Governo do Estado do Paraná.
A justiça quer explicações dos empresários de ônibus sobre o não pagamento dos reajustes e as declarações das companhias de que não poderiam arcar com os aumentos.
A desembargadora disse também que pretende evitar uma nova greve de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana.
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana aprovou um indicativo de greve para o dia 07 de abril.
A entidade pediu que as empresas de ônibus fossem multadas em R$ 500 mil caso não cumpram o acordo.
As companhias de ônibus afirmaram que estão no prazo e que vão cumprir o dissídio, não havendo motivos para a população se preocupar.
O acordo firmado na Justiça Trabalhista em fevereiro prevê aumento salarial de 9,28% para os motoristas e cobradores, sendo que 5,26% equivalem ao acumulado da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – INPC-A e 3,28%.
Com isso, o salário de um motorista de ônibus passaria para R$ 1814,93 e dos cobradores para R$ 1028,10 em Curitiba e municípios que formam a RIT – Rede Integrada de Transporte.
Foi determinado no dissídio também abono de R$ 300 e reajuste de 10,5% no valor da cesta básica.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN especializado em transportes

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: