Tarifa-técnica e subsídios sobem em Curitiba e região
Publicado em: 28 de março de 2014

Para manter integrações e passagem no valor de R$ 2,70, Governo do Estado do Paraná e Prefeitura de Curitiba assinam convênio que eleva os subsídios para o sistema de transporte da RIT.
Tarifa-técnica de Curitiba e Região Metropolitana sobe para R$ 3,18
Subsídios vão ser ampliados para que não haja aumento no valor da passagem e para garantir a integração entre a capital e treze cidades que formam a RIT
ADAMO BAZANI – CBN
A Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., autarquia municipal que gerencia os transportes da capital paranaense e de mais treze cidades, e a Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, órgão do governo do Estado, renovaram por mais seis meses o convênio para que a empresa municipal continue gerenciando os serviços metropolitanos e para manutenção das integrações entre os ônibus que circulam em Curitiba e os veículos que ligam a cidade aos municípios vizinhos que fazem parte da RIT – Rede Integrada de Transporte.
O valor da tarifa-técnica, correspondente aos custos do sistema e recebida pelas empresas de ônibus, subiu dos atuais R$ 2,93 para R$ 3,18.
Para continuar com as integrações e com a tarifa-social, a que é paga pelos passageiros no valor de R$ 2,70, foi necessário aumentar os subsídios às companhias de ônibus.
Agora, o sistema passa a receber diretamente por mês R$ 10 milhões, sendo R$ 7,5 milhões do Governo do Estado do Paraná e R$ 2,5 milhões da Prefeitura de Curitiba.
Além disso, as empresas de ônibus vão contar com mais R$ 40 milhões por ano em isenção do ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – em 21 cidades. Segundo o Governo do Estado, apenas as companhias de ônibus que operam em Curitiba e nas treze cidades da RIT vão contar com aproximadamente R$ 20 milhões referentes a esta isenção tributária.
COMO FOI DETERMINADO O VALOR:
Segundo a Prefeitura de Curitiba, foi possível chegar aos R$ 3,18 pela tarifa-técnica porque foram revistos sete itens das planilhas dos transportes. As empresas de ônibus queriam receber R$ 3,33 como tarifa-técnica por passageiro transportado.
O valor de R$ 3,18 é uma média entre a tarifa-técnica somente da cidade de Curitiba, que é de R$ 2,93, e a tarifa-técnica recebida pelas empresas do sistema metropolitano, que é de R$ 4,07, ponderada pelo número de passageiros transportados.
O déficit do sistema coberto por estes subsídios, segundo explicação da assessoria de imprensa do Governo do Estado, é “calculado pela diferença da tarifa técnica metropolitana, menos a tarifa do usuário, vezes o número de passageiros metropolitanos (5,4 milhões de pessoas). Como o número de passageiros varia todos os meses, o governo do Estado poderá repassar para a Prefeitura de Curitiba até R$ 7,5 milhões para reduzir o impacto na tarifa do usuário”.
O convênio tem duração de seis meses, até o final de agosto. Há uma série de obrigações por parte do Governo do Estado do Paraná e das empresas de ônibus para que a Urbs deposite o dinheiro no sistema.
– A Comec deve realizar até o final do convênio a licitação das linhas metropolitanas, que hoje operam por permissões e não por contratados nos moldes da Constituição Federal de 1988 e da Lei de Licitações 8666/93.
– Realizar os repasses dos R$ 7,5 milhões à Urbs até o dia 10 de cada mês.
Caso estes itens não sejam cumpridos, a Urbs pode automaticamente cancelar os repasses para as empresas metropolitanas. Esta incumbência passaria a ser da Comec.
Os municípios que integram a RIT são: Curitiba, Almirante Tamandaré, Pinhais, São José dos Pinhais, Araucária, Contenda, Colombo, Campo Magro, Campo Largo, Bocaiúva do Sul, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Piraquara, Fazenda Rio Grande.
Confira quando foram implantadas as integrações tarifárias entre a capital Curitiba e 13 cidades da região metropolitana:
05/04/1996: Almirante Tamandaré
11/05/1996: Pinhais
17/07/1996: São José dos Pinhais
20/07/1996: Araucária
20/07/1996: Contenda
21/09/1996: Colombo
06/03/1997: Campo Magro
12/04/1997: Campo Largo
01/07/1997: Bocaiúva do Sul
19/04/1998: Rio Branco do Sul
19/04/1998: Itaperuçu
01/07/1999: Piraquara
02/09/2000: Fazenda Rio Grande
A RIT foi criada inicialmente no município de Curitiba nos anos de 1980. Em 1986, a Urbs passou a gerenciar o sistema de transportes Curitiba.
As empresas que hoje operam a RIT são:
As empresas operadoras são:
Auto Viação Marechal Ltda
Transporte Coletivo Glória Ltda
Auto Viação Nossa Senhora da Luz
Empresa Cristo Rei Ltda
Auto Viação Nossa Senhora do Carmo Ltda
Viação Cidade Sorriso Ltda
Auto Viação Redentor Ltda
Auto Viação Curitiba Ltda
Auto Viação Mercês
Viação Tamandaré
Expresso Azul Ltda
Auto Viação Santo Antônio
Araucária Transporte Coletivo Ltda
Empresa de Ônibus Campo Largo Ltda
Leblon Transporte de Passageiros Ltda
Viação Nobel
Auto Viação São José dos Pinhais
Empresa de Ônibus São Brás Ltda
Viação Colombo Ltda
Empresa Antonina
Viação Graciosa Ltda
Viação Marambi Ltda
Viação Piraquara Ltda
Reunidas S/A Transportes Coletivos
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes


Isso é uma coisa tão sem lógica que da até um nó na cabeça…
Primeiro a prefeitura diz que dá para diminuir a tarifa técnica, aí semanas depois ela acaba aumentando o valor?!! Da até pra suspeitar que rolou uma propina…
Irlan você está certo ! Propina é o que mais tem no transporte coletivo de Curitiba que dizem ser modelo (?) para o Brasil ! Como? se em 2011 copiou a idéia de São Paulo e exigiu que as empresas se formassem em apenas 3 consórcios ?
Importante destacar que o prefeito Fruet foi eleito no 2o.turno recebendo apoio do grupo de lernistas que trabalha dentro da prefeitura! O outro candidato não teve capacidade e nem seriedade de manter-se na disputa mantendo o primeiro lugar por causa do pai que ele tem que não transmite nenhuma seriedade em seu programa do SBT! Ratinho foi um mau aluno do CADEIA 190, o usado ex-deputado Alborghetti, falecido em 2009. Tanto Alborghetti como Enéas diziam lá atrás coisas que hoje viraram realidade em centenas de cidades Brasil afora e a violencia se alastrando como uma praga em todo o País onde nem mesmo as cidades pequenas deixam de ter gangues e assaltos em plena luz do dia!
Uma correção na matéria do jornalista Adamo Bazani: as empresas de nomes LUZ, CARMO, AGUA VERDE e CURITIBA não existem mais! O que ocorre é que os códigos dessas empresas que usavam as letras C, E, J e L foram mantidos e estao sendo ocupados pelas empresas metropolitanas que entraram nas linhas urbanas.
Apenas a título de curiosidade, a empresa metropolitana SÃO JOSÉ é do mesmo dono da CARMO e ela hoje ocupa o código E que era da CARMO e a mesma SÃO JOSÉ nas linhas metropolitanas usa o código 20.
A única novidade em Curitiba foi a entrada da TAMANDARÉ no sistema pois passou a usar o código K na numeração dos ônibus uma vez que antes de 2011 (licitação) NUNCA existiu o código K.
Outra curiosidade no transporte curitibano é que o código I nunca existiu e o código F não existe há mais 10 anos pois o código F era usado para os ônibus da frota própria da URBS (órgão da prefeitura municipal) e ela tinha apenas articulados numerados de FR001 à FR088 ou seja 88 articulados (sendo que 50 deles eram CIFERAL Alvorada VOLVO B58E ano 1988)