Indústria de ônibus sofre revés e pode registrar queda de até 20% no último trimestre

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Ônibus rodoviário novo. Mercado ia bem, mas expectativa é de queda caso não sejam tomadas medidas urgentes. Foto: Adamo Bazani.

Indústria de ônibus sofre revés e pode registrar queda de até 20% no último trimestre
Fabricantes dizem temer corte empregos pela baixa na produção no final do ano
ADAMO BAZANI – CBN
A indústria de ônibus tinha tudo para registrar um dos melhores anos da história em 2013 com crescimento na produção e manutenção, ou até mesmo ampliação, no nível de emprego.
Tinha. Porque agora o cenário mudou drasticamente.
Quem afirma é o presidente da Fabus – associação que reúne as fabricantes de carrocerias de ônibus no Brasil, José Antônio Fernandes Martins, que também é vice-presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Em entrevista ao Blog Ponto de Ônibus / Canal do Ônibus na manhã desta segunda-feira, dia 11 de novembro, o dirigente diz que se não forem tomadas atitudes de incentivos por parte do Governo Federal, a queda pode ser expressiva e comprometer níveis de emprego no setor.
“O crescimento de 18% divulgado pela Anfavea é real mas foi até setembro. Agora estamos com um cenário completamente diferente. A produção de ônibus pode cair entre 15% e 20% neste último trimestre. Como o setor de fabricação de carrocerias necessita de muita mão de obra pela forma como os ônibus são produzidos, se não houver nenhuma ação para reequilibrar os números, o nível de emprego pode estar comprometido” – disse Martins à reportagem.
Ele cita dois principais motivos para a mudança do cenário que outrora era otimista.
“As manifestações do meio do ano, que resultaram em redução de tarifas, mas não de custos na mesma proporção das empresas, acertaram em cheio o segmento de ônibus urbanos. O setor de ônibus rodoviários também parou em função das incertezas sobre a licitação dos serviços interestaduais e internacionais pela ANTT – Associação Nacional dos Transportes Terrestres” – explicou.
A indústria de ônibus não se colocou contra a liberdade de expressão e nem contra a modernização dos transportes rodoviários, mas acredita que todas as concessões feitas deveriam vir com contrapartidas e todos os projetos de reestruturações do setor devem vir com planejamento e ampla discussão.
José Antônio Fernandes Martins disse que a Fabus prepara um documento para o Governo Federal, mas a situação já foi explicitada para o poder público.
Ele aponta três alternativas para que os números possam se equilibrar:
– A manutenção do sistema de autorização no caso dos ônibus rodoviários pelo menos até que a licitação da ANTT não gere incertezas para os empresários.
– A criação de uma nova fase do PAC Equipamentos para suprir a demanda de 8 mil a 10 mil ônibus escolares.
– A aceleração nos investimentos e de obras de infraestrutura para a colocação nas ruas de aproximadamente mais 2 mil ônibus urbanos de categoria e capacidade superiores para sistemas de BRT – Bus Rapid Transit, corredores de ônibus exclusivos.
Martins explicou que mesmo as manifestações sendo entre junho e julho, a indústria só sentiu agora os impactos porque naqueles meses ainda havia encomendas sendo entregues.
Antes deste revés, a indústria projetava um crescimento em torno de 10% sobre 2012, o que representaria cerca de 40 mil 200 unidades de ônibus produzidas.
Agora, os números são incertos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

4 comentários em Indústria de ônibus sofre revés e pode registrar queda de até 20% no último trimestre

  1. Ádamo, é exatamente isso que o nosso setor vem atravessando e atravessará daqui pra frente, .
    se o governo não fizer algo que auxilie o setor. O ano de 2.014 trará sérios problemas à sociedade, à industria, ao próprio governo. Roberto Ferreira – diretor executivo –
    FABUS-ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE ÔNIBUS=- 11-11-13

  2. Mas, o Poder Público não assumiu a redução da tarifa? Então, por que as empresas de ônibus estão chorando?

  3. Amigos, boa noite.

    PREVISIVELLLLLLLLLLLLLLLLLL

    O Estado so precisa fazer uma coisa.

    Parar de atrapalhar a iniciativa privada, seja do Buzao seja em que area for.

    Se a tarifa do Buzao tiver que ser R$ 10,00 , tem de ser pronto e acabou.

    A PMSP nao aumentou o IPTU, entao, porque as empresas do Buzao nao podem aumentar a tarifa.

    E contabilidade minha gente, nao ha outra forma.

    Mas esperem que vem ai, muito em breve, o aumento dos combustiveis, um lindo presentinho de natal.

    JINGLE BELL, JINGLE BELLL

    Aguardem.

    Att,

    Paulo Gil

  4. Acho exagerada esta declaração… Todos sabemos que ao menos os ônibus urbanos são em maior parte velhos, andam lotados, as empresas ganham uma nota preta em cima… Duvido que alguns centavos iriam gerar uma crise e tamanhos prejuízos… Como a moça falou acima; e nas cidades que o poder público encobriu a tarifa??? As montadoras sempre estão chorando, quer a economia esteja bem ou esteja mal, jogam os empregos na mesa e o governo socorre com a justificativa já combalida da manutenção dos empregos… E quando a economia vai bem, porque o salário dos trabalhadores nas empresas e montadoras não aumenta e a renovação de ônibus não é compatível com o lucro???

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