Híbrido Volvo de dois andares no Parque Nacional do Iguaçu

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Parque Nacional do Iguaçu conta agora com ônibus de dois andares elétricos híbridos. Divulgação

Híbridos de dois andares começam a circular no Parque Nacional do Iguaçu
Serão cinco unidades menos poluentes. Três já foram adquiridas
ADAMO BAZANI – CBN
A Volvo entregou três das cinco unidades dos ônibus híbridos de dois andares à empresa Cataratas do Iguaçu S/A, responsável pelo serviço de transporte dentro do Parque Nacional do Iguaçui
Os outros 13 ônibus em operação continuam prestando serviços.
O ônibus é movido por dois motores, um a eletricidade, que opera quando o ônibus está parado, freia e até 20 quilômetros por hora e outro a diesel, a partir desta velocidade. De acordo com a Volvo, o ônibus reduz em 50% a emissão de gases poluentes em relação aos ônibus com tecnologia Euro 5. Em relação aos veículos com tecnologia Euro 3, que circulam no parque atualmente, a redução de emissões é ainda maior, atingindo 90%.

“O nosso híbrido está totalmente alinhado à proposta de preservação do meio ambiente do Parque Nacional do Iguaçu e às atuais demandas por transporte sustentável, tanto do ponto de vista econômico quanto do ambiental”, afirma em nota à imprensa, Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin America.

Os ônibus têm carroceria especial de dois andares Marcopolo Viale DD Sunny, com linhas do modelo BRT e vista panorâmica, para que todos os visitantes transportados tenham ampla visibilidade do Parque Nacional do Iguaçu, proporcionando maior contato com a natureza.

Em nota, a empresa também fala sobre as vantagens do veículo.

“A opção pelo transporte híbrido atende uma necessidade do Parque, que é a de permitir a circulação de veículos pelas dependências da unidade de conservação causando o menor impacto”, afirma o chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Pegoraro. O Parque Nacional do Iguaçu abriga o maior remanescente de Mata Atlântica da região sul do Brasil e protege uma riquíssima biodiversidade, constituída por espécies representativas da fauna e flora brasileiras, das quais algumas ameaçadas de extinção.

Os ônibus que circulam na área interna do Parque Nacional do Iguaçu transportam em média, por ano, 1,2 milhão de passageiros, o equivalente a 80% do total de turistas que visitam a unidade. Em média, cada veículo faz entre cinco e 15 viagens, com saídas do Centro de Visitantes e vai até o espaço Porto Canoas que é o ponto final do circuito.

Menos emissões

Os ônibus híbridos da Volvo consomem até 35% menos combustível e, consequentemente, emitem 35% menos gás carbônico. “Em um ano de operação, o veículo deixa de emitir 33 toneladas de CO2 comparado aos veículos à diesel com a mesma capacidade de passageiros”, explica Fábio Lorençon, coordenador da engenharia de vendas da Volvo Bus Latin América.

Além disso, o híbrido emite 50% menos material particulado (fumaça) e NOx (óxidos nocivos à saúde), em relação aos veículos com tecnologia Euro 5. Outra vantagem é que é mais silencioso que os ônibus movidos a diesel e, quando está parado nos pontos de embarque e desembarque de passageiros, não emite ruído.

Modelo de negócio

Com o início da produção de ônibus híbridos em Curitiba, em junho do ano passado, a Volvo criou um novo modelo de negócio. A venda dos híbridos inclui um pacote de soluções que garante a tranquilidade e a segurança dos operadores de transporte. Neste pacote estão incluídos, além do chassi, a manutenção plena do veículo – desde a troca de óleo até reparos -, mecânicos especializados, equipamentos e ferramentas para trabalhar na garagem do cliente.

“Ampliamos a nossa oferta de planos de manutenção plena, disponíveis para os veículos 100% à diesel, para os híbridos, propiciando aos operadores todo suporte e disponibilidade a um custo fixo equivalente por quilômetro rodado”, informa Euclides Castro, gerente de ônibus urbanos da Volvo Bus Latin América.

Outro diferencial deste modelo de negócio é que a bateria do motor elétrico não é vendida. A empresa assina com o cliente um contrato de prestações mensais que cobre qualquer reparo e trocas da bateria até o final da vida útil do veículo.

“Ao assumir a responsabilidade pela bateria, garantimos aos nossos clientes um custo linear, sem riscos e sem surpresas. Além disso, asseguramos uma destinação final ambientalmente correta quando substituída por uma nova”, reforça Castro.

A bateria desenvolvida pela Volvo para os ônibus híbridos é a mais avançada do mercado. Com apenas 200 quilos, permite que o veículo transporte a mesma quantidade de passageiros que os ônibus equivalentes (até 90 passageiros).

Tecnologia

O ônibus híbrido tem uma tecnologia revolucionária e é a solução híbrida mais avançada já desenvolvida. Chamada de “Híbrida em Paralelo”, foi projetada para um ônibus com dois motores, um a diesel e outro elétrico, que funcionam em paralelo ou de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora.

O motor diesel entra em funcionamento em velocidades mais altas. A cada vez que se acionam os freios, a energia de desaceleração é utilizada para carregar as baterias. Quando o veículo está parado, seja no trânsito, em pontos de ônibus ou em semáforos, o motor diesel fica desligado.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Com informações Volvo

3 comentários em Híbrido Volvo de dois andares no Parque Nacional do Iguaçu

  1. Amigos, bom dia.

    PARABÉNS PARABÉNS, esse produto merece duplo PARABÉNS.

    Genial VOLVO, já conseguiram colocar um Buzão deste para teste em SMAPA.

    Nem em experimento né, ô atraso de Sampa.

    Acho que nem em 2099.

    Bom mas isto é outra história e triste.

    Esse Vialle misturado com G7, ficou esquisitinho mais interessante.

    É o Vialle Gsetado, rssssssssssss

    No Corredor Terminal Vila Jaguara – Terminal Shoppong Morumbi poderia apresentar resultados satisfatórios.

    Parabéns VOLVO.

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzão e Emoção é a Paixão”

  2. MARCOS NASCIMENTO // 9 de outubro de 2013 às 01:29 // Responder

    Correto seria chamar esse modelo de MARCOPOLO Viale DD BRT e não apenas VIALE BRT, embora ele na verdade tenham apenas o design de um BRT mas não seja um BRT pois não é ônibus do tipo urbano sendo usado em corredor de transporte. Na verdade a MARCOPOLO sempre pecou na denominação correta dos modelos e isso vem de longo tempo! Lembro que em 1980 surgiu um modelo que era a cara do TORINO geração IV porém foi denominado como SANREMO II embora fosse bem diferente do tradicional SANREMO. Foi então que em 1983 e com pequenas e imperceptíveis diferenças no lugar do VENEZA II e do tradicional SANREMO produzido na epoca em Betim-MG (do qual a Viação Verdun do RJ teve muitos!) surgiu a quarta geração de urbanos denominada como TORINO porém muito similar ao antecessor SANREMO II que era muito usado em Curitiba nos corredores expressos. Confusões à parte (e hoje elas continuam com a denominação GRAN VIALE que passou apenas a chamar-se VIALE !) a MARCOPOLO continua sendo uma fantástica e inovadora encarroçadora com soluções inteligentes para cada tipo de transporte!
    E espero que o próximo urbano reestilizado pela MARCOPOLO não continue sendo o TORINO pois até mesmo o atual Torino G7 conhecido também como Torino 2007 está bem diferente do primeiro Torino de 1983. MARCOPOLO ! Usem a criatividade ! Dêem um nome diferente ao novo modelo que será lançado no fim desse ano !!!

  3. Marcos, bom dia.

    De acordo, sem contar que esse Torino já devia ter mudado de cara faz teeeemmmmmpo.

    Att,

    Paulo Gil

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