Piracicabana e Marechal têm contratos suspensos no DF

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Viação Piracicabana comprou ao menos 404 Torino Mercedes Benz para renovar a frota do lote 01 do Distrito Federal. Justiça suspende, em liminar, contrato da empresa e da Viação Marechal. A alegação é de que as duas são ligadas a grupos empresariais que se relacionam, sob controle de Constantino de Oliveira, e que a contratação de um escritório de advocacia poderia tirar a isenção do resultado do certame. Foto: Divulgação.

Piracicabana e Marechal têm contratos suspensos pela Justiça no DF
Decisão da Justiça se baseia em suposta ligação entre as duas empresas. Grupos coligados ou que fizeram suposatos acordos no processo de licitação não podem operar mais de um lote operacional, de acordo com o edital
ADAMO BAZANI – CBN
Conluio entre empresas, cartel e ligação entre grupos operacionais. Estes foram os motivos pelos quais o juiz Mário Henrique Silveira de Almeida, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Brasília, suspendesse os contratos assinados na mais recente licitação com a Viação Piracicabana, no lote 01, e Viação Marechal, no lote 04, do sistema do Distrito Federal.
A suspeita é de que a vitória das duas empresas favorece o grupo do empresário Constantino de Oliveira, o Nenê Constantino. Um mesmo grupo, familiares com vínculos de negócios ou grupos relacionados não podem, segundo o edital, operar mais de um lote no Distrito Federal.
A Marechal é controlada pela família Gulin, mas há indícios de apoio de Constantino (por isso grupos relacionados ou com interesses comuns) e de um ajuste para que a empresa no lote 04, facilitasse a Piracicabana no lote 01, isso segundo a ação popular. As empresas negam relação.
A decisão é liminar, cabe recurso, mas a Justiça determinou a suspensão dos contratos até a realização de nova licitação.
A 1ª Vara da Fazenda Pública de Brasília se baseou em denúncias de ligação entre a Piracicabana e a Marechal e na suposta falta de transparência na contratação de um escritório de advocacia de Curitiba, no Paraná, para fazer consultoria para os membros da Comissão de Licitação dos Transportes do Governo do Distrito Federal – GDF e emitir pareceres. A denúncia foi feita com base em ação popular.
A sentença alega falta de transparência na contratação deste escritório, cujos detalhes não foram informados nas publicações oficiais relacionadas à licitação. Não foram esclarecidos tipos de serviços, prazos e valores.
A contratação de escritórios de advocacia para fazer consultoria em licitações é permitida por lei, mas no caso de Brasília, o Distrito Federal poderia contar com a Procuradoria do DF, de acordo com o entendimento da Justiça.
Ainda de acordo com a justiça, o escritório deu parecer favorável às empresas. Mas a Piracicabana e a Marechal foram clientes deste grupo de advogados, o que segundo a Justiça, pode tirar a isenção do parecer.
O início das operações da Marechal estava previsto para outubro e da Piracicabana para dezembro.
O lote 1, da Piracicabana, abrange o Plano Piloto, Sobradinho 1 e 2, Planaltina, Cruzeiro, Lago Norte, Sudoeste/Octogonal, Varjão e Fercal. Já o lote 4, da Marechal, inclui as operações em parte de Taguatinga, Ceilândia e do Park Way, além de todo o Guará e Águas Claras.
Cabem recursos à decisão, que é de primeira instância.
DENÚNCIAS FORAM FEITAS POR DEPUTADA INVESTIGADA:
As denúncias contra o escritório de Sacha Reck, de Curitiba, foram feitas pela deputada distrital Celina Leão.
Ela diz que o Governo do Distrito Federal disse que o escritório foi contratado com recursos do BID – Banco Interamericanao de Desenvolvimento, mas que a instituição negou que tenha liberado a verba para este fim.
A deputada foi investigada por fraudes, como contratação de parentes e de funcionários fantasmas, além de não esclarecimento de uso de recursos públicos quando era chefe de gabinete da então deputada distrital, Jaqueline Roriz.
Celina nega o esquema e diz que as denúncias são perseguição política por ela fazer oposição ao Governo do Distrito Federal.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

10 comentários em Piracicabana e Marechal têm contratos suspensos no DF

  1. Marisa Vanessa Norberto da Cruz // 28 de setembro de 2013 às 14:07 // Responder

    Até ontem eu achava que a Marechal fosse dos Gulin.

    • O mais enrolado, também é. – também.
      É da família Gulin, mas de acordo com a ação, há indícios de participação indireta e uma suposta manipulação para que a Marechal assumisse o lote 04 e deixasse a Piracicabana quase sem concorrência de verdade no lote 01

  2. Amigos, boa tarde.

    Este é o país do carnaval mesmo,alía o calendário está errado, pois o carnaval acontece os 365 dias do ano em todas as esferas.

    Quanta inocência!

    Quem tem capital para comprar 404 Torinos ?

    A Viação Bate Lata ?

    Claro que nãaooooooooooooooooooooo

    Conta-se de cabeça, quantos empresários tem esse capital ou esse crédito.

    Portanto, maiS uma PRVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL.

    A desgraça desse país é que não deixam quem quer trabalhar, trabalhar.

    Eu adoraria participar dessa licitação e ter a Viação PG rodando no DF, afinal tudo plano, sem grandes desgastes do Buzão.

    Agora sabe por que a Viação PG não participou da licitação ?

    Primeiro, porque infelizmente a Viação PG, NÃO EXISTE.

    Segundo porque eu não tenho capital nem para comprar um micrinho usado, portanto
    deixem o mundo de faz de conta e caiam na real.

    Só quem tem capital ( e muito) é que participa de licitação de Buzão.

    Portanto parem de atrapalhar o Brasil e deixem o pais e o Buzão rodar, para felicidade geral da nação.

    Quando pensaremos grande ?

    Será que nunca.

    Quanta incompetência.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Ambas têm ligação com o Constantino, a Piracicabana pertence ao grupo Áurea, que é esposa do Constantino dono da Pioneira,Planeta,administra a Satélite, Cidade de brasília a Marechal vai emprestar o nome moral de estoria tá tudo dominado.

  4. Prá quem não sabe! Antes da MARECHAL de Curitiba pertencer a família Gulin, ela era de propriedade de um deputado do Paraná! Inclusive durante muitos e muitos anos de todas as empresas do sistema a Marechal era a que tinha os carros mais velhos do sistema (porém, muito bem conservados). Busólogos mais antigos devem se lembrar dessa época! Era a época do final dos anos 80 onde ainda circulavam muitos ônibus da marca NIMBUS com motor dianteiro e modelo de nome: HARAGANO. A Marechal era a única empresa que tinha ônibus nessa configuração. As outras empresas urbanas tinham o HARAGANO na versão expresso e com motor traseiro. Como a Marechal não tinha linhas expressas (ônibus vermelhos) ela operava na época linhas convencionais utilizando-se de várias marcas, entre as quais os HARAGANO de motor dianteiro. Curiosa é a relação de interesses que existe no Grupo comandado pela família Gulin com o grupo do Constantino. Esse tipo de acordo infelizmente ocorre em N partes do País, só que na maioria deles tudo vira em pizza, o que no caso de Brasília parece que não irá ocorrer (pelo menos é esta impressão que fica), o judiciário parece ser bem mais atuante do que no resto do País. As ilegalidades verificadas nas cidades do Estado de SP são revoltantes porém em nada se comparam com as ilegalidades contratuais existentes nos consórcios “abençoados”pela prefeitura des-governada de Eduardo Paes que inseriu na frota a exigência de todos os ônibus com visual de embalagem de remédio! Não sei o que ocorre no judiciário dessas outras cidades. O Interligado da capital paulista é outra aberração criada em 2002 na qual misturou N empresas em um só consórcio, o transporte não melhorou de qualidade, os ônibus continuam tão lotados como antes e tudo ficou com aparência de uma coisa só! Única coisa boa que SAMPA tem é a qualidade dos ônibus com chassis de ônibus de verdade, bem como uma frota em boas condições (exceção é claro, da área 4, justamente a área que teve uma reassinatura de contrato em 2007 no des-governo do ex-prefeito TAXAB! Curiosamente por causa disso a “licitação” que será feita em 2014 pelo Prefeito Haddad (aliado de Maluf) NÃO contemplará a região 4 da cidade, justamente a pior da cidade e a PRIMEIRA que deveria ser alvo de investigação pela sua inoperância!

  5. Ednei Aparecido Gomes Nogueira // 28 de setembro de 2013 às 20:44 // Responder

    Essa celina leao so q o mal para a população do df,ela e amiga do Vagner canhendo e do Valmir amaral,acho q ela que nos anda nesses carros de 1980,e brincadeira.

  6. Enquanto existirem Constantino, Ruas, Belarmino, Gulin, Baltazar, Ronan e outros grupos podres no transporte por ônibus no Brasil, não há de se ter esperança que isso melhore. São velhos que só querem lucro explorando e humilhando os mais humildes. E essa “lição de vida” esses caras passaram aos seus descendentes, que estão mostrando que já aprenderam muito bem.

  7. olha ate agora essa licitação de transporte brasilia barca furada, chegamos mes de outumbro cade onibus das empresa hpi ita e marechal , até agora só apresentou tres empresa com onibus novos, hp ita e marechal não apresentou o carro novo já estamos no mes de outumbro.

  8. trabalhei no transporte publico de Brasilia e sei muito bem como tudo isso funciona….a viação Piracicabana fez a compra de 404 marcoopolo torino. porem a licitação me diz que são 417 veiculos na bacia 01…

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