Desafio intermodal: Carro não é mais eficiente

ônibus

Ônibus em Corredor Metropolitano. Bicicleta e ônibus foram surpresas agradáveis no Desafio Intermodal. Ciclistas se deram bem e ônibus ganharam eficiência. Carros já não são mais a melhor opção de deslocamento. Foto: Adamo Bazani

Desafio intermodal prova que carro não é mais eficiente
Bicicleta e ônibus surpreenderam positivamente
ADAMO BAZANI – CBN

No mês que o mundo discute o ir e vir das pessoas nas cidades, o Instituto CicloBR de Fomento à Mobilidade Sustentável realizou no horário de pico do início da noite desta quinta-feira, dia 12 de setembro de 2013, o 8º Desafio Intermodal em São Paulo.
E os resultados mostram a necessidade de mudança de comportamento das pessoas: o carro perdeu eficiência, não estando mais entre os modais mais rápidos.
As surpresas positivas ficaram com a bicicleta e com o ônibus.
De acordo com o instituto, em vias rápidas a bicicleta em tempo de deslocamento só perde para a motocicleta, mas com a vantagem de não poluir, ter mais flexibilidade e um custo menor.
Já o ônibus se revelou mais eficiente que nas edições passadas. Quem foi de ônibus chegou um minuto só mais tarde que o motorista de carro e, de acordo com o instituto, se os espaços preferenciais para os ônibus não tivessem gargalos e fossem ampliados, o desempenho do transporte coletivo sobre pneus seria melhor e com as vantagens que os ônibus oferecem: custos menores para o deslocamento (para manter um carro, o paulistano gasta seis vezes mais que andar de ônibus) e por proporcionalmente poluir bem menos que o transporte individual motorizado.
O trajeto, de cerca de 10 quilômetros, começou às 18 horas na praça General Gentil Falcão, perto da Avenida Luis Carlos Berrini, no Brooklin, zona Sul de São Paulo.
O final foi na Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá, região Central.
O desafio serviu para mostrar acima de tudo que o transporte individual motorizado não é mais a solução para o deslocamento das pessoas há muito tempo.
Os modais metroferroviários devem continuar recebendo investimentos. A bicicleta tem de ser encarada como meio de transporte do dia a dia e o ônibus é uma das principais soluções de mobilidade com baixo custo. Não necessitando de cifras suntuosas para sua infraestrutura, o ônibus em corredores e faixas pode ter uma eficiência semelhante ao do metrô e só não empatou com os trilhos na questão do tempo de deslocamento porque ainda enfrenta gargalos.
Seguem os resultados:
1. Motociclista – 19min9s
2. Bicicleta em vias rápidas – 23min22s
3. Bicicleta em vias calmas – 42min56s
4. Trem + Metrô – 53min3s
5. Cadeirante (Trem e Metrô) – 54min 40s
6. Pedestre correndo – 1h01min
7. Carro – 1h07min
8. Ônibus – 1h08 min
9. Skate – 1h16min
10. Bicicleta dobrável + metrô – 1h19min
11. Pedestre caminhando – 1h43min
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

3 comentários em Desafio intermodal: Carro não é mais eficiente

  1. Amigos, boa noite.

    Conclusão PREVISÌVELLLLLLLLLLLLLL

    Carro não é eficiente, mas é CONFORTÁVEL.

    Buzão é DESCONFORTÁVEL

    BICICLETA SÓ EM CICLOVIA.

    NAS DEMAIS VIAS É ASSINAR O ATESTADO DE BURRICE.

    E como pelo visto a burrice tende a persistir com relação as BIKES nas demais vias, é necessário e urgente três medidas administrativas do Estado.

    1) Instituir o IPVP (IMPOSTO DE VEÍCULOS PEDALADOS),

    2) Instituir o RENABIKE – Registro Nacional das Bicicletas

    3) As bikes tem de ser emplacadas para poderem ser autuadas pelas barbaridades que os ciclistas fazem pelas ruas, nas faixas de segurança e nas calçadas.

    Antes das reclamações, informo que não estou generalizando, mas a grande maioria não respeita nada, vejo isso todo santo dia.

    Att,

    Paulo Gil

    • Lugar de bicicleta é na ciclovia. Ok.
      E lugar de carro é em autódromo.
      E ônibus, em corredor.

      Já nas vias PÚBLICAS urbanas – que não são de uso exclusivo de carros, apesar de hoje em dia serem *tomadas* por essa praga – deve prevalecer o compartilhamento cordial e respeitoso, segundo as regras ditadas pelas leis brasileiras (CTB). Que, se fossem resumidas em uma só, seriam:

      “Veículos menores com prioridade sobre os maiores, e o pedestre acima de todos”

      Ou, modernizando, com a tendência mundial de priorizar o transporte coletivo sobre o individual, mas mantendo o incentivo ao não-motorizado:

      Pedestres > Bicicletas > Ônibus > Motos > Carros > Caminhões

  2. Paulo Gil, me parece muito mais burrice viver confinado observando o parachoque traseiro do carro da frente por horas. Se você faz um percurso de 20km na cidade de SP todos os dias, você perde em média 4hs/dia. Por semana, são 20. Por mês, 80. Por ano, 960 horas. Ou seja, fazendo o mesmo percurso de bicicleta, no fim do ano você economizou não apenas dinheiro (de financiamento, gasolina, seguro, imposto, academia), mas 520 horas. Quase 1 mês.

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