Tatto diz que vias com faixas devem abrigar corredores de ônibus

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Ônibus articulado novo na Avenida Paulista, uma das vias que contam com faixas exclusivas que perdem a eficiência por causa do excessivo número de conversões e acessos a garagens e estacionamentos por veículos particulares. O secretário de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, diz que muitas vias que hoje recebem faixas podem abrigar corredores de ônibus de fato. Foto: Adamo Bazani.

Tatto diz que vias com faixas devem abrigar corredores de ônibus
Trechos do corredor Norte-Sul e Avenida Paulista teriam condições para abrigarem espaços realmente exclusivos para o transporte coletivo
ADAMO BAZANI – CBN
As faixas de ônibus implantadas em São Paulo inegavelmente trouxeram benefícios para os passageiros com a redução do tempo de viagem. Em média, a velocidade dos ônibus subiu 40% nos mais de cem quilômetros de faixas na Capital Paulista, de acordo com a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.
No entanto, em algumas vias, as faixas são alternativas momentâneas para a fluidez dos transportes públicos.
Isso porque, elas têm eficácia limitada. Dependendo do aumento da frota de ônibus nas novas faixas, sem pontos para ultrapassagem e muitas com o pavimento ainda necessitando de reparos, os ganhos em velocidade podem ser anulados.
Por serem delimitadas apenas por pintura de solo, as faixas são sujeitas a mais invasões por parte dos carros, motos e até caminhões e o grande número de conversões realizadas pelos veículos particulares e a necessidade de acesso a garagens e prédios criam verdadeiros gargalos para os ônibus, que em alguns pontos precisam reduzir e muito o ritmo de viagem.
O secretário municipal de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, disse que muitas vias que hoje abrigam faixas podem abrigar corredores.
É o caso da Avenida 23 de maio, no Corredor Norte-Sul. Está no projeto dos 150 quilômetros de corredores até 2016, um espaço realmente exclusivo pela Avenida 23 de maio se estendendo pela Avenida Interlagos até o Largo do Rio Bonito. Outro corredor deve ligar o terminal Varginha até a 23 de maio.
Na zona leste, a Avenida Águia de Haia, que hoje possui uma faixa exclusiva deve abrigar o corredor São Miguel.
Tatto disse que num segundo momento mais vias da cidade devem ganhar corredores de fato. Um dos destaques é a Avenida Paulista.
Para a via, seriam necessárias readequações no canteiro central e a supressão de uma faixa para carros em cada sentido, mas o corredor solucionaria hoje o principal problema da faixa na Avenida Paulista: as constantes conversões dos carros e necessidade de acesso a garagens e estacionamentos.

Apesar de não estar neste primeiro plano de corredores, Tatto disse que a Paulista e outras vias com as mesmas características devem ser incluídas em novos projetos.
CORREDORES E CORREDORES:
Hoje a cidade de São Paulo possui 10 corredores de ônibus que somam 130 quilômetros. Mesmo com a construção dos 150 quilômetros de corredores até 2016, o total de 280 quilômetros ainda será pouco perto da necessidade atual da cidade de 460 quilômetros – essa necessidade pode aumentar no futuro com o crescimento da demanda pelo transporte coletivo.
Com exceção do Corredor Expresso Tiradentes, que liga parte da zona Leste de São Paulo à região central, a maior parte dos corredores de São Paulo possui estrutura considerada inadequada para a demanda de veículos e passageiros.
Nem todos os ônibus oferecem acessibilidade, os pontos em muitos deles não possuem totens de informação e não oferecem abrigo necessário aos passageiros. Além disso, em vias simples, os corredores atuais, que são apenas expressos, não têm pontos de ultrapassagem.
Os novos modelos de corredores de ônibus para São Paulo devem ser do tipo BRT – Bus Rapid Transit, ou em livre tradução, vias para Trânsito Rápido de Ônibus.
Entre as principais características dos BRTs estão:
– Separação total dos ônibus do tráfego dos demais veículos
– Impedimento do acesso de pedestres nas partes da via onde os ônibus desenvolvem maior velocidade.
– Pavimento de concreto ou de um material que resista o peso maior dos ônibus
– Pontos de ultrapassagem, que evitam a formação de longas filas de ônibus nas paradas. Muitas vezes o ônibus de trás já realizou todas as operações de embarque e desembarque, mas tem de esperar o ônibus da frente sair.
– Estações em vez de pontos.
– Maior acessibilidade. Estas estações podem ter o piso no mesmo nível do assoalho dos ônibus, dispensando os degraus dos veículos e facilitando o embarque e desembarque não só de portadores de deficiências, mas também de pessoas que possuem dificuldade de locomoção, mas que não são consideradas deficientes. Estes passageiros sofrem com a falta de acessibilidade, já que não podem usar os elevadores dos ônibus, destinados a “cadeirantes”. Entre estas pessoas estão idosos, obesos, pessoas que se recuperam de cirurgias, portadores de doenças que causam dores crônicas, como artroses, reumatismo , fribromialgia entre outras.
– Proteção do clima e da poluição. As estações podem ser fechadas e até climatizadas, evitando exposição do passageiro ao sol forte, chuva ou frio.
– Informação. As estações podem ser dotadas de painéis eletrônicos que informam linhas, itinerários, integrações e até mesmo a previsão de chegada do próximo ônibus, com a ajuda dos aparelhos de GPS já presentes na frota. Ou então, no mínimo, podem ter painéis fixos com informações sobre os serviços que operam no local.
– Pré-embarque. Refere-se ao pagamento da passagem do ônibus antes mesmo da chegada do veículo com uso de bilhetagem eletrônica. Isso faz com que os ônibus fiquem menos tempo parados nos pontos, já que a entrada nos veículos pode ser feita de maneira mais rápida e também amplia a capacidade dos ônibus, que não precisam ter em seu interior catracas e postos de cobradores.
– Veículos maiores e mais tecnológicos. Por oferecerem mais espaço para os ônibus, os corredores do tipo BRT podem receber ônibus mais confortáveis, dotados de itens de conforto e tecnologia, além de veículos maiores, como ônibus articulados, superarticulados e biarticulados. No corredor há um desgaste menor da frota, o que dá condições de o poder público exigir veículos melhores dos empresários. O investimento em ônibus menos poluentes, que normalmente são mais caros, como trólebus, ônibus elétricos híbridos, entre outros, também pode ser uma exigência nestes espaços.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

7 comentários em Tatto diz que vias com faixas devem abrigar corredores de ônibus

  1. Nao adianta ficar so de promessas sr Tatoo tem que agir e fazer os corredores meu amigo pra isso voce esta no cargo,veremos se a Radial tera mesmo o corredor ate Guaianazes estou de olho.

  2. até agora ñ entendi esses corredor que sairá do term varginha até a 23 de maio com outro corredor q vem da 23 de maio até a largo do rio bonito…

    a partir do largo do rio bonito até o term varginha existe um corredor q poderia sim ser bem melhorado , ou seja, seria uma reforma ou requalificação e na verdade ele segue pra santo amaro

    novidade é sim o corredor quem vem da 23 de maio até o rio bonito porém duvido q será todo no formato brt principalmente no trecho da cidade dutra q teoricamente faz parte do outro corredor…

  3. Adamo, dentro de algum tempo a zona leste não vai necessitar de corredores, porque a prefeitura de São paulo, esta encerrando linhas e mudando o itenerarios de outras que iam até o centro da cidade para estações do metro como Metro Patriarca, a Linha 3409-10 e um bom exemplo, politica vingativa e de retaliação pelos protestos ocorridos em junho, para estes passageiros a passagem passou de R$ 3,00 para R$ 4,65, alem que levar os passageiros pro metro que já esta no seu limite e remar contra a correnteza, mas contra sempre a Sptrans esta batendo nos mais pobres, governo Haddad, quem bate nos fracos são so os covardes.

  4. Ontem eu li relatos também que estão tirando a única linha que circulava na Av. Aricanduva e passou a circular na Av.Rio das Pedras , e como já postei antes , todos os ônibus e trens tem como destino ao metrô , depois vem uma emissora platinada e fica mostrando a dificuldade que existe no transporte de grande massa , só que eles não mostram as alternativas , agora em campanha o cidadão prometeu corredores , não faixa pintadas com cal , e o tal bilhete de 14o Reais , quer dizer o ônibus receberão o dinheiro e o metrô tem que transportar ? – É o jeito ptralha de desgovernar , em Mauá , também mal adm. por ptralhas , acontece o seguinte : tem uma empresa que quer melhorar o transporte , mas adm. parece que não concorda , faz e tirar ônibus da linha e aumenta os intervalos.

  5. haha sempre os mesmos fatos de promessas! E eu duvido que venha Ônibus BRT de marcas como Marcopolo, Comil e Neobus, na certa somente CAIO

  6. Amigos, boa noite.

    Carro novo só na Avenida Paulista.

    Na Vila só Apache, Apachezinho Baleados (mas com a rodinha pintadinha), como se fossem novos.

    As vias com faixas na pista da direita, não comportam corredores, informação furada.

    E depois tem outra:

    Na Avenida Paulista NÃO deveria circular nenhum BUZÃO, afinal tem um belo Metrô em toda a sua extensão, isso demonstra a gestão arraigada aos moldes da CMTC.

    ACORDA e INOVA SPTrans.

    Aproveita e tira esses Apaches Baleados das Vilas

    Att,

    Paulo Gil

  7. Adamo, boa tarde, boa reportagem. Tomara que tudo isso saia do papel. Principalmente para nós da zona leste. Estamos esquecidos a décadas. Não temos se que 1 corredor de ônibus. Temos as faixas exclusivas na Radial Leste, Aricanduva, Celso Garcia, etc. Mas de nada adianta, pois é invadida por carros e caminhões a todo momento e você não vê nenhuma fiscalizãção por parte da SPTrans e CET. O pior de tudo são os nossos ônibus, a empresa Consórcio 4 leste, é a pior não só de SP, mas do Brasil. Só tem ônibus velhos, sujos, mal cuidados. Falta manutenção, pois vejo sempre no percurso de ida e volta ao trabalho, vários ônibus quebrados e isso é diariamente. Você chega no Terminal Pq. Dom Pedro II, é um relaxo só os ônibus demoram de 30 a 60 minutos para chegar no ponto. Aí você pensa que já vai entrar no coletivo. Não temos que aguardar o motorista e o cobrador mais uns 10 minutos, pois somente e demoram a voltar. Daí você pensa agora vamos pra casa. Que nada ainda fica uns 15 minutos esperando sabe Deus o que para o fiscal liberar o bendito ônibus. Aí você ainda enfrenta mais o menos 1 hora e 15 no trânsito. Isso porque eu moro em Itaquera, imagina que vai até Guaianzes ou Cidade Tirandetes, haja paciência. Abraço

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