ESPECIAL: Mercedes 2 milhões de veículos e 500 OF pneumáticos para Belo Horizonte

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Mercedes Benz comemora a fabricação de 2 milhões de veículos comerciais no Brasil. Os ônibus são prova da evolução do setor, que começou a ter veículos para transporte de passageiros de verdade com os monoblocos e hoje conta com veículos de grande porte para cidades que precisam investir em corredores que atendam um número maior de passageiros e de forma mais rápida. Foto: Adamo Bazani

Mercedes Benz comemora 2 milhões de veículos comerciais e anuncia 500 ônibus OF com suspensão pneumática para Belo Horizonte
Empresa quer aumentar participação mundial. Ônibus brasileiros são a maior pauta de exportação da unidade brasileira
ADAMO BAZANI – CBN
No Brasil, tudo começou em 1956. A Mercedes Benz, ainda modesta no País, mas de grande representação no mundo, colocava em produção o caminhão L 321, que chegou a vender 10 mil unidades por ano. Também em 1956, era produzido o ônibus nacional LP 312. As vendas foram de 322 chassis por ano.
Com o decorrer do tempo, a Mercedes Benz foi ganhando mercado.
No segmento de ônibus teve vários destaques. Um dos principais foram os monoblocos. A primeira unidade foi lançada em 1958, o O 321. O Brasil já tinha monoblocos, como os da General Motors, produzidos desde 1941 na unidade de São Caetano do Sul.
Mas foi com a Mercedes que eles se popularizaram, já que traziam inovações.
Ônibus monobloco traz conforto maior aos passageiros e motoristas de uma maneira geral. Chassi, motor e carroceria são integrados, formando um bloco só.
No Brasil, a família de Monoblocos terminou com a Mercedes Benz, produzindo em 1996 e, vendendo até 1997, o modelo O 400, nas principais versões R, RS e RSD (três eixos).
Mas não foram apenas os monoblocos que marcaram a história dos ônibus Mercedes Benz. O LPO 1113 e o OF 1113 podem ser considerados outros sucessos. Modelos de carrocerias como Caio Gabriela e Marcopolo San Remo foram consagrados sobre 1113.
Os caminhões também tiveram modelos de sucesso, como o torpedinho o 1111 e o pequeno 608 D.
Nesta quinta-feira, dia 13 de junho, a Mercedes Benz comemorou a marca de 2 milhões de veículos comerciais produzidos no Brasil desde sua instalação, em São Bernardo do Campo-SP, em 1956, e contou com a presença de profissionais do setor, empresários, revendedores e imprensa especializada como o Blog Ponto de Ônibus e Canal do Ônibus (em breve vídeo).
Deste total, 1 milhão e 300 mil veículos são caminhões e 630 mil são ônibus.
A Mercedes estima que em torno de 62% dos veículos comerciais de grande porte no Brasil em circulação são da marca, independentemente do ano de fabricação.
No segmento de caminhões, ela ocupa o segundo lugar, ficando atrás da Volkswagen- MAN. No de ônibus, lidera com mais de 40% de participação no mercado, atuando praticamente em todos os segmentos: micro-ônibus, ônibus midi, ônibus urbano convencional, ônibus para fretamento, ônibus rodoviário de curta distância, ônibus rodoviário de média e longa distância, ônibus de dois andares, ônibus com quatro eixos, ônibus articulados comuns e agora, a novidade, o ônibus articulado de 23 metros, chamado pela marca de “superarticulado”, com quatro eixos, sendo dois deles no “ultimo carro”, depois da articulação.

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Os veículos que marcaram o número 1 milhão de unidades da Mercedes foram o caminhão 1418 e o revolucionário Monobloco O 371 Urbano. Foto: Divulgação

ÔNIBUS MERCEDES TERÃO NOVIDADES. CERCA DE 500 UNIDADES DE MOTOR DIANTEIRO COM SUSPENSÃO PNEUMÁTICA vão circular em Belo Horizonte:

A mobilidade urbana no Brasil está mudando aos poucos e tardiamente.
É claro que as cidades não podem perder mais qualidade de vida, espaço urbano e degradar o meio ambiente se continuarem na política pouco inteligente de privilégio ao transporte individual. Só que se não fossem os anúncios para o Brasil sediar a Copa do Mundo em 2014 e o Rio, as Olimpíadas em 2016, o Governo Federal continuaria ausente da questão, como foi historicamente, com as exceções, é claro.

ÔNIBUS FRONTAIS MAIS MODERNOS:

As realidades no País são diferentes em mesmas regiões. Por exemplo, enquanto no Corredor ABD o pavimento é de concreto e bom (apesar de precisar de algumas reformas) entre São Mateus e Jabaquara, em São Paulo, via Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, em Mauá, a poucos quilômetros do Terminal Sônia Maria, os ônibus municipais da Viação Cidade de Mauá e Viação Leblon Mauá são obrigados a percorrer ruas de terra, em áreas de mananciais, que se tornam verdadeiros atoleiros em dias de garoa (não precisa chover forte).
Assim, já pensando nos próximos dois milhões de veículos no Brasil, a Mercedes quer ampliar e aperfeiçoar a gama de opções para um país cheio de diversas realidades, que vão desde vias de tráfego completamente desiguais até a cultura do empresariado brasileiro de ônibus que, se não for cobrado pelo poder público e pela população, ainda, em sua maioria, quer continuar ganhando mais com menos.
Por isso, pensando nos sistemas de BRT (Bus Rapid Transit), de corredores exclusivos para ônibus, a Mercedes Benz aposta no superaticulado, O 500 MDA ou O 500 UDA, mas não deixa de lado os ônibus para enfrentarem condições desfavoráveis de tráfego.
Assim, há o OF 1519 R, para áreas rurais, que pode ser usado no Programa Caminho da Escola, e uma novidade que pode ser uma alternativa para deixar os ônibus de motores frontais um pouco mais confortáveis.
“Nossa novidade para este segmento é o ônibus dianteiro com suspensão pneumática. O veículo está sendo recebido bem pelo mercado. Já foram encomendas cerca de 500 unidades para o sistema de Belo Horizonte” – disse ao Blog Ponto de Ônibus e Canal do Ônibus, o vice-presidente de vendas da Mercedes Benz do Brasil, Joachim Maier.
Os veículos são OF 1721 EURO V e também OF 1724 EURO V, que seguem os padrões da fase P 7- Proconve _ Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, para emitir menos poluentes com base nas normais internacionais Euro V.
Já os superarticulados tiveram a encomenda de 140 unidades novas.

ÔNIBUS BRASILEIRO É RESPONSÁVEL POR MAIOR PARTE DAS EXPORTAÇÕES DA MARCA:

No ano passado, os setores de ônibus e caminhões sofreram retração no mercado. Os motivos foram vários: um deles foi a transição da tecnologia Euro III para Euro V, que deixou os ônibus mais caros e os empresários mais receosos sobre como funcionaria a nova tecnologia, sobre a possível falta e preço maior do diesel S 50 (com menos partículas de enxofre para funcionar neste tipo de motorização), medo de escassez do ARLA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo, um fluido com 32,5% de uréia industrial, usado em alguns modelos que seguem os padrões Euro V e o próprio valor destes ônibus que chega a ser 15% maior que os de tecnologia anterior, que desde janeiro de 2012 não podem ser produzidos para o mercado interno e desde março deste ano não poderiam ser vendidos mais.
Mas responsabilizar só as questões técnicas ao baixo desempenho dos setores de ônibus e caminhões em 2012 é simplificar o problema. O País teve um desempenho econômico pífio e o pior, com inflação ao mesmo tempo, mostrando inabilidade da equipe econômica da dobradinha Lula/Dilma, já que o PIBizinho de 2012 foi um reflexo de erros administrativos anteriores.
Mas em 2013, o cenário é diferente e tanto as indústrias como as revendedoras não podem reclamar. Devem bater recorde histórico.
Mas enquanto o Brasil sofreu uma desaceleração no ano passado e neste ano se recupera, o mercado exterior para os ônibus nacionais foi generoso. Não só em 2012, mas em toda a história.
A primeira exportação de ônibus da Mercedes Benz foi em 1961 para a Argentina, segundo a empresa no evento de ontem.
E o país vizinho, ainda é o maior consumidor dos Mercedes brasileiros. São 4 mil ônibus inicialmente feitos pela Mercedes e São Bernardo do Campo e finalizados na Argentina. A Mercedes diz que 70% dos ônibus por lá são da marca.
Dos 630 mil ônibus feitos pela Mercedes desde 1956, 200 mil foram para o exterior até hoje, o que representa neste período 75% dos ônibus brasileiros exportados.
“O ônibus representa para a Mercedes do Brasil o produto para exportação mais importante, não apenas proporcionalmente, mas em números absolutos. Enquanto exportamos 3 mil, 4 mil caminhões por ano, nossas exportações de ônibus chegam a 6 mil, 9 mil veículos dependendo do ano”- complementou Joachim Maier ao repórter Ádamo Bazani, no evento.
A perspectiva da Mercedes Benz não é demorar mais 57 anos para chegar aos próximos 2 milhões de veículos comerciais. O veículo número 2 milhão foi um caminhão Actros 4844, para serviços de carga pesada e fora de estrada.
A demanda por veículos aumentou e as técnicas de fabricação permitem a produção de números maiores em menos tempo.
Em 1992, a Mercedes alcançou o seu primeiro milhão de veículos comerciais, com um caminhão 1418 cara chata e com um ônibus urbano Monobloco O 371, que era uma revolução para época e possui conceitos de design interior e conforto superiores a muitos ônibus encarroçados hoje.
E os monoblocos, por que acabaram?
Na opinião do vice-presidente de vendas da Mercedes Benz do Brasil, Joachim Maier, o monobloco não acabou. A família O 500, segundo ele, traz os mesmos conceitos dos monoblocos, com peças feitas pela empresa, apenas recebendo o encarroçamento num trabalho em conjunto com as empresas que fazem carrocerias, como Marcopolo, Caio, Comil, Neobus, Irizar, Maxibus e Mascarello. A Busscar não produz mais desde a decretação de sua falência.
O presidente da Mercedes Benz no Brasil, Philipp Schiemer, se diz orgulhoso com os números da companhia.
“A Mercedes é a que gera mais empregos no setor no continente, com cerca de 14 mil funcionários. A empresa é responsável pelo maior plano de investimentos do segmento, com R$ 1 bilhão e 500 milhões em quatro anos”

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Caminhões marcaram épocas, com modelos que, apesar de antigos ainda podem ser vistos nas ruas. Dos 2 milhões de comerciais produzidos no Brasil, 1 milhão 300 mil foram caminhões de 630 mil ônibus, desde 1956. Foto: Adamo Bazani

Caminhões marcaram épocas, com modelos que, apesar de antigos ainda podem ser vistos nas ruas. Dos 2 milhões de comerciais produzidos no Brasil, 1 milhão 300 mil foram caminhões de 630 mil ônibus, desde 1956. Foto: Adamo Bazani

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Linha de montagem de ônibus da Mercedes Benz que a reportagem teve acesso. Transporte coletivo é importante para a marca no mercado nacional e para as exportações. Foto: Adamo Bazani

Quanto aos ônibus, em discurso, o gerente deste segmento da Mercedes no Brasil, Ricardo Silva, que os veículos são pensados para atender os clientes diretos da fabricante, que são os frotistas, mas os indiretos, como o poder público e o passageiro.
A vontade do passageiro pode determinar investimentos de uma empresa de ônibus.
Nos setores de fretamento e de rodoviário, é só trocar de empresa operadora se a frota não agradar.

No segmento de urbano, além da falta de prioridade dos ônibus no transporte público, a má qualidade da frota de muitas companhias são um convite aos deslocamentos de carro, moto, bicileta, a pé ou meios ferroviários
Adamo Bazani, jornalista da Rádo CBN, especializado em transportes.

15 comentários em ESPECIAL: Mercedes 2 milhões de veículos e 500 OF pneumáticos para Belo Horizonte

  1. A Mercedes-benz evoluiu e muito,menos a mentalidade dos governantes e empresários brasileiros que ainda persistem nos OF’s,e claro,pra não perder dinheiro a Mercedes se vê obrigada a construir a jurássica máquina.

  2. Parabéns à Mercedes Benz e à matéria do Ádamo Bazzani.
    Quando ele fala umas verdades que faz dodói nas pessoas, chove comentários.
    Uma matéria assim, cujas poucas pessoas tem acesso, aí os busolinvejosos fazem de conta que não foi postada.

  3. enfim eles começarão a entrar em produção

  4. Eu gosto de ônibus , e já viajei muito no modelo 0371 , o acabamento era muito legal , pena que a eaosa ficou pouco tempo com eles , dando preferência para esses que vimos rodando por ai , se dependesse da minha pessoa o modelo 0362 voltaria , o gabriela , etc. Tem uns que não gosto , principalmente aqueles com piso baixo e degrau no meio .Mas valeu a matéria.

  5. EDUARDO JOSE SOUZA // 14 de junho de 2013 às 19:39 // Responder

    ADAMO,PARABENS PELA REPORTAGEM. GOSTEI!!

  6. Poxa cara como você não entende de economia. Inflação de 6,5% ao ano é um processo hiperinflacionário? Mas fazer o quê, você tem de agradar o Ali Kamel e essa mentira tem de entrar na pauta. Os jornalistas brasileiros tem de alugar o corpo do pescoço para cima para trabalhar e por tabela são obrigados a atacar a dupla LULA/DILMA. Lamentável que essa categoria perdeu a ética e o compromisso com a verdade como uma parcela dela tinha nas décadas de 1970 e 1980. Atualmente além da baixa qualidade dos textos, todos tem de se submeter a uma pauta já previamente escrita pelo dono do meio.

    • Se não houvesse ameaça de perda de controle da inflação, o Governo Federal não adotaria essa política de equilíbrio de pratos de circo. Primeiro congela o combustível, no ano passado, aí quando o rombo da Petrobrás aumenta, diz que barateia a energia elétrica, sendo que na verdade, só corrige uma distorção de cobrança das empresas, e ainda cria um sistema de bancar perda de faturamento delas. Desonera as tarifas não pensando na mobilidade, mas no impacto do Rio e São Paulo na inflação.
      Poxa, como os defensores da dobradinha Dilma/Lula não suportam críticas a seus admirados.

      • Eu defendo a dobradinha, mas está deixando a desejar mesmo, esperava mais da Dilma. Mas ainda sim, se estão exaltando a inflação, é para conter um medo do passado.
        E parabéns a Mercedes-Benz, que faz ótimas máquinas desde que aterrissou no Brasil.

  7. “Quanto aos ônibus, em discurso, o gerente deste segmento da Mercedes no Brasil, Ricardo Silva, que os veículos são pensados para atender os clientes diretos da fabricante, que são os frotistas, mas os indiretos, como o poder público e o passageiro.”
    Acho que poderia omitir essa última palavra. Eles pensavam no passageiro quando faziam seus ônibus integrais ou então no segmento rodoviário onde a concorrência incomoda. Já no segmento urbano o motor dianteiro, que a princípio seria indicado para condições mais severas de operação, vem sendo utilizado indiscriminadamente apenas para reduzir os gastos das concessionárias. E assim vai na contra mão do slogan de certas administrações públicas que dizem “A Prefeitura não para de trabalhar”. Em certo ponto isso é verdade, pois nas vias que transitam coletivos o pavimento está sendo renovado. Então qual o motivo de se utilizar os “caminhãobus” em massa?

  8. Eu sou FÃ da marca Mercedes Benz..

  9. Pras demais cidades do Brasil ônibus mais potentes.
    Mas para Belo Horizonte só ônibus básico, fraquinho e tradicional. E tem que ser Mercedes, pois ‘cabritos’ de outras marcas fica caro. Como os imperadores do transporte coletivo em BH possuem uma mentalidade avarenta e caipira(com todo respeito aos caipiras) e só pensam pequeno, só investem no basicão motor dianteiro, e pretendem usar o basicão no BRT. O BRT de Belo Horizonte não será um convite para que as pessoas deixem seus carros nas garagens e sim um incentivo para que elas os usem ainda mais. Graças a mentalidade mesquinha do seu sistema de transporte BH vai caminhando para um apocalipse no trânsito.
    Graças a Deus a partir de 2014 já penso em voltar pra SP, mesmo com seus inúmeros problemas SP está no século 21 e MG vai regredindo ao século 18.

  10. Olá senhores. Preciso de um especial com saída do Bairro Industrial Contagem, MG. Para Conceição
    de Ipanema MG. O percurso a percorrer é 385 Quilômetro de Ida, aguardo contato pelo fone 3322-74-73 ou 9688-17-90 falar com Pastor Francisco.

  11. mauro pereira de souza // 29 de janeiro de 2015 às 18:26 // Responder

    A Mercedes-Benz gosta de inovar mais infelizmente tudo que e bom acaba tiraram o caminhão 710 de linha vamos respeitar eu tenho um e não vendo
    Era pra eles terem reforçado a suspenção e dado uma cavalagem a mais no morto e uma repaginada na cabine ia vender mais do que esse asteco acello

  12. Mercedes Bens, lider em onibus, so tem mudar esse chassi de motor dianteiro (nao fabricar)
    esse entulho ao lado do motorista, evoluir, quando chegou a Volvo com motor central abaixo
    do piso foi uma novidade, precizamos mudar.

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