Entidades denunciam suposto conluio de fornecedores de peças de ônibus

ônibus

Setor de transportes investiga possíveis conluios entre fornecedores de peças e equipamentos de ônibus que elevaram o valor de alguns itens. Só os parabrisas subiriam até 120% e o valor de alguns modelos pode ultrapassar R$ 3 mil. Todo aumento dos insumos dos transportes, direta ou indiretamente, acaba sendo bancado pelo bolso do trabalhador.

Preço do parabrisa encareceu transportes
Empresários denunciam aumentos de até 120% em menos de um ano
ADAMO BAZANI – CBN
Associações de empresas de ônibus e gerenciadores de transportes começaram a apurar um suposto conluio entre fornecedores de peças e equipamentos para veículos de transportes coletivos que tem provocado aumentos considerados abusivos em alguns itens dos ônibus.
De acordo com o Transfretur – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento e para Turismo do Estado de São Paulo e Região, um dos grandes vilões dos aumentos das peças de ônibus tem sido o parabrisa.
Associados deste sindicato, que são empresas de ônibus, mandaram relatórios de compras e de manutenções que apontam aumentos de preços na ordem de 120% em menos de um ano.
“Não houve um aumento expressivo dos componentes dos parabrisas que justifique um reajuste repentino e sem comunicação alguma com os setores dependentes. Por isso, não vemos alternativa, a não ser recorrer no âmbito legal” – disse em nota, Jorge Miguel dos Santos, diretor-executivo do Transfretur.
Para se ter uma ideia, o parabrisa de um micro-ônibus rodoviário da Busscar, modelo Micruss, ano 2005, verde, inteiriço, já era encontrado em janeiro por R$ 3.111.
O parabisa direito ou esquerdo de um ônibus mais antigo, modelo Monobloco O 400 RS/RSL custa R$ 500 cada.
Já o parabrisa de um ônibus Marcopolo Paradiso Geração 6 – 1200 HD, laminado e verde, é encontrado por R$ 1630, cada lado.
O mesmo tem ocorrido com modelos de ônibus urbanos, cujos vidros da frente tiveram aumentos na ordem de 100% do valor. O parabrisa de um micro-ônibus urbano Piá, da Comil, no início do ano custava R$ 2100,00
Segundo os empresários, todos estes aumentos muito superiores aos índices de inflação e que superaram os reajustes de outros insumos para ônibus, são sentidos pelo passageiro.
No caso de empresas de fretamento, é possível, quando a concorrência permite, aumentar o valor da contratação dos ônibus. Mas nem sempre isso ocorre, já que as companhias de ônibus têm medo de perder clientes.
Já em relação às empresas cujas tarifas são reguladas, como de ônibus rodoviários e urbanos, a margem de lucro da empresa cai e dinheiro que poderia ser usado para fortalecimento econômico da viação ou mesmo investido em melhorias, como renovações de frotas e manutenção mais severa, tem servido para bancar estes reajustes dos parabrisas.
Além disso, os dois últimos reajustes do diesel, que nas refinarias somam 10,5%, também vão ser sentidos direta ou indiretamente pelos passageiros.
Mesmo com a possível desoneração do PIS e Cofins sobre o óleo diesel dos ônibus urbanos, estudada pela equipe econômica da Presidente Dilma, estes reajustes no combustível vão pesar nos próximos aumentos de tarifas, como nos sistemas municipais de São Paulo e Rio de Janeiro e no intermunicipal de São Paulo, onde as tarifas que deveriam ter reajustes no início do ano foram congeladas a pedido do ministro da fazenda, Guido Mantega, com medo de perder ainda mais o controle sobre a inflação.
Para os sistemas que já reajustaram as tarifas antes dos dois aumentos do diesel, as margens de lucro devem diminuir o que pode comprometer parte de alguns investimentos. Além disso, esses reajustes vão pesar no período contabilizado nos próximos aumentos de tarifas para os passageiros.
E vale lembrar que, se a desoneração de fato ocorrer, ela deve beneficiar apenas os ônibus urbanos. Os serviços de ônibus rodoviários e de ônibus de fretamento ainda vão pagar diesel sem desoneração.
É bom o cidadão estar atento, pois todo aumento abusivo sobre os insumos dos ônibus, totalmente ou parcialmente, acabam pesando no bolso do trabalhador.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

5 comentários em Entidades denunciam suposto conluio de fornecedores de peças de ônibus

  1. Vale salientar que na questão de peças de resposição, existem casos e casos. As peças da Busscar por exemplo, são dificeis de serem achadas. Quem tem cobra o preço que lhe convem, infelizmente isso se chama lei da oferta e da procura. Porém, é estranho o vidro de um COMIL, linha em produção ser tão caro. Veículos descontinuados e sem possibilidade de reposição pelo fato de fábricas terem encerrado suas linhas, como por exemplo a MBB com seus monoblocos, a Busscar, falida, ou até mesmo a CMA, da Cometa, com sua linha encerrada em 2002, teoricamente deveriam custar mais caro que um veículo de uma fabricante ainda em operação.

  2. Amigos, boa noite

    E tem gente dizendo que a inflação não voltou.

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Esta matéria deve ser encaminhada ao Ministério da Fazenda.

    E depois querem segurar a tarifa do Buzão.

    Piada né, não adianta a inflação no Brasil já voltou, e ainda bem pois só assim os trabalhadores
    conseguem aumentos menos desatualizados.

    E a qualidade dos produtos volta ao normal.

    Outro dia pensei que tinha desaprendido matemática.

    Compre uma caixinha comum de ovos, ao colocar na geladeira sem sem querer fui
    contando 1,2,3 ……= 10.

    Pensei faltam 2, pois ha mais de 50 anos compra-se uma duzia de ovos, ou seja 12 ovos.

    Ao tirar a prova dos nove, verifiquei que a caixinha comum de ovos passou a ter 10 ovos.

    Concordo eu que fui burro que não observei a quantidade antes de comprar; mas vejam
    até que ponto chega a “Lei de Gerson”.

    Por isso que defendo a inflação, pois quando os empresários podem aumentar os preços
    a qualquer tempo, não se preocupam em fazer esse tipo de aumento disfarçado.

    Não adianta as empresas possuem o departamento de contabilidade e esse departamento não mente,
    e para a empresa continuar a operar com lucro só tem 2 alternativas:

    1) Ou se aumenta o preço da duzia de ovos de uma forma normal;

    2) Ou se aumenta o preço da “duzia” de ovos pela “Leia de Gerson”, onde 12 = 10.

    Não tem saída o aumento de preços sempre vem, seja por bem ou por mal.

    Com certeza absoluta a Petrobrás tem “n” motivos para ter aumentado o preço dos combustíveis
    e por que o preço dos vidros do Buzão não deveriam ser reajustados também.

    Portanto deixem os preços subir mesmo, agora não tem mais controle não.

    E tem mais libera logo a nova tarifa do Buzão porque agora eles tem até goteira.

    Sábado utilizei o metro e o Buzão para me deslocar por Sampa.

    Ao voltar as 19:30 hs, fiquei 18 minutos esperando o Buzao, O tempo de percurso até onde eu desci foi de 17 minutos e olha que desço 3 pontos antes do ponto final.

    Agora façam uma continha e verifiquem com quantos carros a linha deve estar esperando.

    E depois querem que usemos ônibus ? Fora as filas nas linhas da EMTOSA.

    Teve um momento que o terminal ficou vazio, mas não de passageiros não de Buzão, não tinha nenhum, nem EMTOSA e nem SPTrans.

    E as sardinhas já estavam congelas, pois garoava e ventava na noite de sábado (23.03.13).

    Por isso, aumentem logo essa tarifa, será menos dolorido.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Carlos Junior da Silva // 26 de Março de 2013 às 10:57 // Responder

    Senhores, faltou ouvir a opinião dos fabricantes. Que resposta eles teem para esse absurdo?

    • Esse é o problema. Não disseram nada

      • Amigos, boa noite

        Não precisa, se a empresa não for inteligente para cobrir seus custos ela quebrará
        como os vidros se quebram.

        Afinal empresário comum não recebe “subsídios” para manter o equilíbrio financeiro das sua
        empresas.

        Se a PMSP, der a estas empresas um subsídio igual ela dá para as empresas de Buzão para manter o equilíbrio financeiro por não reajustarem as tarifas, com certeza as empresas de vidro abaixaram os preços.

        Eu não possuo nenhuma empresa (nem de vidros de Buzão); isto é apenas uma questão de lógica contábil.

        Por que será que a gestora do Buzão de Curitiba está com um déficit de mais de R$ 100 milhões; muito provavelmente por não ter tomado a atitude correta para equilibrar
        receita e despesas.

        Att,

        Paulo Gil

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