Empresas de ônibus: serviços ruins, reflexos de irregularidades

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Irregularidades como frota acima da idade, pneus carecas, assentos caídos, vidros quebrados e problemas mecânicos encontrados em veículos da Rio Madeira, em Porto Velho, estão em meio a problemas como atraso no pagamento do IPVA, licenciamento dos veículos e até lacres rompidos das placas dos veículos.

Pelo menos 13 ônibus do transporte público de Porto Velho foram apreendidos por irregularidades
Maior parte dos veículos é da empresa Rio Madeira. Ônibus tinham IPVA e licenciamentos vencidos e falta de lacres nas placas, entre outros problemas
ADAMO BAZANI – CBN
Um transporte público ruim não se dá apenas por conta do “desleixo puro e simples” de alguns empresários ou pela falta de preocupação do poder público em relação à população.
Além destes fatores, há a atuação irregular de muitas companhias de ônibus.
É o que a Semtran – Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito de Porto Velho, em Rondônia, constatou numa operação especial sobre os serviços de ônibus na cidade.
Ao menos 13 veículos, a maior parte da empresa Rio Madeira, foram apreendidos.
Por trás da precariedade dos serviços, ônibus sem pagamento do IPVA, com licenciamento atrasado e até com os lacres das placas adulterados.
As apreensões foram feitas durante fiscalização de rotina.
A idade dos ônibus permitida para prestação de serviços na cidade é de quatro anos, mas segundo a Divisão de Fiscalização de Transportes da Semtran, havia ônibus com 15 anos de uso.
Ônibus da empresa Três Marias foram notificados.
Segundo a Prefeitura de Porto Velho, há estudos para nova licitação do sistema para evitar monopólio ou acordos entre empresas, que não permitem concorrência no sistema e impossibilitam que os passageiros tracem um parâmetro para diferenciar os serviços entre as companhias de ônibus.
Ainda de acordo com o poder público, pelo menos 50% da frota pode ser considerada sucateada: pneus carecas, falta de higiene, ausência de extintores de incêndio, vidros trincados poltronas que os assentos caem são alguns dos problemas encontrados nos ônibus.
A situação jurídica e legal das empresas de ônibus influencia na qualidade de serviços, inclusive no tocante ao não pagamento de impostos sobre veículos, de tributos legais e dívidas trabalhistas.
De acordo com documento expedido pela Junta Comercial de São Paulo, nesta segunda-feira, a EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André, operadora de linhas intermunicipais do ABC Paulista, foi bloqueada por ordem judicial.
O bloqueio ocorreu depois da manifestação de fóruns de diversas cidades que determinaram a indisponibilidade dos bens das companhias de Baltazar José de Sousa, proprietário da EAOSA.
Este tipo de bloqueio serve para pagamento de débitos tributários e de trabalhadores desligados da própria empresa ou de outras companhias de ônibus de Baltazar.
Também estão com anotações de bens indisponíveis a Viação Cidade de Mauá, Viação Ribeirão Pires e Empresa Urbana Santo André, todas do ABC.
Alguns processos que geraram a indisponibilidade se remetem a empresas que não mais operam, como Viação Barão de Mauá e Viação Januária (Mauá), Empresa de Ônibus São Bento Ltda e Viação Capital do Vale (São José dos Campos), Transmil Transportes Coletivos (Uberaba) e Solimões (Manaus).
Com dívidas e créditos cortados pelos atrasos fiscais e trabalhistas, a situação jurídica das empresas se reflete nas condições de prestação de serviços.
A frota da EAOSA é considerada uma das mais sucateadas em serviço, sendo a empresa a última colocada em todo o Estado de São Paulo no Índice de Qualidade de Transporte, segundo a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.
Na Capital Paulista, a investigação sobre má prestação de serviços das empresas que formavam o Consórcio Leste 4, fez o Ministério Público descobrir diversas irregularidades, como confusão jurídica entre viações e cooperativas e suspeitas de desvios de recursos e enriquecimento ilícito.
Estão com os bens bloqueados as empresas Happy Paly Tour, Himalaia Transporte e Novo Horizonte, além de pessoas físicas, responsáveis pelas companhias, como Vilson Ferrari e Gerson Adolfo Sinzinger.
O processo continua na Justiça, mas segue lento.
Adamo bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Empresas de ônibus: serviços ruins, reflexos de irregularidades

  1. essa empresa deve ser do Baltazar …. http://onibusbrasil.com/foto/1424900/

  2. Amigos, bom dia

    Mais uma previsívelllllllllllllllllllllllll

    Provavelmente esta será a futura ganhadora da licitação (quando houver) do lote 5 ABC da EMTU (EMTOSA).

    Att,

    Paulo Gil.

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