Ônibus em Manaus também depende do Governo Federal

Publicado em: 18 de janeiro de 2013

onibus

Aumento das passagens de ônibus em Manaus vai depender da decisão do Governo Federal em reajustar os combustíveis. Para conter a descontrolada inflação, os preços da Petrobrás foram congelados, mas não tem sido mais possível segurar os valores da gasolina e do diesel devido a déficits na estatal e redução na capacidade de investimento.

Aumento da passagem de ônibus em Manaus também depende do Governo Federal
O prefeito Arthur Virgílo Neto diz que vai esperar posição da equipe econômica sobre reajuste de combustíveis, mas por enquanto descarta aumento
ADAMO BAZANI – CBN
O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto disse que inicialmente descarta aumento na tarifa de ônibus municipal na Capital do Amazonas, mas a decisão pode ser revista e o reajuste ocorrer caso o Governo Federal anuncie a elevação do preço dos combustíveis, incluindo o óleo diesel usado pelos ônibus urbanos de capitais, que é mais caro que o diesel comum.
Desde outubro do ano passado, o Sinetram – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas negocia aumento da passagem com a SMTU – Secretaria Municipal de Transportes Urbanos.
Hoje a passagem de ônibus em Manaus é de R$ 2,75. A SMTU realizou um estudo mostrando como suficiente um reajuste para R$ 2,91 (tarifa técnica, podendo haver arredondamentos), mas as empresas de ônibus pedem R$ 3,25.
Ocorre que em breve a equipe econômica do Governo Federal deve anunciar aumento dos combustíveis. Para não elevar a inflação, que está em descontrole desde o final do Governo de Luís Inácio Lula as Silva, entre as medidas adotadas pelo ministro da Fazenda Guido Mantega está o congelamento do valor dos combustíveis. Mas isso não tem sido mais possível. O preço do petróleo no Brasil está defasado em relação ao preço internacional do petróleo, o que tem criado déficits na Petrobras e diminuído a capacidade de investimentos da estatal.
Ao contrário do discurso de Lula, o Brasil na prática está longe de ser autossufiente de Petróleo, isso porque, mesmo o que é produzido no País, boa parte ainda precisa ser refinada no exterior.
Para conter os números da inflação e mascarar o problema, Guido Mantega tem apelado aos prefeitos para congelar as tarifas de ônibus.
Até mesmo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve atender à solicitação do ministro de Dilma Rousseff e não vai reajustar em fevereiro as tarifas de trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, do metrô e dos ônibus intermunicipais urbanos e seletivos gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos.
Por causa do congelamento pedido por Mantega, Haddad em São Paulo já cogita aumento dos subsídios às empresas de ônibus para manter viáveis as integrações pelo Bilhete Único e as gratuidades, além de complementar o que é arrecadado nas catracas.
Os empresários de Manaus dizem que não será possível suportar o aumento do diesel sem que haja correção no valor das tarifas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

Deixe uma resposta