Custeio do transporte preocupa prefeito eleito de Curitiba

Ônibus da região metropolitana de Curitiba. Prefeito eleito, Gustavo Fruet, quer garantias da manutenção dos subsídios ao sistema para que a integração entre os serviços da Capital e das cidades vizinhas seja mantida, o que é considerado um aspecto de caráter social. Foto: Adamo Bazani

Prefeito eleito de Curitiba quer manutenção de subsídios para continuidade da integração entre os ônibus da Capital e Região Metropolitana
Gustavo Fruet demonstra preocupação com o desequilíbrio entre os custos do sistema de ônibus e o que as empresas conseguem de receita
ADAMO BAZANI – CBN
Fechar a conta para que a população não saia prejudicada. Essa é uma das principais preocupações do prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet, em relação aos transportes na Capital e também na Região Metropolitana.
De acordo com levantamentos sobre receitas e custos do sistema, os benefícios à população, como a manutenção da integração entre os ônibus de Curitiba e os que servem os outros municípios que formam a RIT – Rede Integrada de Transporte – só serão possíveis com a continuidade de subsídios.
O futuro chefe do executivo quer garantias do governador Beto Richa para que pelo menos os R$ 60 milhões anuais para a integração dos ônibus entre Curitiba e cidades vizinhas sejam mantidos como complementação de receita do sistema. O Governo do Estado ainda não se definiu oficialmente pela manutenção e diz ter como meta a redução dos gastos em 20%, o que geraria uma economia de R$ 180 milhões.
A intenção de Fruet é garantir que esse esforço fiscal acabe não se refletindo diretamente na viabilidade econômica dos transportes.
Para o prefeito eleito, muito mais que manter economicamente um serviço, os subsídios na integração entre os ônibus da Capital e da Região Metropolitana possuem um caráter social, de interesse público, já que possibilitam que as pessoas tenham acesso aos polos geradores de emprego e renda, além de acesso a serviços básicos como saúde e educação.
Além disso, as empresas de ônibus alegam déficit de R$ 100 milhões que deveriam ser pagos às operadoras pela Urbs – Urbanização de Curitiba S.A., autarquia responsável pelo gerenciamento dos transportes municipais e metropolitanos.
As companhias dizem que há um desequilíbrio, com arrecadações menores do que os custos. Hoje a tarifa para o passageiro é de R$ 2,60, mas a tarifa técnica, que é a que corresponde aos gastos de fato, está em R$ 2,87.
As tensões se agravaram quando as companhias de ônibus, alegando falta de recursos, propuseram parcelar em quatro vezes os décimo terceiro salário dos funcionários. Motoristas e cobradores ameaçaram entrar em greve, mas depois de negociações com o sindicato da categoria, foi acertado o pagamento do décimo terceiro até o final de dezembro e a paralisação foi descartada.
Fruet foi à Brasília para tentar recursos para sua administração e mais uma vez, os transportes estão na pauta. Sem os recursos complementares aos arrecadados pelas tarifas não é possível manter integrações, gratuidades e nem investir em melhorias no sistema de ônibus que é considerado um dos referenciais no mundo em qualidade de mobilidade urbana.
A questão orçamentária em relação aos transportes também precisa de uma definição rápida já que em fevereiro do ano que vem começam as negociações sobre aumentos salariais dos funcionários do setor, o que deve elevar ainda mais os custos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Custeio do transporte preocupa prefeito eleito de Curitiba

  1. Esses empresários são chorões mesmo,enquanto o o governo federal não mudar as leis e for mais rígido,essa palhaçada toda vai continuar.

  2. Amigos, boa noite

    Conforme informado no post acima:

    …”Além disso, as empresas de ônibus alegam déficit de R$ 100 milhões que deveriam ser pagos às operadoras pela Urbs ” …

    “As companhias dizem que há um desequilíbrio, com arrecadações menores do que os custos….”

    Nas condições acima, qualquer empresa do planeta seja lá em que ramo for já teria falido.

    Se as empresas continuam operando nestas condições, só pode ser o inverso, pois é impossível
    operar se as receitas forem menor do que os custos.

    Isto nos leva a crer que há um grande coelho nesse mato.

    Lamentável o mesmo discurso todo ano, bem como os mesmos culpados a categoria e os meoms pagadores da compra, os passageiros.

    Não as os orçamentos (Federal, Estadual e Municipal) então Sáude,Transporte, Educação, e demais serviços essências não podem estar sujeitos a esta inércia gerencial por todos os setores
    envolvidos.

    Essa planilha tem de ser atualizada mensalmente e as variações ocorridas têm de ser corrigidas
    de imediato, proibindo-se por lei a “caridade política das tarifas” a qual sempre explode nas mãos do novo governante.

    Nem boi num dorme mais nesta história.

    Vamos evoluir, dinheiro, aumento de custos não é pecado, é a Lei do Mercado e um vício Nacional, pois ainda não aprendemos a viver sem inflação.

    Engana-se quem pensa que inflação baixa no Brasil é bom é nada, é da nossa cultura e só com inflação é que tudo vai bem.

    A seguir alguns exemplos concretos.

    – Mudança do visual das embalagens;
    – Desaparecimento de alguns produtos;
    – Aumento do % de solvente na fórmula da pasta de dente (já repararam como anda mais líquida);
    – Mudança no peso das embalagens,
    – Aumento do tamanho das embalagens (já viram um frasco de detergente de 1 litro);
    – Quase que obrigatório comprar os produtos em quantidade para que possamos ter um
    precinho menso pior.

    Para que todo esse trabalhão, a toa não é; é o aumento de preço mascarado; mas mesmo
    assim ainda falta a quota inflacionária.

    Portanto deixemos de hipocrisia e façam os custos reais de tudo e deixem o pais andar, pois
    senão fica igual a cobertor curto.

    ” Cobre a cabeça, descobre o pé – Cobre o pé descobre a cabeça”

    Basta usar o (Excel) que estas continhas saem em 1 minuto.

    Os governantes devem deixar de perder tempo com “coisicas” e pensar nos grandes
    problemas da Federação, do Estado e dos Municípios, isso sim.

    Vamos evoluir, afinal já dispomos do “Excel” e a mola que move o mundo é o DINHEIRO.

    Em tempo: Este comentário se estende ao post dos aumentos de tarifas do Buzão no município de Osasco.

    Em breve será a vez de Sampa, espere e sentirá a mordida no bolso.

    Att,
    Paulo Gil

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