Transportes no ABC: O descaso está cada vez maior

Publicado em: 26 de novembro de 2012

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O descaso nos transportes do ABC é tão grande que são as empresas de ônibus que não respeitam os assentos preferenciais e rodam constantemente com bancos quebrados. Foto: Adamo Bazani

Transportes intermunicipais no ABC: o descaso é cada vez maior
Às vésperas da audiência pública de uma licitação-tampão, que será no próximo dia 28, ônibus não possuem nem assentos em bancos preferenciais
ADAMO BAZANI – CBN
Cenas de descaso para com o passageiro são cada vez mais comuns nos transportes intermunicipais por ônibus no ABC Paulista.
Com idade média de frota de 9,54 anos (isso mesmo, média, não máxima), os ônibus não são apenas velhos, mas muito mal conservados.
Nem mesmo o direito de lugares especiais é respeitado pelas empresas de ônibus e pela gerenciadora de transportes EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que deveria fiscalizar com mais rigor.
Vários micro-ônibus da Empresa Urbana Santo André, do empresário Baltazar José de Sousa, além de apresentarem diversos problemas mecânicos que interrompem as viagens, circulam sem nenhum tipo de punição pela EMTU com os assentos soltos, sobrando ao passageiro a incumbência de colocar os assentos no lugar ou viajarem em pé ao lado do banco quebrado num modelo de ônibus que é pequeno para a demanda, principalmente em horários de pico.
Na semana passada flagramos um ônibus nestas condições e o pior: os bancos sem assentos eram reservados para portadores de necessidades especiais, pessoas machucadas, idosos e gestantes.
O ônibus fazia a linha 151 (Santo André – Jardim Oriental / São Paulo – Fábrica Troll). O modelo é um micro da Caio, ano 2003, que, segundo o site da EMTU, está com a inspeção válida até agosto de 2013. Ou o problema ocorreu depois da vistoria, ou precisam ser feitas mais vistorias ou então fiscais fizeram vistas grossas, um assunto muito recorrente nas garagens de ônibus do ABC Paulista.
Mas não é apenas este veículo fotografado que apresenta bancos soltos. Em conversa rápida com os passageiros, todos relatam que o problema é constante. A capacidade do modelo é para 22 pessoas, mas todos andam com quantidade maior de passageiros. Como o ônibus é pequeno, com corredor muito estreito, é difícil se deslocar dentro do veículo para a porta traseira com o objetivo de desembarcar.
A Empresa Urbana Santo André faz parte do grupo comandado por Baltazar José de Sousa que possui as piores empresas do Estado de São Paulo, de acordo com o IQT – Índice de Qualidade do Transporte, ranking da EMTU.
A EAOSA – Empresa Auto Ônibus Santo André é a última colocada e a Viação Ribeirão Pires é a penúltima. De 40 empresas, a Urbana Santo André, do ônibus que aparece sem os assentos é a de número 25 e a Viação São Camilo, está na posição 28. Todas essas empresas são de Baltazar.
Os veículos destas empresas são constantemente vistos quebrados nas ruas atrasando a vida dos passageiros e também de quem anda de carro, já que onde param, estes ônibus geram congestionamentos na certa.
Mas não são apenas os ônibus de Baltazar que geram problemas. As cenas de veículos velhos, mal conservados, quebrados, soltando fumaça preta fazem parte de quase todas as empresas com linhas intermunicipais na região do ABC Paulista. É só dar uma volta e prestar atenção nos ônibus azul escuro que ostentam a inscrição: GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO.
É certo que algumas viações já investiram em ônibus novos, mas não é apenas a qualidade da frota o problema das cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

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Vários ônibus da Empresa Urbana Santo André operam com bancos soltos e apresentam problemas mecânicos por falta de conservação. Problemas ocorrem com quase todas as empresas de linhas intermunicipais do ABC.

Linhas desatualizadas, que não acompanharam as modificações sociais e econômicas do ABC que desde os anos de 1990 tem perdido seu caráter industrial para se tornar majoritariamente do setor de serviços, atrasos constantes, motoristas e cobradores mal educados e que andam sem uniformes ou asseio, não cumprimento de horários fazem dos transportes gerenciados pela EMTU no ABC, um dos piores do País, sem exageros.
EMPRESAS OPERAM DER FORMA ILEGAL:
Em boa parte, a situação lastimável da região se dá porque na prática, as empresas de ônibus, mesmo que legalizadas, operam de forma ilegal, por mais contraditório que isso possa parecer.
É que a Constituição Federal de 1988 e a Lei 8.666, de 1993, determinam que todo o serviço público prestado por empresas privadas deve ser regido por um contrato de concessão elaborado mediante licitação. Mas no ABC o sistema ainda é de permissão precária.
E aí que a autoridade do Governo do Estado de São Paulo e da EMTU (autarquia estadual) esbarra e fica parada no poder de fogo dos empresários de ônibus.
A RMSP – Região Metropolitana de São Paulo foi dividida pela EMTU em cinco áreas. Em 2006, a EMTU conseguiu licitar os serviços em quatro delas, menos na área 5, que corresponde aos municípios do ABC.
De lá para cá, a EMTU tentou quatro vezes licitar os serviços da região. Três foram esvaziadas pelos donos de empresas de ônibus e uma foi impedida pela Justiça, a pedido dos empresários.
Em todas as outras áreas que foram licitadas, houve melhoria nos transportes. As empresas formaram consórcios operacionais mais organizados, parte da frota se tornou acessível, com piso baixo ou elevadores, os ônibus foram renovados e as empresas começaram a ter mais obrigações justamente previstas nos contratos.
É certo que ainda há problemas nestas áreas, mas nada se compara ao descaso do ABC Paulista.
Com permissões precárias, muitas datadas dos anos de 1970, as empresas do ABC, mesmo com as fiscalizações, operam praticamente como querem.
As exigências são mínimas.
A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – anunciou que neste ano concluiria uma licitação para as intermunicipais do ABC. Não conseguiu – de novo! O máximo que vai ocorrer é uma audiência pública às 14 horas no Consórcio Intermunicipal do ABC, na Avenida Ramiro Coleoni, 05, em Santo André, agora, no próximo dia 28. Serão apresentadas as principais propostas da licitação e o órgão vai receber as contribuições de sugestões. Se a EMTU desta vez conseguir, o certame deve ser concluído em março de 2013.
Mas não pense que esta licitação vai trazer grandes avanços.
Ela será na verdade uma licitação-tampão cujas permissões e não concessões só vão valer até 2016.

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Se o passageiro quiser ir sentado na linha 151 deve pegar o assento no chão e consertar ele mesmo o banco. Foto: Adamo Bazani

É que em 2016, os contratos das outras quatro áreas vencem e o intuito da EMTU é licitar “ tudinho de uma vez num montão no fim do ano” dos contratos, incluindo a área 5 do ABC.
Como serão permissões de apenas três anos, dificilmente outros grupos empresariais investiriam altos valores para ficarem pouco tempo e passarem por novo processo de licitação e, como pode ser visto, licitação de transportes é sempre marcada por polêmica, brigas judiciais e até casos de violência. Seria muito desgastante.
NÃO ESPERE GRANDES MUDANÇAS:
O cenário no ABC não deve mudar muito.
Em Mauá, Ribeirão Pires e região, Baltazar deve continuar, mesmo que não diretamente. Depois das tentativas frustradas do empresário ligado a Baltazar, David Barione entrar no lugar da Leblon Transporte nas linhas municipais de Mauá, ele deve partir para as intermunicipais. Já há alguns ônibus zero quilômetro comprados em nome da Viação Estrela de Mauá , que seriam operar no lote 02 da cidade, mas que foram impedidos pelo fato de a Justiça reconhecer, em várias instâncias, a legitimidade da Leblon de operar o lote 02. Há ainda ônibus da Estrela de Mauá bloqueados na encarroçadora Mascarello por falta de crédito.
Para Santo André e São Bernardo do Campo, a predominância deve ser da família Setti Braga. Dona da Metra, empresa considerada modelo e com aprovação maior que do metrô, mas que não faz parte da área 5, apesar de servir o ABC, a família possui a Auto Viação ABC, em São Bernardo do Campo, e a Publix. A Publix foi formada em 2011 após a família comprar as empresas Interbus Transportes e Auto Ônibus Circular Humaitá, de Ronan Maria Pinto, e a Utinga, de Mário Elísio Jacinto.
Em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Nivaldo Aparecido Gomes deve continuar com as intermunicipais.
Na cidade de São Caetano do Sul, a família de Fábio Eustáquio Silveira, deve permanecer predominando.
Sebastião Passarelli, da São José de Transportes da cidade de Santo André, vai tentar permanecer.Junto com a família Gabrilli, à frente da São José, o empresário enfrentou restrições por parte da prefeitura de Santo André por não ter aceitado fazer parte do suposto esquema de corrupção envolvendo empresas de ônibus que, segundo o Ministério Público, teria motivado o assassinato do então prefeito Celso Augusto Daniel.
As famílias Locosselli, da Expresso SBC, de São Bernardo do Campo, Fogli, da Trans-Bus, também de São Bernardo do Campo, e Sófio, da Parque das Nações, de Santo André, tradicionais no ABC, tentam resistir, mas para muitos deles, que hoje são pequenos, a pressão é grande.
“É desanimador, a gente de vê sufocado” – disse um dos empresários ouvidos pela reportagem e que, por questão de segurança, não pode ser identificado.
MAMÃO COM AÇUCAR:
O caráter tampão da licitação pode ser visto pelas baixíssimas exigências no certame de 2012/2013.
Não haverá exigência de idade média, só máxima de 10 anos para ônibus convencionais e de 12 para articulados.Ou seja, se as empresas trocarem só parte da frota, pronto, já estão dentro.
Aliás, o ônibus com os assentos soltos do início da matéria, ano 2003, ainda poderia rodar pelo ano que vem inteiro, apesar de estar em estado lamentável.
A população vai pagar o GPS dos ônibus. Em todas as licitações, as empresas de ônibus pagam pelos sistemas de monitoramento. Mas na área 5, o Governo do Estado vai instalar os equipamentos para as viações – com dinheiro público.
A EMTU promete readequar as linhas, deixando o sistema mais inteligente, reduzindo as sobreposições com as linhas municipais. A estimativa é reduzir 8,6% da frota, 10% das viagens, 11% da quilometragem percorrida e 2,5% das linhas.
Mas quais os motivos alegados pelos empresários para boicotarem até agora uma licitação que poderia melhorar a vida das pessoas?
Primeiro são os custos. Com base nos salários dos motoristas, que é o maior da categoria no País, dizem que operar no ABC é caro, isso sem contar com a topografia de algumas linhas. Mas nas outras regiões da Grande São Paulo, conforme a reportagem presenciou, há linhas mais difíceis que no ABC.
Também alegam indefinições e o temor de perderem a demanda para dois projetos ferroviários. O Expresso ABC e o monotrilho do Alvarenga.
O Expresso ABC vai seguir paralelo à linha 10 Turquesa da CPTM, mas com menos paradas.
Já o monotrilho vai servir São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul até a estação Tamanduateí, em São Paulo.
É verdade que estas linhas devem tirar demanda dos ônibus, mas não de todo o sistema intermunicipal do ABC, somente, no entanto, na área que os modais ferroviários vão trafegar.
Especialistas dizem que a resistência dos empresários se dá pela acomodação e pouca disposição de mudança. Renovar a frota para algumas empresas já faz parte de sua característica, mas para outras, é algo quase impossível, dada a situação administrativa e jurídica das viações. Há muito tempo, EAOSA, Urbana Santo André, Ribeirão Pires e São Camilo baseiam suas renovações comprando ônibus usados, mas um pouco mais novos, já dispensados de outras cidades do País.
Criação de consórcios também não é algo bem visto pela estrutura empresarial da região, pela qual, cada família está acostumada a dominar algumas cidades, sem invadir a vizinha, apenas passando eventualmente com os ônibus.
A questão é que o contrato da nova licitação mexe com muito dinheiro: R$ 1 bilhão.
Os números dos ônibus intermunicipais do ABC são generosos: 7,78 milhões de passageiros por mês, 153 linhas e 947 veículos.
Pelas linhas gerais da licitação de 2012/2013 só resta a população do ABC desejar: Que venha 2016
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Comentários

  1. Luiz Vilela disse:

    ABC é o melhor exemplo do que significa falta de integração entre modais em demandas de alta capacidade, quando vários municípios estão envolvidos:
    – CPTM 10 não só é uma das piores linhas da empresa como a que apresenta os maiores problemas de revitalização em geral. O tal Expresso se inclui.
    – A grande maioria dos ônibus são caros, ruins e trafegando por linhas ineficientes.
    Apenas a Metra se salva e, acredito, sua alta aprovação também se deve à grande diferença de qualidade de seus serviços quando comparada aos demais do ABC. Torço para que consiga – por mérito – se transformar cada vez mais num autêntico BRT.

  2. Wesley Souza disse:

    Só vão resolver o problema quando prenderem o Balta e acabarem com a máfia, é meio obvio que ele deve subornar muita gente … E quando a EMTU tomar vergonha na cara e fazer uma licitação descente, e uma empresa de qualidade entrar …

  3. Jackson disse:

    o governador é um frouxo que não toma atitudes contra a máfia dos transportes e nem contra a bandidagem que está dominando o estado se ele fosse home acabava com essa palhaçada garanto que se ele convidar empresas de são paulo e de outros estados também vai aparecer alguém querendo operar essa linhas se elas não fossem rentaveis o vagabundo do baltazar não estaria operando elas e no caso da mobibrasil assumir as linhas da viação imigrantes isso foi venda das linhas e pagamento de propina para o pessal da EMTU ficar de bico bem caladinho podem ter certeza ninguem dá nada de graça pra ninguém ……. http://onibusbrasil.com/foto/1284660/

    1. Paulo Gil disse:

      Jackson, boa noite.

      Aqui em Sampa apareceu uma empresa chamada VIM – Viação Metropolitana,
      que dia um dia para o outro virou Mobibrasil.

      Se não me engano a VIM é uma empresa do Nordeste (Pernambuco – Recife) – me corrijam se eu estiver errado em algo.

      Você ou algum comentarista do Blog sabe de onde surgiu essa Mobibrasil e qual o grupo controlador ?

      Foi um grande alarde a entrada da VIM em Sampa até com matérias aqui no Blog e num passe de mágica a Mobibrasil passou a operar no lugar da VIM ????

      Mistério …

      Att,

      Paulo Gil

    2. Luiz Vilela disse:

      Simples, não? Quem “aparecer” estará interessado nestas “linhas”, que não interessam ao usuário porque são ineficientes. Só nteressam a quem ganha estas concessões porque o usuário não tem opção melhor de transporte público coletivo. Não existe solução sem rede integrada e redistribuição de linhas.

  4. André disse:

    A Copa do Mundo 2014 no Brasil será uma vergonha em termos de transporte público e o pior de tudo,seremos uma gozação mundial.

  5. Sérgio Santo André disse:

    Bem, esses assuntos Baltazar, EMTU, EAOSA, já deram no saco…Todo mundo sabe o que precisa ser feito, só que a grana fala mais alto, são todos uma tropa de mercenários, quem der mais leva. Quanto a vistoria da EMTU nos ônibus do Baltazar….é uma piada….seria cômico se não fosse trágico. Está faltando caráter no mercado…e o ABC que se f…, não é mesmo ???? A linha 10 da CPTM é outra palhaçada. O Secretário Estadual de Transportes parece uma múmia egípcia. Se vc reclama dos trens ele acha que está uma maravilha…claro, não é ele que anda de trem, esse lixos da Espanha que o titio Covas deixou de herança maldita pro pessoal do ABC. Já não bastasse isso, ainda temos que aguentar esse “secretariozinho” incompetente….é lamentável.

  6. Paulo Gil,
    O grupo controlador da MobiBrasil é o mesmo. Apenas ocorreu a mudança da marca do grupo. Abaixo, texto retirado do site da empresa: http://www.mobibrasil.com

    “MobiBrasil é a nova identidade do Grupo Metropolitana.
    Uma nova marca que chega para dar unidade a todas as empresas do grupo e, principalmente, para alinhar nossa imagem ao que somos: uma empresa comprometida com a qualidade do serviço oferecido, moderna e inovadora, que está constantemente evoluindo e pensando no melhor para os seus clientes.
    Acreditamos que podemos impulsionar grandes mudanças e que estas podem tornar melhor o dia-a-dia da sociedade. Este é o nosso foco.”

    1. Paulo Gil disse:

      Sr. Pedro Rodrigues, bom dia.

      Muito obrigado pela informação e esclarecimento.

      Att,

      Paulo Gil

  7. Bruno BC disse:

    A situação pessima de operação está também no Grupo ABC, pois na Auto Viação ABC a frota foi renovada, mas pelo menos na linha 196 Term. SA – SBC Selecta, tabela de horários é algo que não existe, eles atrasam as partidas, não cumprem os horários e você fica plantado no ponto esperando o ônibus que vem ultra lotado… Isso não acontece só durante o dia quando o transito é caótico, mas também a noite nas última viagens, quando não tem mais transito… O desconforto e o descaso é tão grande que essa é a pior parte da minha viagem, o descaso supera o do Metrô e da CPTM.

    1. Sérgio Santo André disse:

      Pois é Bruno, o grupo ABC, depois que criou a “Publix” começou a relaxar geral. Como vc disse, os carros da linha 196 são menores e com a maldita profissão do motorista/cobrador. Outra coisa que irrita é aquela famigerada porta de desembarque no meio, parece que eles fazem de propósito para irritar o passageiro. Mas não fique preocupado que a situação vai piorar. Eu estava hoje em um carro da linha B-51, da nossa querida “Urbana” municipal, e o motorista, que já é também cobrador, teve que descer do ônibus para acionar o elevador para portadores de necessidades especiais !! Veja só, o cargo vai mudar agora para motorista/cobrador/operador de elevador, vai ficar uma maravilha !!!!!

  8. Felipe disse:

    Expresso ABC mesmo nem em 2014, pq a CPTM tem que requerer aos órgãos da União (Governo Federal) para explorar a área ali aonde fica os trens da MRS

  9. Marcelo Lopes disse:

    MARCELO SANTO ANDRÉ. O problema, Sergio de Santo André, é do cabeção do motorista que aceita fazer dupla função (motorista e cobrador) e do cobrador,,que tá tirando o emprego dele e ele morre de rir.

  10. Waldir disse:

    Venho por meio deste, relatar nossa insatisfação pela empresa ABC, responsável pelo translado do grupo que viajou para Caldas Novas entre os dias 11/10 a 16/10/2014. Vale ressaltar que ida transcorreu sem nenhum problema, levando em consideração um tempo de viagem de 100 min entre Lafaiete a BH, considerado de certa forma aceitável.

    Entretanto, a viagem de volta foi um transtorno e totalmente traumática para os usuários que contrataram os serviços pela Serra Azul Turismo e outras agências de Lafaiete e região. Abaixo segue um relato de todas as anomalias ocorridas durante a viagem:

    1- Sistema de som do ônibus não funcionou

    Imagina para uma guia comunicar com os usuários sem um sistema de som eficiente, as pessoas que ficam na parte de baixo e aquelas viajavam no fundo não conseguia entender nada.

    Se tinha informações importante que a guia deveria passar a mesma não aconteceu. Alem de tudo queimou a imagem da guia que talvez não tenha nenhuma culpa.

    2- Sistema de ar condicionado danificado

    A viagem em si já é um transtorno, imagina uma viagem cheia de problema a um sol de + – 36º

    Os colegas do andar térreo sofriam com o frio excessivo, enquanto que viajava na parte de cima sofria com o calor.

    Como entender para uma empresa que presta serviço ligado diretamente a pessoa, em seu plano de meta não ter um indicador preze pelo bem estar dos usuários? O que se via que era que para empresa ABC o importante é o quanto ela vai ganhar por viagem e não o que poderia ganhar com viagens futuras deste mesmo grupo ou outros.

    3- Sistema de áudio e vídeo

    O DVD disponível não funcionou durante a viagem, ou seja, para viagem longa, que transcorreu completamente de dia sem uma forma de entretenimento, torna a viagem ainda desgastante e angustiante.

    É inadmissível que uma empresa que estar no ramo a muito tempo, e com o avanço tecnológico, ainda mantém um sistema arcaico que não funciona, como a mesma quer manter seu nome limpo no mercado de forma atender a um público e se manter no mercado concorrido.

    4- Freezer

    O calor do lado fora estava 36º, não muito diferente do ambiente interno de quem viajava no andar superior, como o ônibus (1011) tinha um freezer que não refrigerava água que era um bem mais precioso que poderíamos ter como benéfico durante a viagem.

    5- Ambiente interno do ônibus

    Para mim e outros que viajaram nas últimas poltronas podemos dizer que foi um suplício na ida principalmente quanto na volta, onde o barulho do motor era ensurdecedor bem como um armário adaptado e travado com folha de isopor que durante o trajeto fazia um barulho que não nos deixou relaxar par uma viagem dos nossos sonhos.

    6- Manta

    As mantas não posso dizer que estavam ruim, mas estavam empoeiradas e fina, para quem tem alergia imagina situação de não poder usufruir melhor deste benefício e a noite o ar condicionado sem um controle de temperatura com se proteger. Talvez seria melhor informar que não vai tê-la.

    7- ônibus

    – Ida: O ônibus 1011 na ida não apresentou nenhum problema, graça a Deus, apesar do frio à noite a viagem transcorreu normalmente chegamos ao hotel na hora certa. Esta situação nos alegrou, pois tivemos a oportunidade de aproveitar da infra estrutura do hotel e dos parques aquático. Tudo maravilhoso. Todos estavam felizes até chegar o dia de retornarmos.

    – Volta: O 1011 saiu as 08:30 horas do Thermas, todos estavam fazendo a conta da hora que chegaríamos em casa e fazíamos planos do que seria feito assim que transcorresse as + -14 horas estimadas. Tendo em vista que nesta excursão tínhamos gente de Lafaiete, Ouro Preto e Região, que já havia agendando com outro meio de transporte para levá-los a sua residência no horário previsto. Porém o que nos aconteceu foi a volta mais desgastante de nossas vidas, o ônibus apresentou o primeiro problema por voltas 17 horas e na parou ai. Na verdade foram uma série de paradas intermináveis de média de 1 hora de parada.

    O absurdo, é falta de comunicação dos colaboradores da ABC durante a viagem para com os seus hóspedes e falta de atitude da empresa que tomando ciência dos fatos deixou que nossa viagem se tornasse um desgosto.

    A ABC tão pouco se preocupou com os Idosos que estavam ali, e não fez nada. Os mesmos sentiam-se inconfortável dentro de um ônibus sem ar condicionados e que a qualquer momento poderiam ter um problema mais sério.

    Vem a pergunta, porque não veio nenhum socorro? Porque não trocaram o ônibus? Além de tudo porque os motoristas se calaram. Coitada da Guia sem informação concreta não conseguiu deixar seu grupo tranqüilo.

    8- O pior de tudo

    Depois disto tudo, a empresa ainda tem coragem de nos solicitar um preenchimento de formulário de satisfação. A meu ver, não vale de nada, pois o que temos são relatos de que este mesmo ônibus (1011) vem apresentando problemas em outras viagens passadas. (Relatos de viajantes que já passaram por este mesmo fato no 1011)

    Conclusão, em outras viagens, se as empresas de turismos nos oferecerem pacotes de viagem com empresa ABC, vão perder a venda, pois assim como eu, já mais vamos viajar com ABC para qualquer outro lugar.

    Viramos motivos de chacota, pois na parada no trevo de Ouro Preto, três ônibus da Cassitur que saiu as 13 horas de Caldas Novas passou por nós chegando em casa no horário. E vale lembrar que os custos com eles eram mais em conta, onde muitos falaram que vão usar nas suas próximas viagem.

    Esperamos que a ABC se manifestasse nos apresentando uma análise de falha e um pedido de desculpa formalmente e nos ofereça um reconhecimento pelos nossos prejuízos. Estou levantando a lista dos viajantes para juntos fazermos uma ação conjunta contra a empresa que tanto tem deixados os seus usuários insatisfeitos.

  11. busologo27 disse:

    olha so vi essa matéria agora por que estava vendo uma outra sobre o transporte em santo andre atual e claro mas parece piada olha quanto tempo se passou desde a publicação dessa matéria estamos já no final de 2019 pra 2020 faltam apenas dois meses e nada mudou outro dia mesmo vi no jornal bom dia são Paulo da rede globo um caso semelhante com um ônibus da viação imigrantes que imagino ser do mesmo dono esse tal de Baltasar faltavabotoes no painel do motorista bancos quebrados e sujos e segundo relatos dos passageiros tinha ate baratas e era um ônibus chamado seletivo tinha gente em pe nele sendo que não e permitido isso nesse tipo de ônibus nem vou falar do preço da passagem milagrosamente trocaram o ônibus no outro dia mas também não era la aquelas coisas esse Baltazar e um picareta so opera por causa de um cupincha por que não da pra chamar de juis um cara que permite um empresário desse rodar concedeu uma LIMINAR A ELE E ISSO INPEDE DA EMTU fazer uma licitação pra área 5 onde fica o abc a única empresa que tem o prefixo correspondente a essa área e a mobi brasil que em são Paulo presta um serviço nota 7 e meio e no abc nota 5 mas pelo menos e a única que pode oferecer alguma qualidade ainda que pouca a EMTU comemora a chegada de ônibus com ar condicionado na região oeste so fico pensado nessa área 5 que logo logo todas as áreas vão ter ônibus com ar condicionado,wifi,e tomadas usb e na área 5 nada disso vai acontecer mas com certeza a EMTU deve aumentar a passagem justificando essas melhorias mas os passageiros do abc a não ser pela metra que opera os trólebus vão ver e ter aceso triste

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