Apenas três empresas se classificam no DF. Viplan fica de fora

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Até a Viplan, uma das maiores empresas do Distrito Federal, ficou de fora da licitação. Das nove empresas que entregaram as propostas, apenas três foram habilitadas a continuarem no certame, que é considerado o maior de sistema urbano no País. Três mil e quinhentos ônibus serão trocados por novos em seis meses.

Três empresas foram habilitadas para licitação no Distrito Federal
Das nove viações que se apresentaram, apenas três tiveram condições de entregar as propostas. Viplan não foi classificada
ADAMO BAZANI – CBN
Depois de vários problemas e entraves legais, envolvendo o Tribunal de Contas e o Ministério Público do Trabalho, nesta quinta-feira, dia 25 de outubro, a licitação dos transportes urbanos do Distrito Federal avançou mais uma etapa. Trata-se do maior certame de serviço de ônibus urbano, que prevê a reorganização do sistema da Capital Federal e do entorno e a troca de 3 mil 500 veículos.
Uma das intenções da licitação era diminuir a concentração dos serviços em poder de poucas empresas.
Esse objetivo deve ser frustrado.
Nesta quinta-feira, o Governo do Distrito Federal abriu as propostas das companhias de ônibus e das nove interessadas, apenas três reuniram condições de continuar na disputa: Cidade Brasília, Pioneira e São José. A Viplan, uma das maiores empresas da região, ficou de fora da licitação por não apresentar todas as certidões exigidas.
As empresas que não foram classificadas têm cinco dias úteis para apresentarem recursos e a Comissão de Licitação mais cinco dias para analisar e dar a resposta.
Também ficaram de fora o Consórcio Brasília e o Consórcio DF.
O Consórcio Brasília é formado pelas empresas Veneza, Rota do Sol e Cootransp e o Consórcio Brasília tem como integrantes a Transkuba, de São Paulo, e a Cooperastro.
Agora o Governo do Distrito Federal – GDF vai analisar as propostas financeiras.
O sistema de transportes foi dividido em cinco lotes operacionais.
Como o número de habilitadas foi menor que o número de lotes, o GDF não descarta a possibilidade de abrir novas licitações para as bacias que sobrarem.
Lote 01, também chamado de Bacia 01, que engloba Brasília, Sobradinho, Sobradinho II, Planaltina, Cruzeiro, Lago Norte, Sudoeste Octogonal, Fercal e Varjão, com prervisão de 417 ônibus.
Lote 02: Gama, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, Candangolândia, Lago Sul, parte do park Way, Jardim Botânico e Itapoã
Os outros quatro lotes devem começar a operar em janeiro, se não houver nenhum outro entrave ao processo licitatório, com 640 veículos.
Lote 03: Núcleo Bandeirante, Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo I e II, com 483 ônibus.
Lote 04: Guará, parte de Taguatinga, Ceilândia, Águas Claras e parte do Park Way, com 464 ônibus.
Lote 05: Vicente Pires, parte de Taguatinga, Brazlândia, Ceilândia, SAI e SCIA: 576 ônibus.
Entre as exigências do certame está a renovação da frota. Ao lado da área 5 da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, correspondente às linhas intermunicipais do ABC Paulista, os transportes do Governo Federal são os que possuem a maior idade da frota, com ônibus chegando a 19 anos de uso. No ABC Paulista, por pressão dos empresários de ônibus, a EMTU não conseguiu realizar a licitação dos transportes.
No Distrito Federal, a estimativa é de após a assinatura de contrato com as empresas vencedoras, que deve ocorrer entre dezembro e janeiro, em seis meses sejam colocados 3.500 ônibus zero quilômetro.
As empresas de ônibus em conjunto devem investir R$ 7,7 bilhões na renovação de frota, tecnologias de monitoramento com GPS e informação em tempo real sobre horários e posicionamento dos veículos, abrigos para os passageiros e outros itens de infraestrutura.
Os contratos de concessão e não mais de permissão precária (algumas empresas nem contratos claros possuem hoje) terão validade de 10 anos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

1 comentário em Apenas três empresas se classificam no DF. Viplan fica de fora

  1. Se não estou enganado havera licitação para transporte em 2013 para a cidade de São Paulo, tem que haver mais criterios nas escolhas das empresas, existe empresa ou cooperativa que não tem condiçoes de prestar serviço nem para a cidade de Itapipoca, e esta anos rodando com suas latas velhas em São Paulo, veja o exemplo da Fraçon, ganhou a licitação para reformar e concertar as vias eletricas dos trolebus no prazo de5 anos, e não passou nem um ano já faliu, faltou analise patrimonial e estrutural da empresa em questão, não se pode aceitar empresa abertas istantaniamente so para ganhar licitações, economia sem qualidade não é economia e porcaria.

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