Marcopolo e funcionários comemoram junto ao ônibus 350 mil

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Marcopolo San Remo foi um dos modelos urbanos que marcaram a paisagem de várias cidades entre as décadas de 1970 e 1980. Modelo antecedeu, junto com o Veneza, o Torino, que passando por diferentes atualizações, é produzido até hoje.

Marcopolo faz comemoração com ônibus 350 mil
Veículo de dois andares foi cercado por funcionários que celebraram os 63 anos da empresa que se tornou a terceira maior encarroçadora do mundo
ADAMO BAZANI – CBN
Em 06 de agosto de 1949, os irmãos Dorval Antônio Nicola, Nelson Nicola, Doracy Luiz Nicola fundavam a empresa Nicola & Cia para serviços de chapeação e pintura de cabines de caminhão. No mesmo ano, surgia a primeira encomenda para a produção de uma carroceria de ônibus. O ônibus era feito de madeira sobre uma estrutura de alumínio. Demorou três meses para ficar pronto, já que foi feito artesanalmente, forma de produção muito comum até os anos de 1950, quando, com os incentivos ao transporte rodoviário e à indústria automotiva, as fabricantes de carrocerias começavam a assumir uma postura mais profissionalizada.
O veículo deu origem a uma encomenda feita por uma empresa de ônibus do Sul, a Transporte Pérola. Seria o primeiro lote de uma quantidade de ônibus que tornaria a Marcopolo, nome adotado nos anos de 1970, uma das maiores produtoras de carrocerias do mundo. Estima-se que seja a terceira maior fabricante mundial, com previsão de 32,5 mil unidades só este ano.
Neste mês de outubro, a Marcopolo comemorou a produção de 350 mil ônibus. O veículo deste número é um Paradiso 1800 DD (Double Decker), ônibus de dois andares de luxo, que recebeu pintura comemorativa para o feito. O ônibus pertence à Geração Sete de rodoviários, lançada em 2009. Desde então, os modelos da Geração Sete, G 7, como são chamados, já venderam mais de 10 mil unidades, entre o Viaggio 900, Viaggio 1050, Paradiso 1050, Paradiso 1200, Paradiso 1600 LD – Low Driver e Paradiso 1800 DD – Double Decker.

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Ônibus de número 350 mil da Marcopolo reúne conforto e sofisticação. Até chegar a este marco de produção e se tornar uma das maiores encarroçadoras do mundo, a Marcopolo, antes chamada de Niciola, passou pelas diversas fases do desenvolvimento do País, inclusive quando os ônibus ainda eram feitos de madeira e enfrentavam pequenos caminhos de terra, muitos dos quais se tornaram importantes rodovias. Foto: Júlio Soares.

Os ônibus da Geração Sete são dotados de itens de conforto, segurança e design moderno. O veículo comemorativo de dois andares, número 350 mil, é encarroçado sobre chassi Scania K 440 8 X 2, ou seja, com dois eixos na frente e dois traseiros. A capacidade é para 44 passageiros no piso superior com poltronas semi-leito e nove passageiros no piso inferior acomodados em poltrona tipo leito. As poltronas possuem tecido especial, espuma de viscoeslático que se amolda ao corpo e novos apoios para pés e braços.
O piso inferior conta com sistema de áudio e vídeo, com aparelho de DVD, dois monitores de 23 polegadas, rádio com MP3, fones de ouvido com plugs individuais e controle do volume do som no console das poltronas, além de saídas individuais de ar ondicionado, com possibilidade o passageiro controlar o fluxo de resfriamento são alguns dos diferenciais da carroceria, segundo a Marcopolo. A iluminação é indireta para aumentar o conforto visual do passageiro e as luzes de leitura, acionadas por toque suave, são de LED, assim como os conjuntos ópticos externos traseiro e dianteiro.
Mas para que a Marcopolo chegasse a esta sofisticação em seu modelo e ao número de 350 mil carrocerias, um longo caminho teve de ser percorrido. São vários os fatos que marcaram a história não da empresa apenas, mas que refletiram pelos transportes o crescimento do País. Até o Marcopolo Paradiso 1800 DD, número 350 mil, não podem ser esquecidos: o primeiro ônibus de madeira em 1949, a entrada na empresa de Paulo Pedro Bellini, em 1951, que deu uma nova dimensão ao negócio e que está até hoje na companhia, a construção das primeiras carrocerias metálicas em 1952, as primeiras exportações em 1961, a mudança de nome de Nicola para Marcopolo por conta do sucesso do modelo homônimo e pelo fato de não haver mais nenhum Nicola na administração da empresa, a compra das Carrocerias Eliziário, em 1969, o primeiro ônibus de BRT em 1974 para o Curitiba – o Veneza Expresso, o lançamento no início dos anos de 1970 do modelo San Remo, a entrada em produção do urbano Torino entre 1982 e 1983, em 1986, o Paradiso High Deck, com salão de passageiros acima do nível do motorista, sendo até então o ônibus brasileiro mais alto, com 3,96 metros, entre outros.
Toda a história, que registrava avanços a passos mais lentos, mostra agora que o segmento de ônibus acompanha a velocidade das mudanças, cada vez maior.
Provas são os números de produção, informados em nota à imprensa, pelo diretor geral da Marcopolo, José Rubens de La Rosa:
“Comemoramos 100 mil ônibus em 1998. Em 2007, superamos as 200 mil unidades e agora, em apenas cinco anos, ultrapassamos a marca dos 350 mil veículos produzidos. Isso também é reflexo da internacionalização da Marcopolo e da ampliação de suas operações nos principais mercados do mundo, que deverão fabricar 32,5 mil unidades somente este ano”, salienta o executivo.

Ainda segundo a nota, “hoje, a Marcopolo possui fábricas em nove países além do Brasil (África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia, Egito, Índia, México e Rússia) e conta com cerca de 22 mil colaboradores. No Brasil são três unidades que produzem mais de 20 mil ônibus por ano, localizadas em Caxias do Sul (duas) e Rio de Janeiro.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

4 comentários em Marcopolo e funcionários comemoram junto ao ônibus 350 mil

  1. Eu vi e entrei nesse carro na Fetransrio.
    Minha melhor foto dele: http://onibusbrasil.com/foto/1332986/
    Abraços

  2. parabéns à Marcopolo , e que ela permaneca GRANDE COMO É por toda vida.

  3. esse San Remo,foi um marco da decada de 80.aqui em Recife,foi marcante.parabens a Marcopolo pelos 350 Mil Onibus!

  4. Esse Marcopolo San Remo marcou muita presença em várias capitais brasileiras na década de 80, inclusive aqui em Maceió, chegando a circularem aqui até 1993.

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