IVECO ANUNCIA QUE VAI ATUAR EM TODOS OS SEGMENTOS DE ÔNIBUS NO BRASIL

ônibus Iveco

Iveco entra firme no mercado de ônibus e já em 2013 vai comercializar dentro do maior segmento do setor, o de 17 toneladas, que hoje responde por 40% de todos os ônibus vendidos no Brasil. Divulgação Iveco.

ônibus Iveco

O Iveco S 170 terá suspensão pneumática, um diferencial para ônibus de 17 toneladas de motor dianteiro, segundo a fabricante. Motor será FPT NEF6 ID de 6,7 litros, 280cv e 950Nm e chassi pode receber carrocerias de até 13,2 metros. Divulgação Iveco

Iveco entra firme no mercado brasileiro de ônibus
Gama de produtos da família CityClass foi ampliada e empresa comercializa no ano que vem ônibus de 17 toneladas. Até 2017, Iveco deve atuar em todos os segmentos de ônibus
ADAMO BAZANI – CBN
“Nós entramos no mercado brasileiro não apenas para ser mais uma marca. Mas para oferecermos produtos diferenciados em cada segmento e inovar”.
A frase do diretor da plataforma de veículos pesados e ônibus da Iveco, Marcelo Motta, mostra que a marca não está de brincadeira e deve fazer parte de um dos mercados mais restritos da economia brasileira: o de ônibus, que possui um pequeno número de fabricantes e praticamente não realiza importações.
A Iveco é hoje a segunda maior fabricante de ônibus na Europa e sua entrada no mercado brasileiro era alvo de especulação há vários anos. A empresa atua no segmento de ônibus desde 1854,com a Magirus. Em 1899 teve o primeiro ônibus comercializado na Alemanha pela marca Fiat. Em 1999, ocorreu um marco importante para a Iveco no mundo, quando formou uma joint venture com a Renault Ônibus, criando a Irisbus.
Em 2003, assumiu sozinha a Irisbus.
Apesar da grandiosidade, no mercado brasileiro, um dos maiores do mundo e que já supera o da Europa, segundo a própria Iveco, a empresa se limitava, em parceria com a encarroçadora Neobus, a produzir o micro-ônibus escolar CityClass.
Os números do modelo não iam nada mal: Desde 2009, quando foi criado o Programa Caminho da Escola, do Governo Federal, para facilitar o deslocamento de estudantes em áreas de difícil acesso, a Iveco comercializou cerca de 4 mil unidades.
“Apesar da retração do mercado este ano, vislumbramos que o setor de ônibus terá um crescimento significativo a partir do ano que vem. O nível de emprego e a renda devem aumentar e eventos como Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 vão estimular as compras de ônibus. Por isso, achamos que este é o momento certo de a Iveco entrar firme no setor” – disse o presidente da Iveco na América Latina, Marco Mazzu.
Até 2017, a Iveco pretende atuar em todos os segmentos de ônibus no Brasil e para começar, ela já apostou em fatias do mercado significativas: a dos ônibus de 17 toneladas e dos micro-ônibus para serviços executivos, de turismo, fretamento e, claro, o de escolar.
ÔNIBUS DE 17 TONELADAS – S 170:
O segmento de 17 toneladas é o maior do mercado nacional. Hoje representa 40% de todos os ônibus vendidos no Brasil.
Questões de custos de manutenção mais baixos e as condições de operação nas cidades e estradas, muitas vezes com pavimentos ruins que exigem um veículo mais robusto, fazem com que a maioria dos frotistas opte pelos modelos de motor dianteiro.
Praticamente este segmento está nas mãos de apenas duas fabricantes: a Mercedes Benz, com o OF 1721 Euro V, e a MAN / Volkswagen Caminhões e Ônibus com o 17.230 Euro V.
Mas o mercado deve ter mais opções.
A Agrale já anunciou para o ano que vem a produção de ônibus deste porte. Agora, a Iveco também exibindo um protótipo, o S 170, mostra que as opções neste segmento vão aumentar.
“Nosso ônibus de 17 toneladas terá diferenciais. Ele vai contar com suspensão pneumática, motor próprio que já foi desenvolvido para o novo padrão Euro 6, de restrição a emissão de poluição, mas que aqui vai atender às normas atuais Euro 5” – explicou Paolo Del Noce, diretor da divisão de ônibus da Iveco.
O ônibus será comercializado a partir do segundo trimestre de 2013 e com o veículo, a Iveco pretende alcançar entre 12% e 14% de participação do vasto segmento de 17 toneladas em quatro anos. Até 2018, só este segmento em todo o Brasil deve responder por cerca de 15 mil unidades.
O motor do ônibus de 17 toneladas da Iveco é um FPT NEF6 ID de 6,7 litros, 280cv e 950Nm.
Para atender aos padrões de redução de emissão de poluentes do Proconve P 7, o ônibus possui sistema de Redução Catalítica Seletiva, com um tanque de ARLA 32 – Agente Redutor Líquido Automotivo, que ao ser colocado eletronicamente no sistema de escape provoca uma reação química diminuindo a emissão de alguns poluentes.
A Iveco garante que o câmbio, manual, será de engates mais precisos e leves devido um novo sistema de cabos.
O freio, a tambor, terá maior área de atrito o que vai oferecer mais segurança aos passageiros e demais pessoas nas vias. O sistema de freios é chamado de Heavy Duty.
O Iveco S 170, indicado para ônibus urbano, intermunicipal e de fretamento, pode receber carrocerias de até 13,2 metros e tem entre-eixos de 5,95 metros.
“A Iveco não vem sem experiência neste segmento para o Brasil. Trouxemos todo conhecimento que nos faz ser um dos principais fabricantes na Europa e percorremos mais de 10 milhões de quilômetros em testes com um modelo que atende a América Latina. Agora, usamos todos estes resultados , desenvolvemos um produto que traz rentabilidade e baixo consumo para o frotista e conforto para o passageiro” – disse o diretor da plataforma de veículos pesados e ônibus da Iveco, Marcelo Motta.
Os testes ocorrem desde 2006. Ao todo são 50 ônibus que circulam pelo Sul e Nordeste do Brasil. O modelo que serviu de base para estes testes foi o C 170 E 22, que segue ainda os padrões de restrição à poluição Euro 3.
O modelo brasileiro, que é diferente e incorpora mais tecnologia até mesmo para seguir os padrões Euro V, foi elaborado no Centro de Desenvolvimento de Produto da Iveco e vai ser produzido na Unidade Industrial de Sete Lagoas, em Minas Gerais.
O Iveco S 170 será destinado ao mercado brasileiro. A unidade de Córdoba, na Argentina, deve atender aos demais países da América Latina.

CITYCLASS COM UMA FAMÍLIA MAIOR:

CityClass

CityClass para transporte executivo e de turismo é o topo de linha dos micro-ônibus da Iveco. Materiais nobres poltronas reclináveis, janelas coladas na lateral, porta-pacotes de luxo com luz de leitura, cortinas na área de passageiros e ar-condicionado com duto central são itens de série. Divulgação Iveco.

Iveco City Class

O CityClass para fretamento pode levar até 25 passageiros. Poltronas são reclináveis, vidros fumê são itens de série. Ar condicionado é opcional. Divulgação Iveco.

Iveco City Class

O novo CityClass Escolar agora pode atender o segmento de 8 toneladas e tem mais capacidade de passageiros. Pode transportar até 36 alunos ante os 29 das versões atuais. Divulgação Iveco.


A Iveco também anunciou o novo CityClass, que deixa de ser um veículo restrito ao transporte escolar.
A família CityClass , feita em parceria com a encarroçadora Neobus, ganha uma nova versão escolar, com maior capacidade de passageiros, e as versões de fretamento regular e turismo e executivo.
“Uma das grandes vantagens é a relação custo benefício nos quesitos peso e capacidade de passageiros. O novo CityClass é um veículo de 7,2 toneladas, mas atende ao mercado de micro-ônibus de 8 toneladas. Com o eixo Dana 286, o ônibus ganhou 400 quilos em seu PBT” – diz Paolo Del Noce, diretor da unidade de ônibus da Iveco.
Assim como o CityClass que atualmente atende ao Programa Caminho da Escola, as novas versões serão vendidas completas, com chassi e carroceria.
Se com o S 170 a Iveco disputa um segmento com mercado significativo, com as novas versões do CityClass não é diferente. Juntando as aplicações dos segmentos escolar, fretamento e executivo/turismo são 47% do mercado de micro-ônibus que, em 2011, entre todas as marcas registrou a venda de 9.200 unidades.
De acordo com os modelos, o novo CVityClass vai ter preço estimado entre R$ 140 mil e R$ 200 mil.

De série, todos os ônibus podem vir com ar condicionado, conjunto óptico mais modernizado e colunas da frente com uma inclinação que facilita a visibilidade dos motoristas e passageiros.
O motor do micro é FPT F1C Dual Stage Euro V common rail de 3.0 litros, 170 cavalos de potência, 450 Nm de torque, e com tecnologia EGR de recirculação de gases, dispensando o uso do ARLA 32.
O sistema de freios hidráulico pneumático HD, segundo a Iveco, garante mais segurança nas operações.
O CityClass pode ter três configurações de entre-eixos, 3,75 metros, 3,99 metros e 4,35 metros.
A capacidade de passageiros varia de acordo com as versões. A Escolar pode chegar até 36 alunos, ante os 29 das atuais versões. A de fretamento pode transportar até 25 passageiros e a mais requintada, turismo/executivo, atende 19 pessoas.
Todos os modelos vêm de série com imobilizador, computador de bordo, tacógrafo e piloto automático de série.
A versão escolar pode ter itinerário eletrônico, porta-mochilas suspenso, CD-player e poltronas em tecido.
A de fretamento conta com poltronas reclináveis, janelas de vidros fumê, porta pantográfica, bagageiro traseiro e porta-pacotes superior, tem como opcionais o ar-condicionado de teto e desembaçador/ar quente.
Já a versão Turismo/Executivo é mais completa e oferece poltronas reclináveis, janelas coladas na lateral, porta-pacotes de luxo com luz de leitura, cortinas na área de passageiros e ar-condicionado com duto central. Para esta versão, os novos opcionais são geladeira, monitor LCD e DVD player automotivo, plugue carregador de celular e parede separação total entre motorista e passageiros.
Suspensão pneumática é opcional nos modelos.
Com o Iveco CityClass, a empresa quer chegar a ter 25% do mercado de micro-ônibus até 2015.

MOTOR TRASEIRO E ÔNIBUS A GÁS NATURAL – GNV:
O Iveco S 170 na aplicação urbana vai atender linhas comuns de bairros até o centro, bairro a bairro, alimentadoras de BRT (corredores de ônibus), e em locais onde não há exigência de motor traseiro. Com o CityClass, os crescentes segmentos escolar, fretamento e turismo/executivo também são cobertos pela marca.
Mas já está em teste o modelo Eurorider. O ônibus deve passar por adaptações para atender ao mercado brasileiro.
Com motor traseiro, pode atender serviços urbanos cujas exigências são mais rigorosas e serviços rodoviários.
Há também uma versão GNV – Gás Natural Veicular, solução de sustentabilidade, considerada mais ideal pela Iveco, que lidera na Europa as vendas deste tipo de veículo.
A empresa não deve fazer monoblocos no Brasil.
“A Iveco não para por aí e sempre vai estar atenta às demandas do mercado para agora responder prontamente, havendo a possibilidade de desenvolvermos até ônibus especiais para BRT (corredores mais modernos)” – disse Marco Mazzu, presidente da Iveco da América Latina.
Os ônibus inicialmente serão vendidos nas concessionárias de caminhão, que somam 109 lojas no Brasil.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Comentários

Comentários

  1. Josue Marcio Lopes disse:

    Fico muito feliz em ver que o mercado tera mais opcoes. E nao venham com a historiavde que onibus com motor dianteiro tem de ser banido..Estamos num Pais cujos governos nao investem em pavimento decente fora em algumas regioes a topografia nao ajuda. Tem de existir motor dianteiro mas com qualidade. Parabens a Ivecobque vai investir inclusive nos de motor atras. Parabens para a Agrale que ta crescendo. Mercedes e Volks precisam sair do comodismo. Imagine se Ford voltasse, GM etc etc… Fico triste so por uma coisa…. Monobloco so na historia mesmo

  2. Carlos Silva disse:

    Discordo totalmente..onibus com motor dianteiro só deveria ser usando em lugares de ruas sem asfalto. Quanto a pavimentação é obrigação de nós cidadãos exigirmos. Não me conformo com esse pensamento de busologo mais preocupado com o som do motor do onibus do que com a qualidade no transporte.

    1. leonardo-pe disse:

      Carlos,bote na ua cabeça q motor dianteiro SEMPRE existirá!motor trazeiro infelizmente gasta muito!sobre a Iveco,o MAN se não abrir o olho,perderá esse mercado.pois o 17-230,é um 15-190 com mais potencia!

    2. Cláudio Roberto disse:

      Parabéns pelo comentário. Discordo totalmente de carroça motorizada com motor dianteiro, isso é coisa de país de Quinto Mundo. No mínimo a decência é que tem de predominar e ônibus com motor dianteiro como os que se vê é um lixo. Existia tempos atrás ônibus que tinham motores dianteiros mas na frente do motorista e não do lado dele. Por que acabaram com eles?

  3. jackson de sousa leite disse:

    Tava na hora de entrar pra valer na briga agora quem deveria voltar mesmo é a Ford vacilou feio em desistir do mercado no período pós Autolatina hoje poderia se a 2º do mercado nacional a 3º no máximo

  4. Carlos Silva disse:

    Prezado Leonardo, eu sei que o OF sempre existirám, mas há necessidade de regulamentação por parte das prefeituras na utilização desses veiculos, pois um desses em uma linha tronco é absurdo. Quanto ao consumo, o motor traseiro até pode consumir mais, mas em corredores é mais vantajoso e hoje já temos a tecnologia de veiculos hibridos, cambios automaticos que auxiliam na economia e gerenciamento do motor.

    1. Claiton disse:

      Mas a questão Carlos, é o maior custo inicial e o maior custo durante toda a vida útil do do chassi de motor traseiro, onde até a carroceria é mais cara para estes veículos, ou seja, não é só o consumo de combustível maior. Então, isso afugenta os empresários para esse tipo de chassi.

      O híbrido é 50% mais caro em relação ao veículo diesel comum, em torno de R$650 mil já encarroçado, até por carregar mais tecnologia, embora haja um ganho no consumo de diesel e na emissão de poluentes na atmosfera.

  5. Carlos Silva disse:

    Prezado Claiton, entendo perfeitamente o que diz, porém mesmo que o investimento inicial seja alto, o custo beneficio será maior. E claro que não depende só dos empresários e sim de todo um trabalho em conjunto com o poder publico, mas ainda sim os empresários tem sim condições de assumir esses custos principalmente com a situação do transito no Brasil, se fosse assim a Metra ou a Carris ja teriam ido a bacarrota. Tanto os empresários como nós da população precisamos mudar nossos conceitos e idéias a respeito do transporte publico tão essencial e sem falar que ninguém pergunta aos motoristas como é trabalhar com um motor no ouvido, calor e troca de marchas. Ao menos cambio automatizado deveria ser obrigação nos onibus.

    1. Claiton disse:

      O custo benefício para nós passageiros e para os motoristas será enorme, concordo. Agora, o empresário vai querer sempre ganhar mais usando menos e isso é normal, pois é uma empresa e como toda empresa tem que gerar lucro.

      No entanto, se o poder público não impor regras e não fizer sua parte com relação à infraestrutura das cidades, os empresários vão sempre comprar o mais simples e barato e ônibus melhores serão sempre um sonho distante.

      Principalmente agora com o Euro 5, em que os veículos tiveram seus preços elevados e passaram a utilizar um diesel mais caro.

      Agora, como a moda do BRT e BRS é que estamos vendo ônibus melhores e mais confortáveis nas ruas, por conta também dos próximos eventos esportivos que acontecerão no Brasil. Só assim, para termos um transporte decente.

  6. jurandir ribeira disse:

    trabalho na usina raizen,,em Ipaussu, sp..tenho uma massi van delley iveco, estou adorando trabalhar com ela no campo. e muito eficiente para o transporte de pessoas na colheita de cana mecanizada,.e muito econômica, faz 9 ou 10 com litro…0s micro convencionado faz de5 a 6 parabéns iveco por seus desempenho,,,

  7. fernando rocha de miranda pereira disse:

    QUE BOM, TEM QUE AUMENTAR MAIS AS OPÇOES DE ONIBUS

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