Motos representam maior parte das indenizações do DPVAT

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Acidentes de motos representaram no primeiro semestre de 2012, 69% do total de indenizações pagas pelo Seguro DPVAT, de acordo com a administradora Líder. O Brasil é o segundo país no mundo em número de acidentes com motocicletas. De acordo com a Seguradora Líder, onde houve crescimento no número de motos, também cresceu a quantidade de acidentes. Foto: A Tribuna

Motos representam 69% dos pagamentos do DPVAT
Brasil é o segundo país do mundo em número de acidentes com motocicletas. Letalidade nas ocorrências envolvendo motos é maior que em outros veículos
ADAMO BAZANI – CBN
A Seguradora Líder DPVAT, que administra as indenizações previstas por lei em casos de acidente de trânsito, divulgou o balanço do primeiro semestre deste ano sobre as ocorrências e o pagamento às vítimas ou familiares pelo seguro obrigatório.
Novamente as motos lideram o número de gastos com as indenizações, porém representaram no semestre uma fatia maior ainda dos pagamentos.
De acordo com a seguradora, as motos respondem por 69% dos tipos de veículo que geraram ou se envolveram em ocorrências. Hoje o Brasil é o segundo país no mundo onde há mais acidentes com motos e a taxa de letalidade dos casos tem crescido a de forma preocupante no acumulado da Líder DPVAT, ainda segundo os dados.
Já os carros de passeio responderam no primeiro semestre de 2012 por 25% das ocorrências com indenizações. O restante corresponde a casos envolvendo caminhões e ônibus.
O crescimento do número de motocicletas no País, estimulado pelo alto custo do transporte público, pelo trânsito complicado e pelos incentivos governamentais à indústria de motos nos últimos dez anos explicam em parte a grande quantidade de acidentes. A estes fatores se somam a imprudência dos motociclistas e motoristas, a má formação nas moto-escolas e a dificuldade maior de fiscalização dos veículos de duas rodas.
Têm direito ao DPVAT vítimas de acidentes de trânsito, nos perímetros urbanos e nas rodovias e estradas. O seguro é estendido a motoristas, motociclistas e passageiros e pedestres, mesmo que estes dois últimos não possuem veículos automotores.
Foram pagas neste ano, incluindo todos os veículos e vítimas, 216 mil indenizações, o que significa aumento de 31% dos pagamentos em relação ao mesmo período do ano passado.
Deste total, as lesões permanentes somam 142.998 ou 66%, já as mortes correspondem a 29.770 pagamentos e os reembolsos dos gastos com despesas médicas em casos que não resultatam em invalidez permanente acumularam no primeiro semestre 43.382 indenizações.
POR REGIÃO:
A região Norte foi responsável por 30% das indenizações pagas pelo DPVAT em todo o País neste primeiro semestre. A predominância mais uma vez foi para os gastos causados pelos acidentes de moto. Em seguida vem as regiões Sul com 27%, Sudeste, com 25%, Norte com 10% e Centro-Oeste com 8%.
No semestre inicial do ano passado, a região Sul que liderava o número de indenizações pagas.
O diretor-presidente da Seguradora Líder, Ricardo Xavier, atribuiu em entrevista à imprensa essa ‘liderança’ do Nordeste ao crescimento da frota de motos na região.
“Neste primeiro semestre, a Região Nordeste teve um crescimento na frota de motocicletas de 13% em relação a junho de 2011, enquanto a frota de motos na Região Sul cresceu apenas 4%. Isso pode ter impactado diretamente na mudança do quadro das indenizações”, disse Ricardo Xavier.
HORÁRIOS DE ACIDENTES:
A maior parte dos acidentes que resultaram em pagamento das indenizações do Seguro DPVAT ocorreu no final da tarde e início da noite, com 23% das ocorrências entre 17h às 20h. O horário com menos casos é das 6h às 9h, com 11% dos casos. O restante corresponde a outras faixas de horário.
Quem foi vítima de acidente ou perdeu algum parente pode pedir o pagamento do seguro até três anos depois da ocorrência sem necessidade de intermediários, desde que apresente toda a documentação como Boletim de Ocorrência, laudos médicos, exames e atestados de óbito no caso de familiares. Os valores vão até R$ 13.500 em caso de morte e alguns tipos de invalidez permanente e de até R$ 2.700 como reembolso de despesas médicas.
A arrecadação se dá pelo pagamento anual obrigatório pelos proprietários de veículos. Do montante, 50% são para indenizações, 45% para o Ministério da Saúde e 5% para o Denatran investir em campanhas e modos de prevenção de acidentes.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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