Ônibus híbridos podem circular em corredores de São Bernardo do Campo

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Ônibus elétrico híbrido da Suécia é testado em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Veículos fabricados pela Volvo no Brasil podem circular em parte dos 12 corredores exclusivos que a cidade quer implantar até 2014. . O ônibus pode reduzir entre 50% e 90% os materiais particulados e em até 37% o consumo de combustível. Pela empresa Eletra, o Brasil já produz elétricos híbridos desde 1997. Foto: Agência FMPress.


Ônibus híbrido pode ser usado em corredores de São Bernardo do Campo
Cidade vai investir em espaços exclusivos para ônibus, inclusive com recursos do PAC, e tenta fazer com que parte das operações destes corredores seja com tecnologia limpa
ADAMO BAZANI – CBN
A cidade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, quer ser multimodal.
Além de já ter o Corredor Metropolitano ABD, operado pela Metra, e que liga por ônibus e trólebus o bairro do Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, ao de São Mateus, na zona Leste, passando por parte do ABC Paulista, há outros projetos de mobilidade para o município da região.
Um monotrilho deve ligar inicialmente a região central da cidade ao bairro Bom Pastor, em Santo André, São Caetano do Sul, com término na estação Tamanduateí, de trens da CPTM e Metrô, na Capital Paulista.
O monotrilho e as linhas municipais devem ser interligadas por uma rede de corredores de ônibus.
No total, são 12 corredores que devem ficar prontos até 2014, de acordo com a prefeitura de São Bernardo do Campo.
O principal corredor deve ser o Leste / Oeste, que com cerca de 20 quilômetros de extensão, deve ligar a Praça dos Bombeiros até a rodovia dos Imigrantes.
Os demais corredores devem beneficiar outras vias importantes de São Bernardo, como Estrada do Alvarenga, Avenida João Firmino e Avenida Senador Vergueiro, que deve contar com faixas em vez de corredores separados do trânsito.
Os recursos para as obras vêm de uma série de fontes: prefeitura, Orçamento Geral da União, PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – da Mobilidade e de um aporte de US$ 125 milhões do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, que já recebeu as propostas e faz estudos para a liberação dos recursos.
Os corredores municipais em São Bernardo do Campo devem somar 67 quilômetros. O Governo Federal também deve avalizar o financiamento pedido ao BID, o que deve ocorrer até setembro.
PROPOSTA ECOLÓGICA:
Além de permitirem melhor fluidez dos veículos que atendem a maior parte da população em menos espaço urbano, ou seja os ônibus, os corredores também trazem vantagens ecológicas para as cidades.
Pelo fato de os ônibus poderem circular com mais rapidez, eles se tornam atraentes para parte da população que considera deixar o carro em casa, diminuindo assim o excesso de veículos e suas conseqüências, como o trânsito e poluição.
Nos corredores os ônibus conseguem fazer mais viagens e podem ser usados modelos maiores, como articulados e até biarticulados, o que significa que podem ser atendidas mais pessoas mesmo com uma redução da frota de ônibus.
O secretário municipal de transportes de São Bernardo do Campo, Oscar Silveira, que participou nesta terça-feira dos testes de um modelo elétrico híbrido, disse que a redução da frota da cidade com os corredores deve ser representativa, passando dos atuais 380 ônibus para 300 aproximadamente.
Operando em maior velocidade, os ônibus tendem a poluir menos que no para e anda dos congestionamentos.
Mas ainda assim, há possibilidade de o corredor trazer ainda mais vantagens para os pulmões das pessoas pelo uso de veículos com tecnologia limpa, como trólebus e ônibus elétricos híbridos.
No ABC, o corredor operado pela Metra, já conta com veículos deste tipo. A operadora garante que a redução dos poluentes lançados no ar é significativa. A Metra é do mesmo grupo da Eletra, empresa especializada em tecnologia elétrica não poluente para ônibus. A Eletra desenvolveu e colocou em operação comercial, o primeiro ônibus elétrico híbrido do Brasil, que começou a circular pelo corredor em 1997.
Outra empresa que produz elétricos-híbridos é a Volvo, que trouxe a solução da Suécia, e montou a linha de produção no Brasil, na planta de Curitiba, no Paraná.
Os ônibus começaram a ser feitos este ano. As cidades de Curitiba e de São Paulo, em setembro devem ter já as primeiras unidades em circulação.
Um modelo do ônibus, importado da Suécia, é testado em São Bernardo. A cidade deve usar a solução híbrida em parte dos novos 12 corredores.
O consórcio operador da cidade, SBCTrans, tem como participação majoritária o grupo que controla a Metra e a Eletra, produtora de híbridos.
Nesta terça-feira, dia 31 de julho de 2012, o secretário de transportes de São Bernardo do Campo, Oscar Silveira, técnicos da SBCTrans, da Volvo e da ETCSBC – Empresa de Transportes Coletivos de São Bernardo do Campo, gerenciadora do sistema municipal, participaram dos testes do ônibus sueco.
O veículo funciona com dois motores: um a combustão, podendo ser abastecido com diesel S 50 (com menos partículas de enxofre) ou biocombustível, e outro motor movido a energia elétrica.
O funcionamento dos motores se dá de forma individual ou paralela.
A partida e a movimentação do ônibus até aproximadamente 20 quilômetros por hora de velocidade são proporcionadas pelo motor elétrico. É justamente nestes momentos que os ônibus convencionais mais poluem e fazem barulho.
A partir de 20 quilômetros por hora, o ônibus é movido pelo motor a combustão.
Esse motor, além de fazer o veículo se movimentar gera energia que é captada pelas baterias armazenadoras que fornecem a energia para o motor elétrico.
Sendo assim, o ônibus dispensa a necessidade do plug in, ou seja, ele não precisa ser ligado a uma fonte externa de energia elétrica.
A energia excedente gerada pelas freadas dos ônibus também é aproveitada pelo princípio da frenagem regenerativa, tecnologia aplicada nos carros da Fórmula 1, por exemplo.
Quando o ônibus para nos pontos, semáforos ou em qualquer outra situação, o motor a combustão se desliga e entra em operação na retomada da circulação a tração elétrica.
A redução dos níveis de poluentes varia de 50% a 90%, dependendo do material lançado no ar. A queda de consumo de diesel pode chegar até 37%, de acordo com a fabricante Volvo.

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Interior do modelo de ônibus sueco, da Volvo, testado em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Unidades do elétrico híbrido feito pela Volvo no Brasil serão encarroçadas pelas companhias Caio e Marcopolo. Além dos ganhos provenientes da redução de emissão de poluentes e do consumo do combustível, passageiro também conta com mais conforto, já que os veículos emitem baixo ruído e dão menos “trancos”. Foto: Agência FMPress.

O nível de ruído para os passageiros também é menor.
O elétrico híbrido ainda polui mais que os trólebus e é mais caro também. Uma das vantagens do modelo é a flexibilidade que independe da rede área de fios.
O secretário de transportes de São Bernardo, Oscar Silveira, declarou que inicialmente a proposta era para os corredores serem de trólebus, mas a manutenção da rede aérea e a falta de flexibilidade fizeram a prefeitura estudar outras alternativas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

6 comentários em Ônibus híbridos podem circular em corredores de São Bernardo do Campo

  1. Uma coisa q mais me intriga nesse país, é q não valorizam o produto nacional, tipo a Eletra hein, fabrica trólebus e híbridos a algum tempo e o governo só diz do híbrido importado, é sacanagem viu.

    • E o pior, a Eletra tem sua fábrica justamente em SBC, onde poderiam ser gerados empregos. Creio que o que está pesando mesmo é o nome Volvo.

      E a palavra desse secretário ai….Os trólebus operam melhor justamente nos corredores segregados, flexibilidade não é problema atualmente temos baterias para 5km.

      Mas o que se esperar de uma administração petista não é?? Todas as cidades que tinham sistema trólebus após a passagem desse furacão chamado PT ou extinguiram ou reduziram drasticamente a frota. São Paulo só não ficou sem trólebus porque não houve tempo suficiente para Martaxa. Se ela tivesse ganho… ja era.

      Palmas para a Metra mais uma vez, apesar da sacanagem do fim da integração.

  2. Utilizo trolebus a quase 40 anos, e digo não conheço meio de trasporte que quebre tanto quantos os trolebus, e so ver as noticias constantes de paralisações inclusive no centro de SP, sempre fui simpatizantes deste meio de transporte, mas concordo que sua espanção sem a devida renovação e atualização da via eletrica e inviavel, acredito que hoje se tem alternativas no minimo mais praticas.

    • Quebra pois não fazem as devidas manutenções, dever este da prefeitura e que não é cumprido. Nós como cidadãos devemos exigir que nossos direitos sejam cumpridos, mas infelizmente aqui é o país do futebol certo?? a seleção ganhando é o que importa….

      Se está ruim é mais fácil desativar do que exigir que se arrume não é mesmo…..

      • Vitor concordo com você em gênero, número e grau.O sistema trólebus em SP começou a ser sucateado na época da administração da Sra. Marta Suplicy, porque ela “achou” que a rede aérea deixava a cidade mais feia, então desativou linhas e sequer se preocupou com a manutenção da rede restante, e aí surgem as críticas por que volta e meia os ônibus quebram etc, sem manutenção tudo quebra. Agora antes de se pensar em expansão da rede, que ao meu ver é fundamental, deve-se imediatamente efetuar uma manutenção séria em todo o sistema.Quanto a alternativas práticas ao trólebus, quais seriam? ônibus a diesel, metrô, vlt? Não acho que existam alternativas ao sistema de trólebus não, cada um na sua. Mas parafraseando você, aqui é (ou foi) o país do futebol, a copa do mundo se aproxima, e tá tudo certo né? Enquanto em outros países, e não me refiro somente aos de 1º mundo não, tem-se a preocupação com um sistema limpo e não poluente, aqui vamos nós aos trancos e barrancos. Este é um país sério?

  3. quando se quer,tudo se consegue,veja a metra poir exemplo,possue varios trolebus da decada de 80 que vieram de araraquara,inclusive varios que vieram da sp trans,os mesmos que ainda circulam em sp que estao sendo trocados por estarem sucateados,estao em perfeitas condicoes para rodar,muito dificil dar problemas,agora a metra esta trocando a rede eletrica toda para poder suportar trolebus totalmente,se sao paulo quisesse ,colocaria trolebus novamente na cidade,mas infelizmente esta essa vergonha,quando se fala de sustentabilidade,preocupacao com o meio ambiente,onde estao os governantes?so posso dar meus parabens a metra,unica empresa distinta do brasil que ainda pensa nos trolebus

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