GREVE DOS CAMINHONEIROS: Movimento ganha força em algumas regiões

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Apesar de abaixo do esperado pela categoria, greve dos caminhoneiros ganha força em algumas regiões. Entidades que dizem representar os trabalhadores autônomos, acreditam que paralisações devem aumentar no noroeste de São Paulo e no estado do Paraná. Foto Reprodução EPTV

GREVE DOS CAMINHONEIROS: Movimento ganha força em algumas regiões
Houve bloqueios nas cidades de Tupã e Uchoa no Noroeste do Estado de São Paulo. No Paraná, organização da greve diz que adesão deve aumentar
ADAMO BAZANI – CBN
Apesar de terem balanço considerado abaixo do esperado pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro – MUBC, os protestos dos transportadores de cargas, em especial os autônomos, continuaram nesta quinta-feira em diversas regiões.
Os caminhoneiros possuem uma pauta de reivindicações que vão desde de mudanças nas regras da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres quanto ao ingresso de novos profissionais no mercado, alterações no valor dos fretes e flexibilização da lei que regulamenta a profissão de motorista, que estipula uma jornada limite de trabalho por dia, sob pena de multa ao transportador, caso ele não cumpra as determinações.
Em algumas regiões do País, locais onde ontem não houve bloqueios registraram manifestações nesta quinta-feira.
Foi o que ocorreu em estradas locais dos municípios de Tupã e Uchoa, no noroeste de São Paulo.
Há protestos também nos acessos para o Litoral do Estado de São Paulo e nas proximidades do Porto de Santos, mas as ações são rápidas.
O Estado do Paraná é onde se concentrou a maior parte das manifestações.
O Movimento União Brasil Caminhoneiro estima que a adesão no Estado chegou a 60% dos transportadores autônomos.
A coordenação da Parada Nacional dos Caminhoneiros acredita que até sábado, o número de caminhões parados aumente.
Guarapava, Palmeira, Irati, Reserva, Campo Mourão e Astorga registraram protestos nesta quinta-feira no Paraná.
O Movimento União Brasil Caminhoneiro e outras entidades ligadas à greve dos caminhoneiros dizem não ter recebido nenhum contado da ANTT – Agencia Nacional dos Transportes Terrestres sobre a pauta de reivindicações.
As empresas de ônibus começam a se atentar para a greve dos caminhoneiros.
A preocupação é com o fornecimento de combustível, que ainda não foi afetado, e com possíveis atrasos nas viagens provocados pelos bloqueios.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes