FALTAM 50 MIL MOTORISTAS DE ÔNIBUS E CAMINHÕES EM TODO O PAÍS

ÔNIBUS

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, faltam 50 mil motoristas de ônibus e de caminhões em todo o País. Profissão têm se tornado desinteressante por muitos fatores, mas empresas apostam em plano de carreira e formação interna de profissionais dos volantes. Foto: Adamo Bazani

Faltam 50 mil motoristas de ônibus e caminhões no País
Oportunidades em outras áreas e baixa remuneração são algumas das explicações

ADAMO BAZANI – CBN

As imagens de longas filas de pessoas nas garagens de ônibus e caminhões em busca de uma vaga de emprego estão ficando cada vez mais raras.
A constatação é das empresas, dos sindicatos das categorias e foi dimensionada pela CNT – Confederação Nacional dos Transportes.
De acordo com o órgão, há uma carência de pelo menos 50 mil motoristas profissionais para transporte de passageiros e de carga.
Para tentarem evitar que essa carência se torne um problema ainda maior, tanto a CNT, como sindicatos e empresas de ônibus ou transportadoras de carga criam programas de capacitação interna e de crescimento na carreira, para formarem profissionais de outros setores nas companhias para serem motoristas.
Os motivos para que a profissão de motorista, que antes despertava tanto interesse, não ser mais atraente são vários.
A remuneração é considerada baixa pela responsabilidade do serviço, nível de cobrança e desgaste.
Há casos de motoristas de caminhão que acabam recebendo em torno de R$ 1000 em um mês.
Muitos, mesmo pertencendo a empresas com frota considerável, acabam tendo de fazer longas viagens com poucos intervalos de descanso e ficam expostos à problemas de saúde e maiores riscos de acidente.
Recentemente, entrou em vigor a lei que regulamenta o trabalho dos motoristas. Entre uma jornada de trabalho e outra durante um dia, o intervalo mínimo tem agora de ser de 11 horas, podendo ser dividido entre nove horas e mais duas horas.
O motorista não pode dirigir por mais de quatro horas consecutivas sem um descanso de meia hora. Esse período pode ser prolongado para cinco horas, para o motorista achar um local seguro para estacionar. As refeições devem ser de uma hora. Na semana, o período total de descanso tem de ser de 35 horas. Mas os profissionais acreditam que, mesmo eles tendo de colaborar com essa lei, na prática, pouco vai mudar.
Os prazos apertados para entregas de cargas e as más condições das estradas, que tornam as viagens mais demoradas, devem fazer muita gente burlar a lei, mesmo com as punições previstas.
Em relação aos motoristas de ônibus, com exceções decorrentes de problemas que fogem do controle das companhias e profissionais, como trânsito que atrasam as chegadas e partidas (os passageiros não podem ser largados no meio do caminho porque deu o horário do motorista), as cargas horárias são, em geral, mais respeitadas, embora existam empresas que também burlam as legislações e acordos de convenções coletivas.
No caso das companhias de transportes urbanos, a variação salarial é muito grande entre uma região e outra.
Em Curitiba, por exemplo, o salário de um motorista de ônibus é de R$ 1503,00. Já no ABC Paulista, com uma carga horária um pouco maior, os vencimentos dos profissionais de ônibus urbanos são de R$ 2.047,00.
Essa variação faz com que as carências de mão de obra sejam diferentes em cada região. No mesmo ABC, há empresas com “filas de currículos”.

FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS:

Cada vez mais as empresas de ônibus têm investido em formação interna para os motoristas.
Funcionários de outros setores, com remuneração menores, têm sido incentivados a operarem os ônibus.
Celso Adolfato, coordenador de Recursos Humanos do Grupo Leblon Transporte de Passageiros, afirma que a empresa, que atua no Paraná e em São Paulo, faz um trabalho de plano de carreira para cobradores.
“Analisamos os potenciais do cobrador. Depois de dois anos e meio de empresa, consultamos se ele possui carta de habilitação que o permita dirigir ônibus. É feito o convite. Se ele aceita, fazemos todos os treinamentos internos exigidos por legislação e de iniciativa da empresa. Em seguida, ele fica de dois a três meses no setor de manobra, trabalhando dentro da garagem. Se os instrutores acharem que ele está apto, o novo motorista sai acompanhado por um profissional mais experiente por uma semana numa linha mais tranqüila, até se sentir seguro” – explica Adolfato.
O coordenador de RH da empresa começou como cobrador até chegar ao posto onde está, mas sente que com o passar do tempo, muitas pessoas perderam interesse pela direção.
“E não é só o motivo salarial, embora que este fator tem de ser considerado também. Hoje, há outras oportunidades profissionais para jovens que estão entrando no mercado de trabalho. Muitos não têm mais o transporte como objetivo de suas vidas, mas apenas como uma ponte para ganharem um dinheiro para pagarem um curso em outras áreas. Além disso, por conta da nova dinâmica das cidades, das fiscalizações mais intensas, hoje, se perdeu um pouco daquele laço familiar no qual, por exemplo, o filho saía com o pai motorista e ficava o dia todo rodando no ônibus com ele, o admirava e queria seguir a mesma profissão” – explicou Adolfato.
As empresas de ônibus rodoviários e de fretamento também enfrentam o problema.
No caso do fretamento, a reclamação por parte de alguns funcionários é que depois de trabalharem toda a semana em serviço contínuo, como operando para indústrias e faculdades, eles são obrigados a trabalharem no fretamento eventual, tanto para serviços curtos, como para grandes viagens.
Muitos motoristas, no entanto, buscam estas viagens a mais, por ser uma oportunidade de maior remuneração no final do mês.
A violência em relação aos assaltos e o estresse e violência do trânsito também são motivos para que as pessoas pensem duas vezes antes de assumirem os volantes de ônibus e caminhões.
Segundo sondagem da CNT, a paixão pelo volante ainda existe, mas muitos acabam se sentido desestimulados e atraídos por outras áreas.
A formação interna, além de programas de reciclagem e melhoria nas condições de trabalho e de vida, com ações como acompanhamento psicológico e ginástica laboral, são essenciais para a atual situação. Mas, apesar de serem cada vez mais presentes nas companhias, ainda fazem parte da realidade de uma pequena parcela dos motoristas,
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

23 comentários em FALTAM 50 MIL MOTORISTAS DE ÔNIBUS E CAMINHÕES EM TODO O PAÍS

  1. Bento dos Santos Jr // 3 de julho de 2012 às 16:57 // Responder

    Não sei em outras cidades, mas na capital paulista porque um ser humano vai trabalhar em uma empresa de transporte coletivo sem registro em carteira por 8 meses, sem nenhum tipo de beneficio? Só se o cidadão estiver precisando mesmo…

  2. Ao meu ver há mais um aspécto que demanda essa escasses de profissionais, que no momento não foi abrangida pela reportagem, que é a seguinte: A Não Capacitação ou a Desqualificação do profissional face as Novas Tecnologias Aplicadas aos mais novos veículos. Daqui a poucos anos os motoristas não saberão o que FOI “Caxa-Seca”, “Trtoca de Marcha Cruzada (ALPHA)”, “Segunda Caixa de Marcha/Transmissão”, etc… Isso é interessante pois nisso também está englobado o aspécto financeiro, pois não seria justo que um profissional altamente capacitado para dirigir um veículo de Grande Estilo Tecnológico e repleto de aparatos modernos, receba como provento no final do mes o mesmo ou equivalente àquele outro profissional que dirige, por exemplo, um ônibus Mod. AMÉLIA, GABRIELA, ALPHA, Mercedes 364, 375, etc.
    Luiz Carlos Campos – Gestor Educador de Trâns (DENATRAN- EAD) – Marília, SP.

  3. 50 mil pra um´país como o nosso, pode-se dizer que é um número relativamente pequeno, mas essa demanda poderá aumentar. Devemos nos preocupar pois essa situação poderá gerar a LEI DA OFERTA E DA PROCURA, onde, de um lado, empresas inescrupulósas se aproveitam do mercado pra contratar profissionais necessitados/carentes, o que vem a contribuir cada vez mais para os altos índices de criminalidades, acidentes, afastamentos por motivos de saúde e até morte prematura. Só mesmo as empresas que visam a Boa Qualidade de Prestação de Serviços e que Buscam a Qualidade de EXCELÊNCIA é que irão continuar a serem seletivas e criteriosas.

  4. Falou-se na matéria sobre a capacitação do profissional e investimentos por parte das empresas no setor humano profissional mediante cursos, palestras, incentivos, etc… e considero tudo isso muito bom e oportuno, mas pouco se fala e praticamente nada se faz sobre o aspécto psicológico dos profissionais. Vejo que hoje, mais do que cursos e palestras, é necessário um apoio e orientação CONSTANTE E CONTÍNUA na parte do “Ser-Humano” do profissional do volante em face de toda ‘TORTURA’ a ele acometida. Ganha $1000,00/mês e se tiver de pagar a franquia do seguro devido a um sinistro, o valor é de $1000,00 (!!!???). É multado por ter infringido uma lei de trânsito, como por ex. passou o sinal amarelo, ou alombada eletrônica registrou um ‘avanço’, etc… e o motorista terá de entrar com pedido que comprove o bom funcionamento dos aparelhos detectores e solicitar documento que comprove que os aparelhos foram aferidos pelo INMETRO, etc… Agregue a toda essa preocupação o seguinte: Vias Ruins, Ondulações, Redutores de velocidade, Fiscais de linha querendo mostrar serviço se empenham em prejudicar o profissional mais que auxiliar no trânsito/transporte, Poluição Visual, Sonora, do Ar, Ruído excessivo interno e externo, veículos sem manutenção, com poltronas quebradas/tortas, embreagens duras, bomba hidraulica do volante quebrada, retrovisores soltos, veículos sem desembaçadores de parabrisa, campainhas/cigarras, incompreenção ou impaciência dos usuários, dividir a via com veículos de grande porte, manobras difíceis pra embarque e/ou desembarque nos devidos locais, Descarregar o caminhão em pontos longes do local necessário,… Calor, Chuva, etc…. Em face de tudo isso e muito mais, é que digo que já se passou da hora de as empresas se voltarem pra prestar ajuda a tais profissionais, na tentativa de garantir-lhes uma atividade mais prazerosa, menos estressante e desgastante. Eles tem de estar preparados psicologicamente (emocionalmente) pra que possam agir com sabedoria diante das duras fases de sua jornada.

  5. Há casos, ainda que o motorista deve ser cobrador ! Quanta responsabilidade …

  6. neste caso o motorista que anda com alus aseza para ver aquinta roda tinha que ser improibido andar aseza a noite e so para trapalhar agente nu volante sou motorista carretero mais nao asendo esta lus na estrada neste casos o motorista deve trabalhar coreto mais a empresa tanbem tem que pagar coreto

  7. Tem gente reclamando q ganha 1000.00 e eu q sou motorista de carga e ganho 712 .00 e ganho apenas dez reais a msis q os ajudantes d caminhao. A final d contas qual e msm o teto salarial de um motorista d carga cat. D

  8. O pior mesmo é dirigir e ter que enfrentar congestionamentos, alguns passageiros mal educados, total falta de respeito no transito, cobrança de horários, e tantas coisas que não há profissional que aguente, tem que ter nervos de aço

  9. procuro uma vaga para trabalhar com caminhão ou com um ônibus mas ta difícil conseguir porque não tenho registro em carteira como motorista mas possuo CNh AE curso de transporte coletivo
    e o mopp se alguem souber de alguém que contrate dessa forma me avise meu Email é negao_tecao@Hotmail.com meu telefone é 67-99384606 meu nome elias

  10. Amigos, bom dia

    Concordo com todos os comentários acima, e especial o do Sr. Luiz Carlos Campos.

    Em todas as profissões, ouvesse sempre o mesmo comentário “falta isso e falta aquilo”; porém
    na prática ocorre o que todo mundo já sabe – salários baixos, falta de condições de trabalho, falta de registro em carteira e a questão do ser humano é bom nem falar, pois conta-se nos dedos
    as empresas, seja lá em que ramo for, que se preocupam com o ser humano.

    Na profissão de motorista entendo que neste exato momento está ocorrendo uma revolução, por dois motivos básicos.

    1) A entrada em vigor da Lei que regulamenta a profissão de motorista a partir de sua publicação no Diário Oficial da União de 02.05.2012; o que irá mudar completamente a rotina das empresas, dos motoristas, dos custos e do frete/tarifas. Maiores detalhes abaixo e no site indicado.
    ——————
    Dispõe sobre o exercício da profissão de motorista; altera a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e as Leis nos 9.503, de 23 de setembro de 1997, 10.233, de 5 de junho de 2001, 11.079, de 30 de dezembro de 2004, e 12.023, de 27 de agosto de 2009, para regular e disciplinar a jornada de trabalho e o tempo de direção do motorista profissional; e dá outras providências

    Art. 1o É livre o exercício da profissão de motorista profissional, atendidas as condições e qualificações profissionais estabelecidas nesta Lei.

    Parágrafo único. Integram a categoria profissional de que trata esta Lei os motoristas profissionais de veículos automotores cuja condução exija formação profissional e que exerçam a atividade mediante vínculo empregatício, nas seguintes atividades ou categorias econômicas:

    I – transporte rodoviário de passageiros;

    II – transporte rodoviário de cargas;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12619.htm (02.12.12 -12:13hs)

    ———————-

    2) A modernização dos veículos X capacitação profissional X remuneração.

    3) Exigências ambientais em geral.

    Assim, entendo que a área dos transportes está passando por uma “EVOLUÇÃO”, seja por força da ou da evolução do tempo.

    Isto será bom para todos, até para o planeta, mas este é um momento de ajustes onde todos
    deverão ser esforçar para que todos possam ser benefeciados.

    Afinal, a teoria na prática é outra.

    Att,

    Paulo Gil

  11. É a maior das hipocrisias que tenho visto. Estou tentando uma vaga como motorista, seja de coletivo ( urbano ou rodoviário ), ou de caminhão truck. Não tenho a experiência, que é exigida em todos os anúncios que vejo. Tenho formação acadêmica universitária, e portanto profissão, a qual exerci por um tempo, mas agora, por questões que me reservo no direito de não comentar, gostaria de uma oportunidade nas áreas citadas, não por aventura, mas por gostar de veículos pesados e querer fazer disso outra profissão, por conta até mesmo de projetos futuros. Aí, a gente vê todo esse comentário de sindicatos, de empresários, mencionado a falta de mão-de-obra e blábláblá. Porém, qdo surge um anúncio, querem sempre a expertise. Entretando, se esquecem de que o sujeito experiente de hoje, foi alguém que não tinha a experiência ontem. Se esqueçem que somente consegue andar – para falar metaforicamente – foi necessário aprender a engatinhar. Não obstante, ainda tenho insistido a despeito dos salários irrisórios que a gente vê nessas ofertas dirigidas aos ” experientes “. È mesmo um cenário de contradições. Estão em falta, e ainda assim, os empregadores são inflexíveis. Não digo para dar oportunidade a qualquer um que tenha a habilitação exigida, mas que seja dada também àqueles que, embora não tendo a tal experiência, agregam em si condições de adquiri-la com um pouco de orientação e oportunidade. Conheço muitos experientes que sequer sabem fazer a letra “O” com o copo, verdadeiros trogloditas, que compraram a CNH e sairam por aí, cometando as maiores barbáries no trânsito, tomando anfetaminas e representando, por suas imagens e posturas, as empresas que exigem apenas ” pessoas experientes “. Ressalvas sejam feitas àqueles que possuem qualificação e comportamento exemplar. É mesmo o país das contradições, da hipocrisia empresarial !

    • Antonio, boa noite.

      De pleno acordo com o seu comentário.

      Hoje no horário do almoço li uma manchete no jornal – Folha de São Paulo – que me fez dar ótimas gargalhadas e ela retrata exatamente o que você diz em seu comentário.

      “Maioria dos novos médicos
      é inapta, mas poderá atuar
      No primeiro teste obrigatório, conselho paulista
      de medicina reprova 54% dos quase 2.500 alunos”

      “Não ser aprovado no exame não é impeditivo para o exercício da profissão.”

      http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ (Em 07.12.12 as 19:22 hs).

      Desse jeito que as coisas estão, provavelmente não será mais exigida experiência
      para ser motorista profissional; afinal as vítimas de acidentes estará sujeita a ser atendida por médicos inaptos.

      Parece cômico, mas é trágico.

      Att,

      Paulo Gil

      • Brother, isso é o que podemos chamar de paradoxo. A matéria da qual vc. fala tomei contato pelo jornal televisivo. Só reforça a idéia de que a sociedade ” caminha pela contra-mão “, e isso é infração gravíssima, se ocorrer em via de mão única !
        Guardadas as proporções, claro que o critério da aptidão de um motorista profissional que irá trafegar nas rodovias do país, em veículos semi-pesados e pesados, tanto quanto como com o transporte de pessoas, em rodovias ou urbano, não pode advir tão somente da aprovação em exame de mudança de categoria de CNH. Como eu disse e reafirmo: Não é necessário nenhum conhecimento fora do normal, fora da média. Não é preciso ser gênio para conduzir veículos daquelas dimensões – aliás, pelas condições e salários que temos visto, creio que seja mesmo necessária uma certa dose de “insanidade “, – fazendo um trocadilho, com o devido respeito aos profissionais da área, até porque também almejo oportunidade. Mas o fato é que o nível melhoraria, e muito, se as empresas e até mesmo alguns centros de formação de condutores, com incentivo do governo, formassem essa mão de obra, passando-lhes as informações, as orientações técnicas, tendo por escopo o comprometimento e a disposição de bem formarem condutores profissionais, na prática – e esse é o único mecanismo pelo qual se pode vivenciar a teoria – mesmo que esses instrutores fossem de dentro das empresas que estariam dispostas a contratar o serviço operacional ( motoristas ), certamente iriam obter melhor qualidade dos serviços, formação profissional mais consistente, diminuição dos riscos de acidente porque estão formando pessoas mais gabaritadas a compreender todo o processo que envolve essa dinâmica; os custos do transporte toda a estrutura do processo, enfatizando sempre o aspecto técnico, que dependem não só da habilidade no exercício da função, mas do bom senso, do equilíbrio emocional, da paciência. Só para ter idéia do que estou falando, basta ver muitos condutores profissionais, que são bastante hábeis ( experientes ), mas de comportamento psicológico bastante agressivo, chegando ao descontrole mesmo; e no entanto, são tidos como “experientes”. Isso que eu disse, dada a realidade caótica da sociedade, soa utópico, porque muitos outros interesses estão e jogo, e nesse jogo ganha quem detém o monopólio das consciências inconscientes, o poder econômico, pela lei da oferta e da procura, porque, afinal, acabamos todos formados na mesma escola sem formação !

    • SR. Antonio, é exatamente isso que acontece…. todos os dias, vagas e mais vagas para motoristas, vamos a traz, mostramos interesse, então os empregadores nos chamam para entrevistas, somente para dizer…. procuramos alguém com experiência,….
      Eu mesmo já ouvi de 1 empregador, rapaz, você é muito novo, não tem experiência, nós procuramos alguém com mais responsabilidade……

      como assim ??????

      Ae você vai fazer o que? Dar um soco na boca do infeliz, virar as costas e ir embora???
      Discordo um pouco dessa matéria…
      Abraços;

      • Olha amigo, a matéria até que está correta. Na verdade o que é questionável é o modelo adotado pelos empresários do setor, com algumas ressalvas. O setor revela essa carência, mas ao mesmo tempo revela algumas características contraditórias, perversas. Uma delas é exatamente essa questão da tal ” experiência “, que não é sinônimo de eficiência; outra questão é que não querem dispor de um pouco de paciência, alguma instrução e assim ajudarem a suprir essa mão-de-obra. Claro, existem empresas sérias, que possuem o foco nessa questão, mas são muito reduzidas. Aliás, muitas desas empresas investem no próprio quadro de pessoal, capacitando aqueles que estão na instituição. Os cursos que existem no setor, são poucos e caréssimos; é necessário um certo investimento que demanda um pouco de tempo e dinheiro. Aí, outro problema: Quem está disposto fazer um investimento assim, e depois ter retorno de salários irrisórios, que são os praticados no setor ? Só mesmo quem tem uma certa dose de ” insanidade ” – sendo que me reconheço no número dos insanos. Entretanto, quem perde são as empresas; deixam de ter em seus quadros um perfil melhorado em nível profissional, em aspecto cultural; os sujeitos não percebem que isso repercute na imagem deles junto aos seus clientes. Agora, no teu caso, é outro fato curioso: O empregador diz que quer alguém ” com mais responsabilidade ‘ por causa da tua ” pouca idade ” ! – Como se idade mais avançada fosse tbém sinônimo de responsabilidade, além do que, dependendo do empregador, alguns consideram o aspecto da idade para descartar candidatos sob o argumento preconceituoso e ilegal de que a pessoa ” está velha “. Faltam mesmo alguns critérios e mais seriedade no trato da questão. Como eu disse e tenho afirmado: É muita hipocrisia !

  12. o problema disso tudo.pela falta de motoristas é das empresas,dos sindicatos que na sua grade maioria estao corrompidos e do governo que faz pouco caso para a situaçao dos trabalhadores.
    é muito facil colocar a culpa nos profissionais para um acidente ou infraçoes de transito,mais é como diz o ditado,quem sente a dor é quem geme e sabe o quanto doi.
    sente em uma cadeira para pegar um transito infernal sem ter como ir ao banheiro,comer algo,beber água alem de ouvir um monte de palavroes de passageiros mal educados que toma corno da mulher,cheio de dividas,ou com problemas de saúde que sai de casa para descarregar em cima de nós que estamos ali trabalhando para sustentar nossos filhos.
    é muito facil criticar mas se coloquem em nosso lugar.
    ai para se livrarem do problema,inventam curso de capacitaçao e reciclagem para motorista será que isso resolve.ou eles deveriam melhorar o salario dar melhores condiçoes de trabalho para nós.
    sem falar nas empresas que na sua grande maioria nao quer dar emprego a ex rodoviario ou pior o maior absurdo que está havendo em nosso país consultar SPC e SERASA ISSO É O MAIOR ABSURDOOOOO!!!! bando de animais inrracionais como é que se paga uma divida sem trabalho,vamos deixar de dar comida aos nossos filhos para pagar uma divida de cartao de credito ou emprestimo bancario.
    portanto a falta de motorista é unica e exclusivamente de voces patroes e governo.

  13. antonio carlos gomes da silva // 7 de Abril de 2013 às 14:40 // Responder

    um ajudante não precisa passa por tanto teste de qualificasão para ganha quatro veis mais do q um motorista

  14. Trabalhei por 20 anos em empresa de ônibus e gostava do que fazia e a reclamação de todos era a respeito do mal salario e da carga, jornada de trabalho.
    Querem motoristas profissionais de ônibus rapidinho, melhorem os rendimentos e respeitem essa categoria e terão na porta das garagens centenas de profissionais altamente capacitados para disputar essa vaga.

  15. Por isso que o aumento de acidentes envolvendo onibus aumentou, pegam cobradores e colocam para dirigir veiculos de grande porte, isto não é aceitavel, pois se pagassem um salario digno atrairia profissionais competentes e outro ponto que o responsavel por fazer estas coisas deveria ser responsabilizado criminalmente em casos de acidentes. È UMA VERGONHA.

  16. O SER HUMANO É HIPOCRITA,IMAGINA QUE A 20 ANOS ATRAS EU MESMO TRABALHAVA COMO MOTORISTA NA CMTC DE SP,TINHAMOS UM OTIMO SALARIO,ALEM DOS BENEFICIOS,MAS ERAMOS ACUSADOS NÃO SÓ DE VAGABUNDOS PELA POPULAÇÃO,MAS PIOR AINDA PELOS POLITICOS,ENTÃO ESTA É A SITUAÇÃO QUE FOI IMPLANTADA A ALGUNS ANOS,SALARIOS BAIXOS AOS MOTORISTAS E FALTA DE MÃO DE OBRA,NÃO SERIA A HORA DOS POLITICOS DIRIGIREM OS ONIBUS,OU MESMO OS DONOS DAS EMPRESAS DE ONIBUS FAZEREM O MESMO?AQUI SE FAZ,AQUI SE COLHE,TO DANDO É RISADA DISSO,BEM FEITO A TODOS QUE DESEJAVAM O MAL A TODOS NÓS MOTORISTAS,RARARA

  17. valtimar martins ferreira // 10 de Fevereiro de 2014 às 17:31 // Responder

    quero ser motorista de caminhao, meu sonho;;;;

  18. Tonho, Tonho…voçe nos acusa de sermos trogloditas e que não passamos de animais furiosos, sem paz sem amor, errantes neste mundo, como andarilhos sobre rodas, vivendo como cachorro,dormindo em casa de lata, comendo comida fria,mijando na roda, e atendendo por assovio…Tonho, fuja para as montanhas… ou voçe é alguma espécie de masoquista do volante? Trabalhar de empregado nesse ramo hoje é voltar a éra da senzala sobre rodas. Estou nisso por não ter o 2º gráu…Somos sobreviventes desta escravidão velada que envolve todo o profissional de transporte no Brasil, estamos dentro de uma guerra chamada,” trânsito caótico” a onde nosso inimigo é o patrão…nossa arma é a ignorância e nosssa aliada é a pobreza. Nessas condições voçe talvez não encontrará muitas pessoas intectuais, cultas, espiritualizadas, estremamente profissional educadas. Então se prepare, e seje bem vindo a “slavery”

  19. ademir Gomes dos Santos // 5 de Maio de 2017 às 10:37 // Responder

    Bomdia.hoje em dia tenho colegas que
    Perderam o emprego apitaro.para
    Motorista de caminhão ou ônibus.eles
    Fica no treinúmero.bom período Depois.passa a exercer a função

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