As promessas dos Candidatos à Prefeitura sobre transportes

promessas de campanha

Confira as promessas dos principais candidatos à Prefeitura de São Paulo na área de transportes, tema demasiadamente explorado em época eleitoral. O metrô está na moda, mas os candidatos se esquecem que mesmo a prefeitura podendo ajudar, ela tem de cuidar do sistema de ônibus da cidade, já que o metrô é de responsabilidade principal do Governo do Estado. Afinal, que adianta ter um metrô ótimo se as pessoas não são levadas de forma decente até ele, que é um sistema troncal? Melhorar os transportes é essencial, mas na prática, as pessoas não vão deixar o carro em casa só pela qualidade dos coletivos. Restringir o uso desenfreado dos carros é fundamental, mas por ser polêmico, o tema não desperta coragem nos candidatos. A história política de São Paulo é marcada por promessas em transportes que ajudaram a eleger muita gente, mas não foram concretizadas: 66 quilômetros de corredores de Kassab que não saíram do papel e escândalos criminais e de má prestação de serviços numa das maiores áreas de operação da cidade, servida pelas empresas do Consórcio Leste 4, sucateamento e redução nos serviços de trólebus na época de Marta Suplicy e o famoso Fura Fila de Maluf/Pitta, inicialmente um bom projeto que quando teve parte do trajeto inaugurado, já estava desconfigurado totalmente. Leia o que dizem os atuais prefeituráveis: José Serra (PSDB), Celso Russomanno (PRB), Soninha Francice (PPS), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB) e Paulo Pereira da Silva (PDT). Foto: Acerco da SPTrans (São Paulo Transportes)

As propostas dos candidatos de São Paulo para os transportes
A maior cidade do País, com os maiores índices de congestionamentos, traz em todas as eleições o assunto investimento em transportes. Propostas variam, mas poucos candidatos falam como vão resolver a questão

ADAMO BAZANI – CBN

Transporte público: inegavelmente uma das principais soluções para diversos problemas da cidade de São Paulo tais como congestionamentos, poluição, perda de recursos públicos e privados por causa do trânsito, prejuízos à saúde e à qualidade de vida dos cidadãos.
Aliado à uma melhor distribuição de moradias e pólos geradores de emprego, renda, serviços e educação, pela qual as pessoas não precisem se deslocar por grandes trajetos para atividades do cotidiano, o transporte público é uma necessidade vital e instiga qualquer candidato a fazer promessas.
Aqui nesta reportagem você confere as mais recentes promessas de José Serra (PSDB), Celso Russomanno (PRB), Soninha Francice (PPS), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB) e Paulo Pereira da Silva (PDT). Mas antes das atuais promessas, é bom relembrar de alguns fatos envolvendo mobilidade urbana e palanques.

TRANSPORTES: UM HISTÓRICO DE PROMESSAS –

É histórico: mesmo com as carências e graves nas áreas de educação e saúde, muitos políticos, principalmente os pleiteantes aos cargos municipais, colocam o tema dos transportes como uma dos maiores destaques.
O que é correto. Mas entre colocar o tema nas promessas e debates e tomar atitudes concretas há um abismo muito grande em diversas administrações.
Fato é que metrô, ônibus e trem não servem apenas para transportar o cidadão. São veículos de votos. Muita gente já ganhou eleições com promessas relacionadas aos transportes.
Propostas não faltam, como a prefeitura investir no Metrô, mesmo sendo este estadual, ampliação de corredores de ônibus, que é uma responsabilidade de fato da Prefeitura e outras um pouco menos tradicionais, como monotrilhos (aerotrens) e VLT – Veículos Leves sobre Trilhos.
Só em relação aos transportes por ônibus, a cidade de São Paulo possui poucos corredores para sua frota e quantidade de linhas.
São cerca de 15 mil ônibus ou micro-onibus que transportam em 1349 linhas mais de 6 milhões de pessoas diariamente, só no sistema municipal. Estes veículos, no entanto, só contam com 80,3 quilômetros de espaços exclusivos.
A Prefeitura de São Paulo prometeu entregar até o final do ano 130 quilômetros de faixas de ônibus, que são diferentes de corredores. Elas não oferecem o mesmo nível de segregação, conforto para os passageiros e velocidade aos ônibus, pelas constantes invasões de veículos de passeio, caminhões e motos.
Além disso, a promessa é vista com dúvida, já que no início de sua gestão, Gilberto Kassab, prefeito criador de partido, prometeu 66 quilômetros de corredores de fato de ônibus, o que não ocorreu.
O não cumprimento de promessas de transportes não é privilégio de Kassab. Marta Suplicy prometeu criar inovações em transportes e conseguiu até certo ponto: corredores foram ampliados, o sistema Passa Rápido, mas a rede de trólebus, única tecnologia de ônibus economicamente viável que é cem por cento não poluente em sua operação, foi minguada.
No ano 2000, a cidade chegou a ter 474 veículos elétricos em operação. Ao assumir a prefeitura, Marta retirou as redes de Pinheiros, Santo Amaro, Butantã e zona Norte. A frota passou para cerca de 140 ônibus não poluentes.
Kassab prometeu renovar 144 trólebus, o que só está sendo possível com a entrada de um novo grupo controlador, a Ambiental Trans, de José Ruas Vaz, dono de cerca de 50% da frota paulistana de ônibus em geral.
Os trólebus foram confinados na zona Leste de São Paulo e região central. Até então, operado pela Himalaia Transporte, componente do Consórcio Leste 4, o serviço de ônibus elétrico começou a se deteriorar. Além de não ter espaços e corredores preferenciais, ou pelo menos vias com bom pavimento, os trolebus sofriam problemas básicos de conservação, como ferrugem na lataria e defeitos mecânicos e no sistema elétrico, típicos de faltas de ações preventivas.
A empresa é uma das envolvidas num dos grandes escândalos dos transportes na gestão Kassab: A precariedade do Consórcio Leste 4. Toda a situação das linhas do Consórcio reforça as denúncias aceitas pela Justiça feitas pelo Ministério Público Estadual sobre desvios de recursos das empresas, companhias que deveriam prestar serviços de transporte nas ruas, e mesmo recebendo repasses para isso, sequer possuem um veículo, como a Happy Play Tour, empresas que têm registro de S.A. mas na prática operam como cooperativas, no caso a empresa de Transportes Coletivos Novo Horizonte, má prestação de serviços, com atrasos, quebras, sujeira, com direito a baratas incomodando os passageiros.
Com a entrada da AmbientalTrans há uma esperança de melhoria nos atuais serviços, mas a ampliação da rede de trólebus nem sequer é citada.
As promessas históricas envolvendo transportes não param por aí: Poucos se esquecem do Fura Fila, que depois foi chamado de Martão e, já inaugurado como Expresso Tiradentes, na época de José Serra, a promessa de Paulo Maluf, para eleger Celso Pitta, não tem nada a ver agora com o projeto original.
O trajeto é bem mais curto, o restante deve virar um monotrilho que muitos acreditam só vendo, e o sistema trata-se de um corredor de ônibus elevado. Originalmente, o Fura Fila seria um serviço diferenciado, com trólebus articulados e biarticulados, que poderiam atender 350 mol passageiros por dia. Os ônibus, chamados de VLP (Veículo Leve sobre Pneus), teriam roletes laterais que os guiariam, tornando as operações mais precisas e seguras. Por serem trólebus, não haveria emissão de poluição.
O custo por quilômetro, em valores corrigidos, seria de R$ 12 milhões para a implantação, valor considerado viável pelos benefícios.
Mas as denúncias de mau uso do dinheiro público, desvios e falta de continuidade administrativa deixaram o Fura Fila caro e o desconfiguraram totalmente. Parte de seu trajeto é uma incógnita com o monotrilho, que o paulistano, principalmente o que mora em parte da zona Leste, torce, mas desconfiando.

AS PROMESSAS:

Abaixo as promessas dos principais candidatos ao cargo máximo em São Paulo.
Mas antes, não se esqueça que:
– Discursos são bonitos, mas os candidatos devem dar ideias de como vão fazer as obras e as mudanças. Expandir o metrô e os corredores de ônibus. Ótimo. Mas como o senhor ou senhora candidato (a) vai fazer isso?
– Metrô: Modal indiscutivelmente melhor para as grandes demandas. Mas senhor futuro (a) prefeito (a) não dá para colocar metrô em toda a cidade. Não vale a pena economicamente, já que os custos podem ser dez vezes maiores que um corredor de ônibus bom que atenderia uma determinada demanda que não precisaria de investimentos tão caros. E nem geograficamente e tecnicamente daria para cobrir a cidade de São Paulo inteira com metrô.
– Não se esqueça dos ônibus: Ônibus não é tão popular de votos como metrô, monotrilho e VLT. Mas é eficiente se operado com prioridade e eficiência. Hoje o metrô é de responsabilidade do Governo do Estado. A Prefeitura pode fazer sua parte ajudando o poder estadual, mas não deve renegar suas obrigações de fato que é o sistema de ônibus, que precisa ganhar eficiência, velocidade e conforto pela prioridade no transporte público. Não adianta ter um metrô excelente de 40 em 40 segundos, se para chegarem nele, as pessoas esperam os ônibus 40 minutos ou mais e ficam dentro dos veículos em pé, espremidas, presas no trânsito perdendo duas horas de viagem.
– Ninguém vai deixar os transportes individuais por conta da melhor ocupação do solo, da melhoria das condições ambientais e para ter uma cidade mais amigável. Os transportes públicos têm de apresentar qualidade, mas só isso não basta. O uso desenfreado do carro tem que de alguma maneira ser contido. Seja por pedágio urbano, restrição de estacionamentos, redução de vias para ampliação de corredores de ônibus, calçadas e ciclovias. E restrição aos carros de passeio, aparentemente os candidatos não têm coragem de ir a fundo em suas promessas.
As declarações dos candidatos que você confere agora foram colhidas pelo jornal O Estado de São Paulo:

José Serra (PSDB)
“Investir. Temos que continuar pisando no acelerador para diminuir o intervalo entre os trens e, assim, melhorar o conforto para os passageiros do metrô. São Paulo precisa ter uma teia de aranha de trilhos embaixo da cidade. Isso não tira a importância de novas obras viárias e corredores de ônibus, que precisam ser feitos para alimentar o sistema de transporte sobre trilhos. A Prefeitura e o governo estadual estão investindo. O governo federal também poderia ajudar a enfrentar essa questão.”
Celso Russomanno (PRB)
“Vamos planejar o transporte público utilizando inovações tecnológicas para modernizar e melhorar os equipamentos. Reestruturar a frota de ônibus e obrigar a implantação de ar-condicionado nos ônibus, investir em infraestrutura – novos corredores e terminais. Ampliar o transporte integrado, por meio de um sistema intermodal, onde serão incluídos os veículos não poluentes. Buscar junto aos governos estadual e federal recursos para ampliar a malha metroviária com mais rapidez. Transporte público tem que ter qualidade.”
Soninha Francine (PPS)
“A medida decisiva para desafogar o transporte público é reorganizar a cidade: criar trabalho na periferia; melhorar a informação sobre o sistema (frequência e itinerário dos ônibus, melhor rota, integração dos modais); organizar os corredores; criar linhas e refazer trajetos de ônibus para cobrir lugares desatendidos; criar mais paraciclos, bicicletários e ampliar a oferta de bicicletas públicas; implantar passarelas e encurtar as distâncias para pedestres e ciclistas; estudar cuidadosamente o rodízio e outras restrições.”
Fernando Haddad (PT)
“Vamos retomar os corredores de ônibus. A Prefeitura deve contribuir com recursos para expansão do metrô, mas não se pode colocar dinheiro novo em ritmo velho de expansão. Daremos dinheiro, mas cobrando metas de entrega de trechos de linhas e estações. É necessário melhorar a gestão do trânsito, investindo em recursos humanos e tecnológicos para a CET. Também vamos trabalhar por uma cidade equilibrada: levar moradias onde há emprego e vamos levar emprego onde estão as moradias.”
Gabriel Chalita (PMDB)
“Para recuperar o tempo perdido na construção de metrô, é preciso somar esforços e trabalhar junto com o governador do Estado e com a Presidência. É preciso agilizar as desapropriações, por exemplo. Há outras ações também, como a construção de corredores de ônibus. Por outro lado, é preciso começar a tratar de maneira moderna o sistema de gestão do trânsito. Por exemplo, dar um choque de gestão na rede de semáforos. É algo que pode ser feito rapidamente e tem impacto imediato no dia a dia.”
Paulinho Pereira da Silva (PDT)
“Vamos trabalhar para cada bairro ser uma cidade. É preciso incentivar as indústrias, empresas e comércio a mudarem para os bairros mais periféricos, aproximando o emprego da moradia dos trabalhadores. Para isto, vou reduzir o ISS e o IPTU para que essas empresas se desloquem para os bairros mais extremos. Vou, também, aumentar o número de corredores de ônibus, construindo corredores entre as marginais, por exemplo. E trabalhar junto com o governo do Estado para aumentar as linhas de metrô.”
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

11 comentários em As promessas dos Candidatos à Prefeitura sobre transportes

  1. O prefeito que limitar o uso do carro particular nunca mais se elege em SP…

  2. Voto em quem descredenciar consórcios de bandidos como o 4leste e as cooperativas! Infelizmente nenhum fará isso…

  3. Eu acho que os governantes tem que criar vergonha na cara para de burocracia e fazer a sua parte,na minha opinião a melhor epoca nos transportes de São Paulo foi a epoca da cmtc e da municipalização,de la pra ca so veio ,maluf destruiu a cmtc,pita roubou e não fez fura fila,marta quase acertou fez alguns corredores e terminais eo bilhete unico que para o pobre foi a melhor invenção ,mas quase extinguiu os troleibus que sobre pneus e o transporte mais limpo que ha,e agora meus amigos a coisa piora serra acabou com os terminais de integração diminuiu o tempo do bilhete unico e extinguiu varias linhas municipais e ainda proibiu a entrada de intermunicipais ate o centro obrigando os parar no term sacoma,terminal tem que criar mais linhas e nao encurtar as que ja tem a oferta tem que aumentar pra ser atrativa,quem não deveria ir ate o centro sao os carros e não o onibus, eo kassab esse nao fez nada e nunca vai fazer por que e governo de burgues,amigos não se engane nada pode vir de bom do serra,kassab e dos seus partidos eles estao no poder ha vinte anos e nao conseguem licitar nem a area 5 da emtu,acreditar neles e nos seus partidos e acreditar em papai noel.

  4. … e começou tudo de novo na política. A idéia de corredor de ônibus na marginal é interessante, mas resistência a essa idéia é o que não faltará pelas pessoas que dizem deixar o carro em casa se o transporte público for melhor. Contradição! Para o sistema de ônibus ser atraente para a sociedade ele precisa de pontualidade (portanto eficiência), estrutura independente com biarticulados (só ônibus grandes nos sistemas troncais), segurança privada para combater vandalismo entre outros intens. MAS ACIMA DE TUDO SERIEDADE POLÍTICA, sem corrupção! Na verdade deveriam formatar e repensar a forma de se empregar ônibus na cidade, para não continuar com os mesmo erros de sempre e abrir espaço para outros modais, nem que seja para apoio operacional. Limpar os dois rios para navegação ajudaria. Uma ponte, ou viaduto, exclusivo para ônibus não é tão exagerado se considerarmos como um investimento em mobilidade. Para uma cidade que construiu tantos pilares para o Expresso Tiradentes e o Metrô, para o elevado costa e silva e uma ponte subutilizada não é demais para um novo modo de transporte.
    Ar condicionado em ônibus é uma utopia, assim como a idéia do Serra em ter uma teia de aranha subterrânea. Ele pensa que aqui é os EUA, França, Reino Unido etc? Além disso, esse tipo de investimento deve ser do governo estadual e federal. Além de caro, esse plano é de longo prazo e precisamos de resultados no mandato do prefeito. O ônibus não pode exclusivamente servir o sistema ferroviário. Por mais dependentes que sejam os trens do ônibus, ainda mais com o paese, os veículos terrestres são mais flexisíveis.
    E onde mais precisa de transporte não tem. Veja por exemplo o caso do M’Boi Mirim: a avenida Roberto Marinho ja foi contemplada com uma ponte de enfeite, terá um túnel se conectando com a rodovia Anchieta e agora ja tem obra de monotrilho!
    Cadê o monotrilho do M’Boi mirim??????????????????????
    Pior que teremos de novo o serra na prefeitura, que deixa bem claro que não investirá em ônibus, com apoio do atual prefeito. Mais do mesmo.

  5. É amigo Adamo, antigamente a frase era: O SEGURO MORREU DE VELHO, agora a frase é; PROMESSAS NEM DE VELHO, NEM DE NOVO MORRE, existe um plano diretor a ser seguido, a grande pergunta: Dá para acreditar nas promessas sem se lembrar do que está no PLANO DIRETOR e ESTRATÉGICO???

    Os eleitores tem que se esclarecer no que está no PLANO DIRETOR para definir seu voto, pois o que está no plano diretor, é isso que tem que ser seguido, agora o que estiver fora do PLANO DIRETOR é apenas promessa eleitoreira. Se bem que, muita coisa que está no PLANO DIRETOR, SÓ SAIRÃO DO PAPEL COM MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITA VONTADE POLÍTICA. Não é caro amigos Adamo Bazani e Milton Jung????

  6. Engraçado que a promessa do Paulinho, sobre corredor nas marginais, o nosso amigo MARCOS GALESI sempre defendeu esta idéia.

  7. Faço minhas as palavras do: “DR PROTESTO INDIGNADO E P..TO DA VIDA”. Concordo plenamente com você. O que está fora do plano diretor não passam de meras promessas. E concordo também; “Os eleitores tem que se esclarecer no que está no PLANO DIRETOR para definir seu voto, […]”

  8. Boa noite.

    A única promessa que pode ser feita, “é que nada podes prometer”.
    Não se conhece a realidade do que precisa ser feito;
    Não se conhece a realidade do que pode ser feito;
    E mesmo após conhecer estas realidades, muitas vezes, escolhas precisam ser feitas;
    É a, b ou c, não há a escolha, todas as alternativas estão corretas.

    Abraço.

  9. Estão chamando o monotrilho Expresso Tiradentes de “incógnita”?! Então a obra do Metrô em estágio avançado e evoluindo rapidamente é “promessa”? O usuário tem motivos para estar desconfiado, mas acredito muito que a maioria está empolgada com o novo sistema.

    O corredor de ônibus elevado Expresso Tiradentes atende bastante bem seus usuários. Apenas é opção de custo-benefício ruim e impacto ambiental inapropriado, uma tentativa de salvar o péssimo projeto de Celso Pitta. Espanta falarem em corredores de ônibus simplesmente municipais, quando o mais ambicioso e interessante deles é entre Guarulhos e o ABC.

    Soninha e Paulinho parecem se esquecer de que São Paulo tem muitos milhões de habitantes. Haddad manda melhor ao prometer “levar moradias” para outros locais. Certamente que centenas de milhares de empregos da RMSP EXIGEM grandes deslocamentos, além do que os profissionais precisam das faculdades, dos cursos. Há que se encarar a REALIDADE que em São Paulo a família economicamente ativa raramente consegue resolver todos os deslocamentos pertinho de casa. Isto até pode melhorar, mas não mudará como característica. Serra nada acrescenta. Sempre é bom lembrar que gastou mais de 1,5 bilhão a toque de caixa numa não-solução para a Marginal do Tietê.

    É impressionante e lamentável que NENHUM dos candidatos fala numa Autoridade De Transporte Metropolitana para toda a RMSP e seus 39 municípios. Algo impensável sem profundo ENVOLVIMENTO da Prefeitura de São Paulo. Diretamente relacionado a isto, NINGUÉM disse palavra sobre o Bilhete Único e a ridícula e danosa “concorrência” com o bilhete BOM.

    Concluindo, é necessário apertar MUITO MAIS estes candidatos por ações para a mobilidade de São Paulo.

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